"OPERAÇÃO NA EDUCAÇÃO

Secretário de Educação e “Coronavírus” complica futuro político de Emanuel

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O Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), nas últimas 48 horas, vem enfrentando o pior momento da sua gestão. Começou na noite desta ultima segunda-feira, com a determinação do juiz José Luiz Leite Lindote, para implantar o “Lockdown” e, quando estava pensando nas medidas, eis que lhe vieram avisar que a Polícia Civil cumpria mandados de busca e apreensão contra o seu então Secretário de Educação do Município Alex Vieira Passos.

É, apesar de administrar carreira solo, mas sempre perto da família Campos, Emanuel Pinheiro desde o início de sua trajetória política em 1988 na rua Joaquim Murtinho, quando assumiu uma cadeira na Câmara de Cuiabá e, foi líder do prefeito Frederico Campos no Legislativo cuiabano e com o passar do tempo, foi candidato a Prefeito de Cuiabá, disputou cadeira e foi eleito deputado estadual não esperava que teria um pesadelo em um ano que tudo poderá ocorrer na sua carreira política.

O chefe do Executivo assistiu possivelmente a derrocada na política, com o envolvimento do Secretário de Educação em “Operação” da Polícia Civil.

Além do desgaste na sua administração Emanuel Pinheiro desde que venceu a Eleição em 2016, parece que entrou em inferno astral. De cara, apareceu imagens do paletó, com o tempo ampliou as dívidas do município com fornecedores e no último ano da sua gestão, montou uma bancada gigantesca de parlamentares para poder barrar pedido de CPIs, com isso comprometeu ainda mais a sua gestão.

Em meio a tudo isso, no apagar das luzes, deparou-se com o vírus da Covid-19, que não dá tréguas e, surge o secretário de educação. Diante do quadro, com agravamento agora do afastamento de Passos. O alcaide municipal se vê diante da necessidade de rever seus planos políticos. A não ser que aconteça um milagre. Emanuel terá que adiar o sonho da reeleição e de governar Mato Grosso. O prefeito está praticamente fora do pleito eleitoral que ocorrerá dia 15 de novembro.

Alguns acreditam que os impactos políticos para Emanuel não serão tão acentuados. Dizem que a favor do prefeito cuiabano, está o fato que sua trajetória política foi historicamente construída de maneira autônoma, mesmo sempre ao lado da família Campos.

Voltando mês maio, quarentena ou “Lockdown”?

Em meio a “Pandemia” e das medidas para combater o vírus estes dois termos foi o assunto mais discutido nesta terça nas redes sociais. É bom ressaltar que apesar de todos serem regimes que mantém em casa para combater a doença, eles não são sinônimos. Então amigos internautas, entender a diferença entre eles é importante, já que cada termo possui um nível de alerta sanitário e de liberdade da mobilidade da população, podendo variar entre voluntário ou obrigatório, de acordo com cada situação.

Então vamos lá: a quarentena restringe o acesso ou circulação de pessoas que foram ou pode ter sido exposta ao vírus. Pode ser um ato administrativo, estabelecido pelos secretários de saúde dos Estados e municípios ou do ministro da Saúde. A palavra quarentena foi criada em meados do Século 14, em Veneza, na Itália, durante o período da peste bubônica. Para evitar que marinheiros trouxessem a doença para a cidade, autoridades fizeram com que toda a tripulação dos navios ficasse confinada por 40 dias, antes de desembarcar. Atualmente, o termo não mudou, mas é possível que o período seja maior ou menor.

Lockdown

É uma paralisação total dos fluxos e deslocamentos. A circulação de carros e pessoas também é reduzida, sendo autorizada apenas a saída de casa para compra a de alimentos, medicamentos e transporte de indivíduos para hospital. Nesta etapa, o governo pode usar as forças armadas e aplicar multas e detenções para quem desrespeitar a medida.

PS: no Brasil a primeira região a anunciar o regime mais fechado foi o entorno da grande São Luiz, no Maranhão, onde houve bloqueio de fronteiras.

Operação Overlap

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Overlap na residência e no gabinete do Secretário de Educação Municipal de Cuiabá Alex Vieira Passos.

A Operação Overlap apura suspeita de recebimento de vantagens indevidas pelos gestores, lavagens de dinheiro bem como o pagamento em duplicidade na execução da obra de uma creche na capital.

Edilene de Souza Machado, secretária-adjunta da Secretaria de Educação de Cuiabá, que esta na pasta desde o inicio da gestão foi designada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para assumir interinamente a pasta. Edilene de Souza é servidora de carreira da pasta.

Após ser afastado do cargo por decisão judicial, o então titular Alex Passos acabou pedindo exoneração na manhã desta terça-feira (23).

A Secretaria de Educação esta na sua quarta mudança na gestão Emanuel Pinheiro. Primeiramente foi indicada Mabel Strobel, que resistiu apenas 3 meses ao cargo.

Logo em abril do mesmo ano, 2017, foi indicado Rafael Cotrin, então secretário de Gestão para ficar à frente da Secretaria, que acabou se efetivando. Rafael Cotrin também foi alvo da operação policial desta terça.

Rafael Cotrin em fevereiro de 2018, deixou a pasta sob alegações de questões pessoas, assumindo Alex Vieira Passos, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ligado ao ex-prefeito de Cuiabá, Francisco Belo Galindo, o “Chico Galindo”. A secretária-adjunta da Secretaria de Educação de Cuiabá, Edilene de Souza Machado está no cargo desde o início da gestão Emanuel Pinheiro.

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Cuiabá é uma “NAU” a deriva; prefeito se mostra indeciso nas medidas para combater a “Covid-19”

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Assim como um jogo, a sociedade também é regida por um conjunto de regras e valores, normas, ideias e medidas do que é definido com forte interferência política de certo e errado, no qual muito bem conhecemos e, ao não atingir a expectativa desse ideário a culpa pode aparecer.

Mas já dizia Confúcio: “o homem superior atribuí a culpa a si próprio; o homem comum dos outros“. E neste momento em que vivenciamos, chegamos a questionar: o que insiste alguns gestores em permear em uma grave doença, que se alastra de forma avassaladora, elevando-se por sua dimensão e efeitos, ao grau de “Pandemia” “a síndrome da não culpa”, eis o mal que ainda temos que conviver, já não basta a “Covid-19”.

Entenda a síndrome: basta que os números de pessoas infectadas aumentar em determinado município mato-grossense, ou ainda aparecer uma dificuldade para aquisições de medicamentos, e o doente-portador (Leia-se gestores públicos), devidamente “armado” saí imediatamente na defensiva “a culpa não é minha“, “o responsável é o governador“, “não tenho culpa“, e por aí vai.

Quando mais a “Pandemia” em Mato Grosso cresce, já estamos esperando dos nossos brilhantes gestores públicos, a incansável e velha desculpa, entretanto, há os que tratam de arranjar justificativas ou evasivas, antes mesmo de o problema concretizar.

Cuiabá: Eu não sei pra onde for

Eita cuiabazao…, mais uma vez sendo destaque negativo em todas as redes sociais e imprensa, então vamos tentar nos encontrar, mas antes…

Cuiabá ficou solto, meio que perdido, o Prefeito da Capital fazendo o que está entendendo no momento.

Não existe um alinhamento de ações. Emanuel Pinheiro já está começando pagar um preço muito alto porque, quando se isola uma comunidade, parte dela não aceita e não entende que este isolamento é para proteger a Saúde. O “sob controle” dificulta a vida da população.

É bom ressaltar que “sob controle” vive este momento, porque seguiu a questionada estratégia de Jair Bolsonaro. Cuiabá optou por medidas flexibilizadas para combater o vírus, deixando comércio, restaurantes, transportes coletivos funcionando.

O bem da verdade é que, se tivemos de enfrentar a mesma doença até o mês de outubro, não saberemos exatamente o que será de nós.

Emanuel Pinheiro ainda não entendeu que Cuiabá está enfrentando a maior crise dos últimos 100 anos, com a “Pandemia do Coronavírus”, até agora o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro não entendeu que só a união das forças de especialistas em saúdes técnicas, políticas e demais Poderes do Estado, num grande pacto, poderá contribuir para vencer a “Pandemia” e as crises dela decorrentes, como a crise econômica e até mesmo o diversionismo político.

Atualmente Cuiabá é a capital da região Centro Oeste, com maior número de pessoas contaminadas, no qual tem um prefeito cuiabano que puxa de um lado e governador mato-grossense, população e judiciário puxando para outro.

O que significa isso? Será muito difícil, sair dessa crise sem um custo elevadíssimo em vida humanas e em perdas na economia.

Emanuel deste que surgiu o “Isolamento Social” no Estado, o prefeito e o seu grupo fiel, parecem que não entenderem a “Pandemia”, o seu comitê de combate ao Coronavírus, pouco ou nenhuma contribuir trouxe a gestão dessa crise.

Senão venhanos e convenhamos: Cuiabá há pouco mais de 100 dias, após registrar o primeiro caso da “Coronavírus”, passou de uma situação confortável para uma situação extremamente dramática. Até metade do mês de maio a taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e pessoas infectadas, era a menor taxa entre as capitais do país. Em março, quando entraram em vigor as medidas de “Isolamento Social”, a adesão dos cuiabanos foi boa, bem como a obrigatoriedade do uso de máscaras nos locais públicos.

Porém, com o surto controlado, devido ao medo da população no primeiro momento, o “sob controle”, pensou que estava tudo controlado, liberando geral.

O resultado: os casos quintuplicaram.

Nesta sexta-feira (03), Cuiabá apresentou 4.564 casos confirmados da Covid-19 de residentes no município e 1.036 de não residentes, mas que estão sendo atendidos na capital. Dos confirmados, 700 já estão recuperados da doença e houve 215 óbitos de residentes e 115 de não residentes.

Na rede hospitalar há 297 pacientes confirmados com Covid-19 internados, sendo 179 na UTI e 118 em enfermaria. Também estão internados 234 pacientes com suspeita da doença, sendo 98 na UTI e 136 em enfermaria. Do total de pessoas internadas em UTI, 202 são de residentes em Cuiabá e 75 de residentes de outros municípios. Do total de internados em enfermaria/isolamento, 193 pessoas são de Cuiabá e 61 de outros municípios.

A situação é dramática. Mas, isso é devido a incapacidade…, a cada semana um “Decreto Novo” é publicado, só que restringe acesso, mas não totalmente, o que invariavelmente, propícia a circulação de pessoas. Impõe toque de recolher, mas mantêm transporte coletivo.

Senhor “sob controle”, a estratégia não está funcionando, a cidade voltou a normalidade no início do mês de maio, quando a população seguia às medidas, agora, que perceberam que o prefeito está cantando a música do cantor Leonardo; “eu não sei pra onde vou”, o povo cuiabano está procurando o caminho “salve quem puder”.

Nota da redação

Na crise da “Pandemia”, foram criados três perfis do nosso comportamento diante da ameaça: o TOLO, o DESESPERADO e o CONFUSO.

– O TOLO tende a negar a situação dramática como maneira de enfrentar o medo.
– O DESESPERADO se angustia ainda mais com a situação.
– Já o CONFUSO transita entre esses dois polos, sem saber direito como deve agir e pensar.

PS: o Blog do Valdemir recomenda: se você está CONFUSO nesse momento, procure um psicanalista, porque você tem um problema, e não é o “Coronavírus”.

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