AUMENTO NA TAXA DE DESEMPREGO

Taxa de desemprego aumenta em Mato Grosso; agora achamos a nova desculpa: “Coronavírus”

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A rotina nos últimos dias é de pessoas indo buscarem oportunidades no mercado de trabalho na Internet. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego aumentou em 9,1%, em Mato Grosso.

O dado nos coloca na 6° colocação no ranking de Estados em que o desemprego mais cresceu desde o trimestre encerrado em dezembro do ano passado.

Nos próximos meses, muito será debatido sobre as políticas públicas para a geração de empregos e renda no nosso lindo Brasil…a eleição esta ai batendo em sua porta.

Falar de desemprego no Brasil atualmente é muito difícil, tendo em vista o atual momento de nossa economia. A cada três novas pessoas desempregadas no mundo, uma será brasileira. Enfrentando a maior taxa de desocupação do país, somos a população que aguardará a reviravolta deste quadro apenas nos próximos anos, quando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê o retorno do crescimento de postos de trabalho no Brasil, junto com a economia. Enquanto isso, o governo federal aposta em prazos mais curtos.

Mais não se assustem caros leitores do Blog do Valdemir, o desemprego vai se aprofundar em Mato Grosso, e a culpa será de quem? Coronavírus. Porém, como consequência da incapacidade dos nossos gestores públicos em dar uma resposta à Pandemia da Covid-19. Assim temos um bom motivo para estarmos preocupados com tanto a trajetória da “Pandemia”, como com a capacidade de implantar medidas para reagir a isso.

A verdade é que os estados que realizaram amplos testes com sua população tem conseguido proteger um maior número de empregos.

Entretanto, estudos revelam que o desemprego está tendo “crescimento devastador”, entre os jovens e que já há desde fevereiro um aumento “substancial” do desemprego entre essa camada, que, não só está destruído seu emprego, como também está atrapalhando a educação e a formação e colocando grandes obstáculos no caminho daqueles que buscam entrar no mercado do trabalho ou se movimentar entre empregos.

Falando sério

Muito bem! Em síntese, podemos dizer que os dados dos estudos realizados sobre o aumento do desemprego expressam uma relativa permanência do quadro de um mercado de trabalho desestruturado, que não se recuperou da crise 2015/2016. As orientações políticas encaminhadas pelos nossos gestores para enfrentar a crise do emprego não trouxeram os resultados prometidos. A insistência nas políticas ou ajuste fiscal e de progressivas ondas de reforma trabalhista e previdenciária, não cumpriram as promessas de incrementar a economia e gerar empregos.

Número de desempregado em MT

O número do aumento de desemprego no Estado, no momento não tem como afirmar, quantas pessoas perderam o seu emprego, já que, no momento, pode-se sentir as dificuldades de obtenção de dados relativos ao desempenho do mercado de trabalho.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC/IBGE) está começando a fazer experiência de realizar a pesquisa por telefone. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da ECONOMIA também enfrentam problemas na coleta e, portanto a divulgação está em atraso, tornando ainda mais complicado e análise dos desdobramentos da crise sobre o mercado de trabalho.

A verdade é que ainda é cedo para fazer alguma previsão do número de desemprego, mais precisa em Mato Grosso.

Porém os cenários pessimistas das estimativas (taxa de desemprego mais próxima de 20% a 25% ao final do ano) parecem fazer mais sentido diante da velocidade que o processo de paralisação das atividades tem acontecido, o que nos leva a crer um forte crescimento do desemprego, caso os gestores públicos de Mato Grosso, não anunciem novas medidas para combater oCoronavírus, para preservar, de fato, os empregos e de transferência de renda.

“Efeito pandemia”

Embora já esperasse o “efeito pandemia“, o reflexo que acontece no país inteiro deixa os municípios em uma situação muito difícil, já que sozinho não tem fluxo de caixa para permitir as empresas serem as retomadas.

Assim a importância das campanhas coletivas e o apoio do Governo com aporte financeiro a pessoas físicas e liberação de crédito as empresas, o que na verdade não é garantia de retomada, é só para evitar o pior.

A retomada das atividades econômicas também tem suas implicações, que variam com as características das atividades, já que, enquanto as lojas sofreram com o fechamento, sua abertura possibilita uma volta rápida, já para a indústria o ciclo é mais longo, desativar uma linha é algo mais complexo. Porém, ao mesmo tempo quando isso acontece, a indústria consegue chamar um maior número de trabalhadores.

Nota da redação

Para o próximo semestre, muita gente vai optar pelo empreendedorismo porque o mercado de trabalho não vai voltar completamente. Empreender vai ser uma saída para 2021/2022. Esse cenário deve provocar um aumento significativo no número de microempreendedores individuais em Mato Grosso.

Atualmente, quem já tem o próprio negócio, em muitos casos tenta sobreviver, já nos últimos dias do mês de junho.

Tudo culpa do Coronavírus

O Coronavírus está sendo para muitos políticos, a melhor coisa que acontece. Agora terás desculpa para tudo.

O dólar subiu? Coronavírus. Palmeiras perdeu? Coronavírus. A Saúde está péssima, não tem remédios e leitos de UTIs? Coronavírus. Ninguém me parabenizou no meu aniversário? Coronavírus.

Esta pandemia vai ser desculpa perfeita. Pode cair o mundo que vamos dizer que foi por conta do Coronavírus.

Enfim, se a coisa for pro beleléu, eu digo que foi culpa do Coronavírus, se não for os políticos dirão: foi graças a mim.

Eitaaa Mato Grosso…, um Estado bom demais é assim: a população fica com a culpa das coisas ruim e, dá o crédito das coisas boas para os políticos.

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Cuiabá é uma “NAU” a deriva; prefeito se mostra indeciso nas medidas para combater a “Covid-19”

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Assim como um jogo, a sociedade também é regida por um conjunto de regras e valores, normas, ideias e medidas do que é definido com forte interferência política de certo e errado, no qual muito bem conhecemos e, ao não atingir a expectativa desse ideário a culpa pode aparecer.

Mas já dizia Confúcio: “o homem superior atribuí a culpa a si próprio; o homem comum dos outros“. E neste momento em que vivenciamos, chegamos a questionar: o que insiste alguns gestores em permear em uma grave doença, que se alastra de forma avassaladora, elevando-se por sua dimensão e efeitos, ao grau de “Pandemia” “a síndrome da não culpa”, eis o mal que ainda temos que conviver, já não basta a “Covid-19”.

Entenda a síndrome: basta que os números de pessoas infectadas aumentar em determinado município mato-grossense, ou ainda aparecer uma dificuldade para aquisições de medicamentos, e o doente-portador (Leia-se gestores públicos), devidamente “armado” saí imediatamente na defensiva “a culpa não é minha“, “o responsável é o governador“, “não tenho culpa“, e por aí vai.

Quando mais a “Pandemia” em Mato Grosso cresce, já estamos esperando dos nossos brilhantes gestores públicos, a incansável e velha desculpa, entretanto, há os que tratam de arranjar justificativas ou evasivas, antes mesmo de o problema concretizar.

Cuiabá: Eu não sei pra onde for

Eita cuiabazao…, mais uma vez sendo destaque negativo em todas as redes sociais e imprensa, então vamos tentar nos encontrar, mas antes…

Cuiabá ficou solto, meio que perdido, o Prefeito da Capital fazendo o que está entendendo no momento.

Não existe um alinhamento de ações. Emanuel Pinheiro já está começando pagar um preço muito alto porque, quando se isola uma comunidade, parte dela não aceita e não entende que este isolamento é para proteger a Saúde. O “sob controle” dificulta a vida da população.

É bom ressaltar que “sob controle” vive este momento, porque seguiu a questionada estratégia de Jair Bolsonaro. Cuiabá optou por medidas flexibilizadas para combater o vírus, deixando comércio, restaurantes, transportes coletivos funcionando.

O bem da verdade é que, se tivemos de enfrentar a mesma doença até o mês de outubro, não saberemos exatamente o que será de nós.

Emanuel Pinheiro ainda não entendeu que Cuiabá está enfrentando a maior crise dos últimos 100 anos, com a “Pandemia do Coronavírus”, até agora o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro não entendeu que só a união das forças de especialistas em saúdes técnicas, políticas e demais Poderes do Estado, num grande pacto, poderá contribuir para vencer a “Pandemia” e as crises dela decorrentes, como a crise econômica e até mesmo o diversionismo político.

Atualmente Cuiabá é a capital da região Centro Oeste, com maior número de pessoas contaminadas, no qual tem um prefeito cuiabano que puxa de um lado e governador mato-grossense, população e judiciário puxando para outro.

O que significa isso? Será muito difícil, sair dessa crise sem um custo elevadíssimo em vida humanas e em perdas na economia.

Emanuel deste que surgiu o “Isolamento Social” no Estado, o prefeito e o seu grupo fiel, parecem que não entenderem a “Pandemia”, o seu comitê de combate ao Coronavírus, pouco ou nenhuma contribuir trouxe a gestão dessa crise.

Senão venhanos e convenhamos: Cuiabá há pouco mais de 100 dias, após registrar o primeiro caso da “Coronavírus”, passou de uma situação confortável para uma situação extremamente dramática. Até metade do mês de maio a taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e pessoas infectadas, era a menor taxa entre as capitais do país. Em março, quando entraram em vigor as medidas de “Isolamento Social”, a adesão dos cuiabanos foi boa, bem como a obrigatoriedade do uso de máscaras nos locais públicos.

Porém, com o surto controlado, devido ao medo da população no primeiro momento, o “sob controle”, pensou que estava tudo controlado, liberando geral.

O resultado: os casos quintuplicaram.

Nesta sexta-feira (03), Cuiabá apresentou 4.564 casos confirmados da Covid-19 de residentes no município e 1.036 de não residentes, mas que estão sendo atendidos na capital. Dos confirmados, 700 já estão recuperados da doença e houve 215 óbitos de residentes e 115 de não residentes.

Na rede hospitalar há 297 pacientes confirmados com Covid-19 internados, sendo 179 na UTI e 118 em enfermaria. Também estão internados 234 pacientes com suspeita da doença, sendo 98 na UTI e 136 em enfermaria. Do total de pessoas internadas em UTI, 202 são de residentes em Cuiabá e 75 de residentes de outros municípios. Do total de internados em enfermaria/isolamento, 193 pessoas são de Cuiabá e 61 de outros municípios.

A situação é dramática. Mas, isso é devido a incapacidade…, a cada semana um “Decreto Novo” é publicado, só que restringe acesso, mas não totalmente, o que invariavelmente, propícia a circulação de pessoas. Impõe toque de recolher, mas mantêm transporte coletivo.

Senhor “sob controle”, a estratégia não está funcionando, a cidade voltou a normalidade no início do mês de maio, quando a população seguia às medidas, agora, que perceberam que o prefeito está cantando a música do cantor Leonardo; “eu não sei pra onde vou”, o povo cuiabano está procurando o caminho “salve quem puder”.

Nota da redação

Na crise da “Pandemia”, foram criados três perfis do nosso comportamento diante da ameaça: o TOLO, o DESESPERADO e o CONFUSO.

– O TOLO tende a negar a situação dramática como maneira de enfrentar o medo.
– O DESESPERADO se angustia ainda mais com a situação.
– Já o CONFUSO transita entre esses dois polos, sem saber direito como deve agir e pensar.

PS: o Blog do Valdemir recomenda: se você está CONFUSO nesse momento, procure um psicanalista, porque você tem um problema, e não é o “Coronavírus”.

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