SER LÍDER EM TEMPOS DE "COVID-19"

Quando surgirá um líder em Mato Grosso para combater o vírus com medidas extremas?

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O boletim do Governo do Estado de Mato Grosso confirma 14.654 pessoas infectadas pelo novo “Coronavírus” e 556 óbitos. Cuiabá tem 3570 de pessoas infectadas, com 159 óbitos e 148 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo que 842 pessoas não residem, mas estão sendo atendidas na capital.

O número nos assusta, mesmo porque a pandemia já alcançou 127 dos 141 municípios mato-grossenses. Além de sermos o epicentro da “Covid-19”, na região Centro Oeste, temos a Bolívia, onde a “Covid” atingiu os nove departamentos (Estados), sendo que o departamento de Santa Cruz de Lá Sierra, que faz fronteira com: Poconé, Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela Santíssima Trindade e Comodoro, numa extensão de 983 quilômetros, sendo 730 km em solo terrestre. E, não tem como uma fiscalização sanitária capaz de controlar essa movimentação.

Enquanto isso na terra “do sob controle”, o prefeito na manhã desta segunda-feira (29), voltou a criticar a decisão judicial que determinou quarentena coletiva obrigatória em Cuiabá e Várzea Grande.

Temos uma equipe técnica com capacidade epidemiológica sanitária para respaldar o prefeito para tomarmos grandes decisões“, disse o prefeito da cidade “sob controle”.

E qual foi a grande decisão do alcaide da cidade “sob controle”?

Bom o alcaide desta cidade reconhece que o vírus é o grande drama de Mato Grosso vai enfrentar daqui pra frente. Sabe que os 140 dos 141, já que Cuiabá está “sob controle”, precisa de maior apoio das autoridades estaduais, entendeu Mauro Mendes “apoio das autoridades estaduais”?

Tá certo Emanuel, afinal não adianta fechar Cuiabá, trancar a população dentro de casa e abrir o Estado inteiro, né alcaide “sob controle”?

Por favor Emanuel Pinheiro, não subestime a inteligência do povo cuiabano, a população já percebeu as peças do jogo que vem mexendo, já está estudando e o jogo terá um triste final.

O “sob controle”, vem atuando como contraponto crítico. Cobra atitudes das autoridades estaduais para mobilizar os efeitos da pandemia na economia e saúde da população. Mas ele, nada, nada e nada…

Mauro Mendes, estamos cientes a insatisfação dos senhores governadores com o presidente da República para o combate a “Pandemia”. Porém, estamos cientes que alguns Estados brasileiros têm se antecipado ao Governo Federal e agindo por conta própria para tentar combater a expansão da doença.

Senhores gestores, o que está em risco é a saúde da coletividade, e os exemplos de outros Estados, infelizmente, demonstraram que qualquer lapso de ação pode levar ao desastre. Ou será, que chegaremos brevemente aos números de 307 mil infectadas pela Covid-19.

Governador, hoje não temos Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), que foi a principal autoridade do país no enfrentamento da “Pandemia”. Ele liderou desde o início e, agora a população esta órfã, então Mauro Mendes, assuma e impõe a sua liderança.

Ao contrário Mauro Mendes, estaremos todos os dias sendo destaque negativo nos telejornais, sites, revistas, blogs de todo o país, ou no mundo.

E, esteja ciente: caso não assuma a sua liderança no Estado nas próximas horas, as críticas vão aumentar, principalmente na condução do combate, medidas, ou esqueceu que 2020 é ano de eleição?

Agora todos esperam e quer ter certeza se fez a escolha certa em elegê-lo governador em 2018.

Tudo bem, entendemos que é possível que o líder também não tenha todas as respostas, por isso o bom líder se cerca de pessoas que o ajuda com conhecimentos e experiências diversas, pois o líder sabe que: juntos e misturados sempre seremos fortes.

Agora a população mato-grossense vai descobrir o papel de um líder diante de um cenário como estamos vivenciando.

Governador Mauro Mendes, é nessa hora que os verdadeiros devem tomar as rédeas da situação de proteger a saúde do povo mato-grossense.

Mauro, o líder é aquele que apoia e protege seu time. Deve ter capacidade de tranquilizar o grupo, dominar a bola, colocando no gramado e direcionar correto, tendo uma comunicação clara, transparente e objetiva.

A arte de liderar uma crise concentra quatro áreas de atividade interdependentes que ajudam a promover um desempenho sustentado e até heroico de seus líderes, de suas equipes e da imagem da organização: Resiliência, Valores, Capacidade de se adaptar, Confiança na Liderança.

As decisões tomadas e as ações tomadas em tempos difíceis ressoarão muito além do tempo presente.

Nota da redação

Mauro Mendes, precisa continuar fazendo o que deveria ser feito pelo prefeito da cidade “sob controle“.

Precisa liderar a luta contra o “Coronavírus”, o governador precisa compreender a importância do respaldo da informação científica e da área da medicina.

O governador precisa tomar decisões extremas decretando o isolamento da cidade de Cuiabá para transportar passageiros, tanto por meios terrestres quando aérea ou fluvial, ao contrário na próxima semana será necessário a construção de hospital de campanha.

Mas, pode esperar, haverá críticas, pelos seus adversários (eleição 2020), que vai defender a soberania do Executivo Federal em que não compete a governador em fechar aeroporto, fechar rodovias. Mais pra quem vai sobrar, caso as medidas extremas não forem implantadas?

Primeiro para a população mato-grossense e, em segundo para o governador, os prefeitos vão tirar o da reta.

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SINDIMED/MT alerta; “Cresce o número de médicos infectados por “Covid-19″”

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Todos os indicadores estão mostrando que estamos em ascensão de casos e óbitos. Os números dobram a cada semana. É importante que as pessoas, mesmo no esgotamento do isolamento, permaneçam em casa. Não há indicador algum para ficarmos otimistas e dizer que se pode relaxar”.

Foi o que disse o medico infectologista de um grande hospital da Capital ao Blog do Valdemir durante esta semana.

O infectologista, além de se preocupar com o adoecimento dos profissionais de Saúde que atuam no front do novo “Coronavírus”, salienta que estamos num momento em que prezar pelo “Isolamento Social” deve ser uma missão de toda a sociedade, por mais dura que essa medida seja.

Em Mato Grosso, dois médicos morreram de Covid-19 e há registro de 112 infectados desde o início da “Pandemia”, segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM).

E como as unidades de Saúde, tanto públicas como privadas, não conseguem organizar um fluxo adequado para o atendimento aos casos de pacientes com sintomas de “Covid-19”, o quadro de médicos e outros profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente deve ser ainda pior.

O quadro deve se agravar já que os médicos estão atendendo pacientes em salas sem ventilação adequada para diminuir a transmissibilidade do vírus, consultórios com janelas que muitas vezes dão para corredores dentro do próprio estabelecimento de saúde, isso tudo torna as unidades de saúde um lugar “perigoso”, muito insalubre“, alerta o diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed/MT) Adeildo Lucena.

Em reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, CRM e outros sindicatos, o Sindimed discutiu-se a ideia de se atender pacientes em tendas que teriam a ventilação necessária para evitar que mais profissionais de saúde e pacientes que buscarem atendimento médico nas unidades de saúde se contaminassem propagando ainda mais o Covid-19.

Outra sugestão é se colocar equipes para monitorar os pacientes. E seria necessário que realmente o poder público disponibilizasse os medicamentos ([vitamina D, zinco, prednisona, ivermectina, Azitromicina,, nitazoxamida, Enoxaparina e hidroxicloroquina)para as pessoas independente da classe social ou de ter o atendimento na UPA ou em um hospital para tratar no início impedindo que o quadro se agrave para evitar novas internações, já que estamos com 94% da taxa de ocupação de UTIs em Mato Grosso, um colapso. Não é só atender e medicar. Se faz necessário acompanhar os pacientes suspeitos ou já confirmados. A coordenação dos cuidados é muito importante para se antecipar o agravamento dos casos. Com uma coordenação adequada isso pode ser feito na atenção primária, que dispõe de profissionais competentes e comprometidos. Só precisam de proteção e condições de trabalho. Médicos têm, o que falta é gestão“, sugere Adeildo.

Ele ainda expôs que o Sindicato recebeu denúncias de médicos que estão na linha de frente de combate ao Covid-19 que os pacientes têm voltado aos consultórios afirmando que não estão encontrando os medicamentos.

Nenhuma unidade de saúde de Cuiabá possui os medicamentos e não tenho notícias que já existiram alguma vez. Tem muitos médicos prescrevendo precocemente esses medicamentos, mas os pacientes não encontram nem nas farmácias. Quando muito conseguem mandando manipular, afirma Adeildo Lucena, diretor de Comunicação do Sindimed.

O Sindimed alerta que se medidas não forem tomadas, a população vai sofrer mais ainda, visto que um médico a menos na linha de frente gera mais lentidão no atendimento e lotação nas unidades de saúde.

Esse é o momento de pensar em diminuir a transmissão, não podemos deixar a população sem atendimento, mas os profissionais de saúde não podem trabalhar infectados e se tornarem vetores do Covid-19. Nós nos formamos para salvar vidas, mas não deixamos de ser humanos suscetíveis a esse vírus como qualquer pessoa“, desabafa o médico do Sindimed.

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