TRAÍDA E REVOLTADA

Se acostuma Janaína Riva, na política as traições são corriqueiras

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A política mato-grossense tem tido frequentes casos em que pelo menos uma das partes envolvidas se considera traída. Estamos na reta final do pleito eleitoral 2020 e o decorrer do ano está sendo marcado por delações bombásticas com gravações ocultas e agora voltou as “traições”.

Uma das pessoas que está vivendo a dor da “traição” na política é a deputada Estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Janaína Greyce Riva.

Mas com o tempo, a parlamentar emedebista perceberá que na política as “traições” são corriqueiras, onde não se respeita nem mesmo velhas amizades.

Perceberá que devemos considerar também história recorrente da cria que se volta contra o criador. Existem vários.

Perceberá que o político se projeta aproveitando a ajuda do padrinho e, no dia seguinte, na primeira oportunidade, já está descendo a madeira naquele que o apoiou.

Tá bom…, não vamos considerar…, o partido que abrigou e serviu de palanque para ele e um mundaréu de políticos.

Porém fica uma pergunta: de onde vem a confiança?

Se cuide: sentirás brevemente as pessoas que estão ao seu lado se afastando o que seria? Não tinham reciprocidade.

Janaína Riva

Na última segunda-feira (12), a deputada estadual Janaína Riva (MDB) participou do lançamento da campanha política eleitoral de Luluca Ribeiro para vereador em Cuiabá.

Na ocasião a parlamentar emedebista lembrou do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), chateada a deputada disse sobre o apoio dando a campanha do alcaide cuiabano, de tal maneira que até brigou com alguns militantes políticos.

Entretanto, apesar de trabalhar para seu companheiro de partido fosse eleito em 2016, não houve reciprocidade, respeito e sim “traição”.

Acredito e já ouvi essa frase várias vezes que a política adora uma traição, mas ela abomina os traidores“, alfinetou Janaína Riva em seu discurso na segunda.

Já que nos próximos dias entre um texto e outro vamos destacar os bastidores da política de Várzea Grande e Cuiabá, o Blog do Valdemir pergunta: o que mais acontecerá nos 30 dias vindouros?

Não só na política, mas também e principalmente nela, quem trai uma vez, vai trair outras… quem tem o hábito de trair, intrínseco em si, não o deixará de fazê-lo… pena de quem confia no traidor, aquele popularmente chamado de “traíra”… está alimentando a “cobra” para que essa “sucuri” possa engoli-lo.

PS: Quando o inimigo te abraça com entusiasmo e teus concidadãos te rejeitam com rancor, é difícil que não te perguntas se não és na realidade, um traidor“, (Ursula Kroeber Le Guin, Os Despossuídos).

Nota da redação

A frase “a política adora traição, mas abomina o traidor“, foi utilizada pela primeira vez por Leonel de Moura Brizola, no início da década de 90. Leonel se referiu ao então governador de Mato Grosso Dante de Oliveira. O ex-governador estava próximo a Fernando Henrique Cardoso e deixava o PDT, se filiando ao PSDB.

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Tem candidato que estará comemorando sexta-feira dia 30, o seu crescimento. O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) solicitou o registro da amostra no último dia 25 junto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ser divulgado pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo de Televisão em Mato Grosso.

Está será a segunda rodada de pesquisa, a primeira foi divulgada no dia 16 de outubro, e quatros melhores colocados foram:

– Abílio Junior (PODEMOS) 26%
– Emanuel Pinheiro (MDB) 20%
– Roberto França (PATRIOTA) 19%
– Gisela Simona (PROS) 11%
– Brancos e nulos 11%

E os que não sabem ou não responderam 7%.

O engraçado é que, no dia 21 de outubro o IBOPE publicou uma nota, no qual, esclarece que a pesquisa de intenção de voto para prefeito de Cuiabá, “foi por meio de abordagem telefônica”.

E que “o trabalho não representa o eleitorado como um todo”.

O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística observou na ocasião que os dados devem ser interpretados com alguns cuidados e, que o objetivo de uma pesquisa não é antecipar os resultados de eleição, mas sim mostrar o cenário do momento.

O bem da verdade é que no meio político a nota do IBOPE, não foi bem ingerida: se foram ouvidas 602 pessoas, mesmo que seja por telefone. Qual foi a causa “principal” da nota?

Há comparação entre resultado de pesquisa face a face e outras feitas por telefone?

Sim os resultados são muitos parecidos quase sempre, dependendo a margem de erro. Diferenças são apenas de abordagem. Quanto a causa “principal”, não sei.

Em tempos de crise e instabilidade política, a opinião e o comportamento do eleitor brasileiro devem ser alterados e impactados por outras influências. Saber como o eleitor pensa e quais critérios utilizam para a sua tomada de decisão é fundamental.

A pesquisa eleitoral é um recurso fundamental para que os candidatos possam ter noção do clima eleitoral, e até mesmo, fazer mudanças nas suas estratégias de marketing e relacionamento com o seu público. As mudanças realizadas com base na opinião do eleitor podem ser o fator diferencial para um candidato ser bem sucedido em sua campanha.

Segundo dados levantados por um cientista político procurado pelo Blog do Valdemir para que fosse feito uma rápida e curta avaliação do cenário político em Cuiabá, disse que, dificilmente haverá mudança entre o segundo e terceiro lugar.

Probabilisticamente, as chances para quem estiver numa posição difícil, 3ª ou 4ª colocação, as chances de chegar ao segundo turno vão ficar bastante reduzidas”, avaliou em curtas palavras.

Nota da redação

O Instituto de Pesquisa DataFolha, sobre pesquisas eleitorais diz que: as amostras do Datafolha tem entre 2 mil a 2,5 mil entrevistas mas, não há tamanho mínimo ou ideal para uma amostra eleitoral.

O mais importante é a sua representatividade, ou seja, como são selecionados os entrevistados.

Domicio Torres, a pessoa mais renomada da área de pesquisa do mercado do Rio Grande do Sul e até do Brasil e dono do Instituto Reality de Pesquisa, questionado sobre nível de confiança, exemplificou que, por exemplo: se for feita 100 pesquisas ao mesmo tempo, 95% delas será possível encontrar os mesmos percentuais. Sejam elas parecidas ou iguais.

No entanto pode acontecer que em 5% delas, o resultado seja bastante diferente.

Torres afirmou que a pesquisa não diz em quem as pessoas devem voltar e que o eleitor sempre foi e sempre será soberano.

O eleitor vota segundo aquilo que ele vê nos candidatos, na maioria das vezes será influências de partidos e questões ideológicas.

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