CARTA AO PRESIDENTE

“Vacinação em massa é, provavelmente, a única alternativa capaz de deter a pandemia”

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Em meio ao pior momento da epidemia de Covid-19 no Brasil, os governadores de 14 estados brasileiros enviaram nesta uma carta ao presidente Jair Messias Bolsonaro pedindo um maior esforço para a compra de mais doses de vacinas contra a doença.

Para ajudar a conter o aumento exponencial de casos e mortes pelo Coronavírus, os governadores pedem ao presidente a “imediata adoção das providências necessárias junto a entidades estrangeiras e organismos internacionais” para adquirir mais imunizantes.

O país superou a marca de 260 mil mortes por Covid-19, após registrar mais 1.699 óbitos em 24 horas, o terceiro dia consecutivo em que a marca ficou acima de 1.500. Também foram identificados 75.102 novos casos da doença, a segunda pior marca registrada desde o início da Pandemia.

Os governadores na carta enviada argumentam estarem no limite de suas forças e possibilidades e que nas próximas semanas, talvez meses, a pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós.

Nesse contexto, a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como a mais recomendável, e, provavelmente, a única capaz de deter a pandemia“, afirmam.

Os 14 governadores reconhecem haver uma extraordinária procura por vacinas mundo afora, mas pedem que o governo federal agilize mecanismos de compra, explore e concretize todos os meios de aquisição disponíveis. Os representantes dos estados se colocam à disposição para colaborar com as medidas.

Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde, escrevem.

No ritmo atual de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, atravessaremos o ano lamentando a irreparável perda de vidas, afirmam.

Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência […] Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos e constituem a triste diferença entre viver ou morrer.

Os governadores argumentam ainda que conter a disseminação da Variante P1 do Coronavírus, originária do Amazonas e mais contagiosa, é uma questão de interesse internacional.

O mundo acompanha com preocupação o rápido avanço do contágio por essa variante no Brasil, o que torna o bloqueio da disseminação desse tipo de vírus matéria de interesse de diversas nações.

A carta é assinada pelos seguintes governadores: Renan Filho, do Alagoas; Waldez Goés, do Amapá; Rui Costa, da Bahia; Camilo Santana, do Ceará; Renato Casagrande, do Espírito Santo; Flávio Dino, do Maranhão; Mauro Mendes, de Mato Grosso; Helder Barbalho, do Pará; João Azêvedo, da Paraíba; Paulo Câmara, de Pernambuco; Wellington Dias, do Piauí; Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; e Belivaldo Chagas, do Sergipe.

Bolsonaro: Chega de mimimi” e “idiotas” da vacina.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que é preciso parar de “frescura” e “mimimi” em meio à pandemia e perguntou até quando as pessoas “vão ficar chorando?”. O presidente ainda chamou de “idiotas” as pessoas que vêm pedindo que o governo seja mais ágil na compra de vacinas.

Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo, disse o presidente.

No entanto, seu próprio governo já admitiu que rejeitou ao longo do ano passado propostas de laboratórios para a compra de vacinas.

O governo apostou inicialmente todas as suas fichas na vacina da AstraZeneca, que vem sendo marcada por atrasos, e inicialmente esnobou e criticou a vacina chinesa CoronaVac, promovida pelo governo de São Paulo, e que no momento é o único imunizante disponível em larga escala no país.

O presidente voltou a reclamar nesta quinta de medidas de isolamento que vêm sendo impostas por prefeituras e governos estaduais para tentar frear o avanço da Pandemia e diminuir a pressão sobre o sistema de Saúde, que está à beira do colapso em várias regiões do país.

Bolsonaro também mencionou seu veto a uma medida que permitia que estados comprassem vacinas em caso de omissão do governo federal e posteriormente fossem reembolsados pela União.

Alguns governadores queriam direito a comprar vacina e quem iria pagar? Eu! Onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar, disse Bolsonaro.

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Vacina “Sputnik V” chegará em 12 Estados, incluindo MT, depois ao governo federal

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Com o objetivo de vistoriar a produção da vacina “Sputnik V”, inspetores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se encontram na Rússia.

As avaliações serão separadas em duas cidades: Vladimir, localizada a 200 Km a leste de Moscou, e Ufa, situada a 1,3 km da capital Russa. Na primeira cidade, três inspetores avaliarão as empresas Generium, enquanto na segunda, duas inspetoras irão verificar as condições da produção da “Sputnik V” pela empresa UfaVita. A vacina “Sputnik V” é considerada a “melhor vacina do mundo”.

Já na mídia nacional, ela é celebrada como um sucesso de exportação. Mas será que a Sputnik V, além de toda a propaganda do Kremlin, é um meio eficaz e seguro contra o Coronavírus?

As inspeções iniciam nesta segunda-feira (19) até dia 23 de abril. O grupo volta ao Brasil dia 24. Mato Grosso solicitou o uso emergencial para que as doses sejam aplicadas.

Em entrevista ao Blog do Valdemir o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), avaliou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que a reguladora decidisse sobre o pedido de importação excepcional, até o dia 28 de abril, fortalece a relação com o Fundo Soberano da Rússia, responsável pela venda a Estados do Nordeste e do Amazonas, em relação a liberação da vacina Sputnik V.

O Supremo com sua decisão dizendo que até dia 28 se a Anvisa não liberar, estará automaticamente liberado. A equipe da Anvisa já se encontra na Rússia e, com certeza será aprovada. Essa vacina, está amplamente divulgado na mídia, já tem 60 países que usando. As pesquisas mostram que ela tem um dos maiores índices de eficiência de todas as vacinas, então não teria porque, mas a gente acredita que o bom senso vai imperar e vai ser liberado. Compramos 1 milhão e duzentos mil doses do componente A e B, então é para 1 milhão e Rio mil pessoas, disse o governador Mauro Mendes para a equipe de reportagem do Blog do Valdemir.

Apesar do governador Democrata (DEM), Mauro Mendes ter comemorado a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), a chegada dos funcionários da Anvisa na Rússia, o chefe do Executivo Estadual, se mostra preocupado com a entrega das vacinas Coronavírus e a AstraZeneca.

Mês passado não foi cumprido aquilo que estava programado. O Butantan cumpriu o que estava programado, a Fiocruz não cumpriu, esse mês Butantan encerra o primeiro contrato que era de 46 milhões de doses, dai deve começar o outro contrato, mas era para o segundo semestre, então está no ar um cheiro de redução de chegada de vacinas pelo PNI, pontuou Mauro Mendes.

E esta preocupação, vem no momento em que vários governadores, suspeitam que a Anvisa está atrasando a autorização da vacina Sputnik para que o Governo Federal não passe um novo constrangimento de chegar ao país uma nova imunização pelas mãos dos governos estaduais e não pelo presidente. Mas o esforço vai ser em vão.

O laboratório já decidiu que, quando houver autorização, primeiro serão entregues as vacinas para os governadores e depois as contratadas por Bolsonaro.

Um pouco mais sobre “Sputnik V”

Entre todas as vacinas contra a Covid-19 já registradas no mundo, a Gam-Covid-Vac (nome oficial da Sputnik V) é a única desenvolvida com dois adenovírus inofensivos, nomeados de D-26 D-5, que não causam doença no ser humano e são aplicado um em cada o que pode ser considerado duas vacinas em uma.

A vacina que leva o nome do primeiro satélite espacial soviético lançado em 1957 atingiu uma taxa de 91,6% de eficácia contra a Covid-19 com “bom perfil de segurança” e “consistente em todas as faixas etárias dos participantes“, segundo estudo publicado na revista científica The Lancet, em fevereiro.

ASputnik V foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleja de Epidemiologia e Microbiologia de Moscou e financiada pelo Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF).

A Gam-Covid-Vac Lyo é uma vacina vetorial, semelhante às vacinas da AstraZeneca e da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson. As vacinas de vetor viral são mais fáceis de manejar do que as vacinas de RNA, pois podem ser armazenadas em temperaturas de geladeira comum.

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