4 GRUPOS E UM DESTINO

Quatro grupos políticos estão se delineando para Governo e Senado em 2022

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Na campanha eleitoral, o candidato a vice fica ali, meio enjeitado no canto com um sorriso amarelo tentando imitar a do chefe. Na hora da manjada foto para o pastel ou o cafezinho nos botecos dos bairros, ele ou ela até está por perto, mas a “cara” que saí do retrato é sempre do ator principal.

A história recente de Mato Grosso, no entanto, não nos permite ignorar os candidatos a vice-governador. Nos últimos anos em duas ocasiões o vice assumiu o controle do Estado: Dante de Oliveira/Edson de Freitas e Maggi/Silval Barbosa.

Além de substituir o titular o vice pode atuar em alguma secretaria ou na articulação. Para melhor entender o jogo dos atuais favoritos para o pleito eleitoral, os mesmos cuidam de ter um vice, que traga algum tipo de experiência.

É notícia todos os dias pelos veículos de comunicação, alguns nomes para ser vice em condições de ajudar a chapa ser vencedora.

Os pré-candidatos a vices incluem nomes conhecidos da política mato-grossense e caras novas, movidos tanto por engajamento político quanto por indignação com o estado em que se encontra Mato Grosso.

São políticos em início de carreira e com longo caminho percorrido, profissionais liberais, funcionários públicos, membros de movimentos sociais e atores das políticas sindicais.

Especulações

Ao longo dos próximos 15 meses haverá muitas especulações em torno dos nomes a candidato ao governo e o vice.

O certo amigo internauta é que, os políticos estão agoniados com aliança, porque gato escaldado tem medo de água fria.

O que existe?

Aqui não é blog de fofocas, muito menos, noticiar sem conhecimento dos fatos (leia-se: trajetória política, aliados, confiabilidade).

Então ficam cientes que o que vem acontecendo, as tratativas, o resto é especulação.

– Pivetta vai permanecer na posição de vice, para o Senado temos 3 candidaturas: Wellington, Medeiros e Nery.

Uma pergunta: Pivetta continuando como vice, como ficará o MDB, que pretende filiar Rosana Martinelli de Sinop para ser vice na reeleição do Mauro?

O MDB perdendo espaço na majoritária cresce as chances de Emanuel levar o partido para “oposição”.

E agora?

As tendências que já estão sendo aparecendo. Partimos com 4 grupos políticos.

1- O grupo de Mauro irá repetir a dobradinha com Pivetta, com Neri ao Senado e o PSD de aliado.
2- O grupo de direita José Medeiros ao Senado e mais 6 partidos estão na busca de um nome viável para o governo para contrapor Mendes.
3- O grupo de oposição liderado por Emanuel Pinheiro, conversa com Leitão e Wellington e Chico Galindo.
4- Um grupo mais reduzido composto pelo PT e partidos simpáticos a Lula.

E para finalizar: na última quarta-feira Wellington e Emanuel estiveram reunidos na residência de algum produtor do Agronegócio em Cuiabá. O prefeito cuiabano tem conversado com Max Russi e Antônio Joaquim para fazerem parte dessa nova via política.

Você sabia que o deputado Max Russi sempre teve uma relação estreita com Wellington e que, eles convivem desde a primeira eleição em que o presidente da Assembleia Legislativa foi eleito vereador de Jaciara?

Essa relação antiga pode pesar muito numa tomada decisão para 2022.

Em MT não existe chapa pura ao governo

Entendam: apesar de ocuparem os dois mais importantes cargos políticos em Mato Grosso, nem Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes tem conseguindo aglutinar em torno de suas candidaturas o apoio de outros partidos políticos. O cientista político João Edson tem defendido com base nas eleições ocorridos desde a redemocratização que quando maior a coligação mais chance o candidato terá de vencer o Pleito Eleitoral 2022.

De fato, desde as Eleições de 1989 nenhum candidato em Mato Grosso conseguiu se, eleger sem ter fechado qualquer aliança com outros partidos políticos.

Ainda que sejam considerados alianças inexpressivas, por se tratarem de partidos pequenos e isso vem acontecendo desde a eleição de Jayme Campos a governador.

Entendam antes de especular que, as coligações partidárias costumam ser decisivas para o sucesso e o fracasso de um candidato e colocam a disposição dele toda a sua estrutura partidária que para que o nome do candidato chegue aos 141 municípios. Não é Nenel?

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Destaques

Emanuel Pinheiro cuidado, o tiro pode sair pela culatra

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O lance mais ousado de Emanuel Pinheiro será o rompimento com o seu partido, o MDB. O prefeito cuiabano vem fazendo nos bastidores uma verdadeira jogada de mestre, e prestes a dar um “Xeque-mate”, são movimentos que quando alguns de seus adversários acordarem será tarde.

Estes movimentos do emedebista Emanuel Pinheiro não é novidade, quem conhece os seus passos na política já esperavam esse “Xeque-mate”. O alcaide cuiabano tem se dedicado em vez de aparecer para a opinião pública como grande líder oposicionista. Alguns tem a sensação errônea de que está desinteressado do embate político

As mexidas das pedras no tabuleiro de xadrez, estão sendo as mesmas desde os idos dos anos 90, quando foi escolhido líder do Prefeito de Cuiabá na época, Frederico Campos na Câmara Municipal de Cuiabá.

E está sendo a mesma que foi durante o governo de José Pedro Gonçalves Taques, o então deputado estadual Emanuel Pinheiro, montou sua candidatura costurando alianças nos bastidores para romper o acordo com alguns partidos, o hoje Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, trabalha com o objetivo de criar condições políticas que permitam montar uma proposta de campanha ampla que lhe dê respaldo para o combate ao Governo do Estado que pretende desencadear no momento que considere mais adequado.

Continuamos com o político habilidoso. Não é novidade para ninguém que Nenel Pinheiro trabalha nos bastidores para montar uma grande aliança partidária que lhe respalde a candidatura ao Governo do Estado em 2022 jogando na divisão da base aliada do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira.

Prestem atenção na formação da chapa dos candidatos para o Legislativo Estadual do Partido Progressista (PP).

O time já conta com três nomes de respeito: Vanderlucio Rodrigues atual comandante da empresa que realiza a coleta de lixo e limpeza das ruas e Avenidas de Cuiabá; Werner Santos atual presidente do MT Par e o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Luiz Binotti, que deixará o PSD.

Você está perguntado do deputado estadual Paulo Roberto Araújo do Partido Progressista (PP)? Quer saber mesmo?

Bem então vamos lá! Neste momento pré-eleitoral o que mais se vê: políticos “acendendo uma vela pra Deus e outra para o diabo”.

Nós do Blog do Valdemir chamamos de estratégia de sobrevivência no tabuleiro dos interesses políticos e econômicos entre dois polos.

Mas qual o motivo de descrever este dito popular “acende uma vela pra Deus e outra para o diabo”? O dito define a situação do deputado estadual Paulo Araújo (PP).

Vamos ao ponto: a reeleição do deputado estadual Paulo Araújo passa a ter um concorrente direto, chama-se Vanderlucio. Isso mostra que a turma de Nenel Pinheiro não estão contentes com o posicionamento dúbio do parlamentar progressista. Que hora assopra para o Palácio Paiaguas, hora assopra para o Palácio Alencastro. Não existe uma ou nenhuma conotação religiosa ou de qualquer outro tipo. As usei para facilitar a conversa com os meus colegas, principalmente os jovens que nas redações precisam sintetizar para os leitores que duas ou três frases, que todos entendam os conteúdos recheados de palavras técnicas.

Olhares políticos voltado para Pinheiro

Mesmo o prefeito cuiabano dizer que não é momento de falar ou fazer política voltada para 2022, e sempre falar que sua prioridade é terminar o seu mandato, Pinheiro chegou de ser cortejado, namorado por algumas siglas partidárias para o projeto Governo do Estado em 2022.

O Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antônio Fagundes, líder da sigla no Estado de Mato Grosso, o tucano Nilson Aparecido Leitão, e até mesmo o seu filho Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho Pinheiro do PTB, fizeram um pedido de noivado e posteriormente casamento.

Eles dizem que já ate compraram a aliança para o pedido de noivado e depois o casamento. Além disso, Nenel Pinheiro disse que 3 outros partidos pretendentes que também estão de olho nesse namoro, mas que ainda não pode dizer quem são os interessados.

Hoje a minha prioridade neste momento é com a Pandemia da Covid-19 e também com a vacinação dos cuiabanos o quanto antes. Mas, algumas lideranças políticas do nosso Estado têm nos procurado para conversar, isso é natural na política com aqueles queiram discutir o processo eleitoral. Temos o modelo que ai está ofertado (Governo Mauro Mendes) e um modelo que contemple nas forças políticas democráticas dos seguimentos da sociedade que vai desde o setor produtivo aos servidores públicos ativos e inativos e que possamos escrever uma agenda positiva para Mato Grosso, com um novo modelo de desenvolvimento econômico social para o Estado. Então essa é a minha posição, e estamos conversando, mas a prioridade é a vacinação da população”.

Sobre o MDB, Nenel Pinheiro disse que que vai provocar o partido para essa discussão, Governo do Estado 2022. Emanuel Pinheiro entende que o seu partido precisa discutir um projeto de candidatura própria. E apesar da reeleição apertada, Nenel Pinheiro se diz preparado para disputar, mas não confirma sua candidatura em 2022.

Independente se Emanuel será candidato ao governo ou não. Se não for Emanuel, tem outros nomes. O que importa é a proposta, o partido precisa voltar a ser protagonista da eleição governamental”.

Nota da redação

A jogada de Emanuel Pinheiro, porém, pode dar errado caso se confirme o desgaste do “paletó” e, sobretudo porque o MDB, em jogada oportunista, mas correta pragmaticamente está se oferecendo para abrir mão de candidatura própria para apoiar a reeleição do Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira.

O MDB viu uma oportunidade para demonstrar lealdade ao governo estadual, vai conseguir subir o conceito com governador e mostrará ser o parceiro preferencial.

Mas uma pergunta fica no ar…, e a parlamentar do MDB, Janaína Greyce Riva, como fica…, será que sobe no palanque do Democrata Mauro Mendes? De que lado e posição ela se encontra.

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