A BOLA É SUA

Quais foram os erros dos gestores públicos, que colocaram vários municípios de MT no caminho do “Lockdown”

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Gestores públicos de Mato Grosso, não são pessimistas, somos realistas e por isso alertamos: previna-se, vão ser necessários no mínimo 800 ventiladores pulmonares novos funcionando, simultaneamente, sem contar, os que já estão em uso pelos pacientes que adoeceram antes.

Nesta terça-feira (24), enquanto muitos esperam medidas que foram afrouxadas no início de maio (quarentena relaxada), para iniciarem, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) em entrevista para o programa do “Pop do SBT”, nos chamou atenção o fato de que o alcaide cuiabano dizer para o apresentador Everton Pop, que quando implantaram as primeiras medidas em Cuiabá (23 de março) o município respondia por 66% dos casos de Mato Grosso e agora 23%. Outro fato foi ouvir Pinheiro afirmar que se não tivesse implantado estas medidas, o município teria hoje 6 mil pessoas infectadas pelo vírus e cerca de 400 óbitos.

E o mais incrível foi ouvir ele afirmar que a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de julho será o pico em Cuiabá do Coronavirus.

Pera aí…, estamos que segunda quinzena? Pois muito bem senhor prefeito, estamos na última semana de junho e és contra a medida do tranca rua, para frear a velocidade de transmissão daCovid-19 na capital.

O senhor faz o joguinho do “não está comigo a bola” para culpar outros gestores públicos, dizendo que o Lockdown tem de ser feito em todo o Estado? Oras, alcaide cuiabano, diz a verdade, lembre-se, quando era líder do prefeito Frederico Campos, vá as redes sociais e diz que: em pleno pico da contaminação por Covid-19, grupos de empresários de Cuiabá continuam pressionando o seu Governo para continuarem com suas empresas abertas.

Lembra-se quando começaram a ser implantado em Cuiabá o transporte coletivo alternativo, como o senhor lutou para que a população desfruta-se de tranquilidade?

É isso que esperamos do agora prefeito, medidas restritivas, ou será que acontecerá em agosto os números que seria hoje: 6 mil pessoas infectadas e 400 óbitos?

As medidas da quarentena no mês de março e abril, com “Isolamento Social” adotado, contribuíram para reduzir o número de casos, mas não foram suficientes para frear as contaminações.

E tenham certeza, caso a vacina não chegue à tempo, Mato Grosso enfrentará uma segunda onda da “Pandemia”, porém, ainda não é possível estimar o período em que essa situação pode acontecer.

Temos que reconhecer que Cuiabá, começou bem com o isolamento social com algumas antecedências, mas cometeu alguns erros ao longo do caminho, no qual colocou o município na rota do Lock.

O Blog do Valdemir conversou com algumas pessoas especialistas da área de Saúde, para entender que erros foram esses e por que o confinamento total pode ser a melhor solução para alguns bairros.

A) Adesão irregular ao isolamento social
Muitas pessoas não fizeram o isolamento social proposto até agora ou abandonaram a quarentena no meio do caminho.
B) Anúncio da flexibilização da quarentena
A leitura que passou para a população foi que tudo estava de boa, tá tudo liberado. Ou seja, quando se sinaliza com uma data, as pessoas já assumem a postura na hora.
C) Falta de restrição de circulação durante feriados
Houve vários feriados consecutivos, deveria ter havido maior bloqueio e restrição em estradas para dificultar a locomoção de pessoas.
D) Comportamento dos gestores públicos, minimizam riscos e confunde a população, brigas, divergências, controvérsias, isso vem ocorrendo desde o começo da pandemia em Mato Grosso. Mendes diz que precisa restrições mais rígidas. Emanuel diz que está tudo sob controle, mas, a dissonância entre o governador e o prefeito…
E) Notícias falsas e promessas de curas milagrosas que desviam atenção da necessidade do isolamento

Promessas de tratamento que “curam” a Covid-19, doença causada pelo Coronavirus, causou a impressão de que a quarentena não era necessária. Hidroxicloroquina, Cloroquina, por exemplo, foram propagandeada pelo Governo Federal. De fato houve também o papel que possivelmente notícias falsas podem ter exercido na quarentena. Para terem uma ideia, uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade de São Paulo, analisaram 2.108 áudios que circularam entre os dias 24 e 28 de março, em 522 grupos públicos de WatsApp, com a participação de mais de 18 mil usuários ativos.

Os estudos concluíram que: 20 áudios com mais circulação, cinco negavam a gravidade da doença. Quatro desses cinco áudios estavam entre os dez mais compartilhados por usuários e continham supostos depoimentos de profissionais de saúde, testemunhando UTIs vazias ou funerárias sem corpos, entre outros.

“Lockdown”

A Covid-19 vem evoluindo de diferentes formas em diferentes municípios de Mato Grosso. Por isso Emanuel Pinheiro, eventual confinamento, deve ser considerado localmente, e não estadualmente.

Senhores gestores: um eventual Lock, em alguns municípios tem que ser feito de modo “à brasileira“, e não necessariamente copiado o isolamento de outros países. Sabe a razão? Não faz sentido aplicar multas, já que será mais uma conta para o povo mato-grossense vai ficar devendo, por causa da situação da economia da maioria da população.

Tem que haver restrição do deslocamento das pessoas de forma ostensiva, bloqueando a mobilidade urbana, senão o descontrole e a perda de vidas vão ser maiores ainda.

O Lock é recomendável agora, porque leva tempo para mobilizar todo mundo de novo para seguir as regras de isolamento social voluntário.

Nota da redação

Tem gente achando que a pandemia da “Covid-19” é igual torneira e, que, a gente vai controlando. Mais, saibam que o “Coronavírus” é igual fogo do mato. Quando chega num determinado ponto, ninguém segura mais.

Fica a dica.

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Cuiabá é uma “NAU” a deriva; prefeito se mostra indeciso nas medidas para combater a “Covid-19”

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Assim como um jogo, a sociedade também é regida por um conjunto de regras e valores, normas, ideias e medidas do que é definido com forte interferência política de certo e errado, no qual muito bem conhecemos e, ao não atingir a expectativa desse ideário a culpa pode aparecer.

Mas já dizia Confúcio: “o homem superior atribuí a culpa a si próprio; o homem comum dos outros“. E neste momento em que vivenciamos, chegamos a questionar: o que insiste alguns gestores em permear em uma grave doença, que se alastra de forma avassaladora, elevando-se por sua dimensão e efeitos, ao grau de “Pandemia” “a síndrome da não culpa”, eis o mal que ainda temos que conviver, já não basta a “Covid-19”.

Entenda a síndrome: basta que os números de pessoas infectadas aumentar em determinado município mato-grossense, ou ainda aparecer uma dificuldade para aquisições de medicamentos, e o doente-portador (Leia-se gestores públicos), devidamente “armado” saí imediatamente na defensiva “a culpa não é minha“, “o responsável é o governador“, “não tenho culpa“, e por aí vai.

Quando mais a “Pandemia” em Mato Grosso cresce, já estamos esperando dos nossos brilhantes gestores públicos, a incansável e velha desculpa, entretanto, há os que tratam de arranjar justificativas ou evasivas, antes mesmo de o problema concretizar.

Cuiabá: Eu não sei pra onde for

Eita cuiabazao…, mais uma vez sendo destaque negativo em todas as redes sociais e imprensa, então vamos tentar nos encontrar, mas antes…

Cuiabá ficou solto, meio que perdido, o Prefeito da Capital fazendo o que está entendendo no momento.

Não existe um alinhamento de ações. Emanuel Pinheiro já está começando pagar um preço muito alto porque, quando se isola uma comunidade, parte dela não aceita e não entende que este isolamento é para proteger a Saúde. O “sob controle” dificulta a vida da população.

É bom ressaltar que “sob controle” vive este momento, porque seguiu a questionada estratégia de Jair Bolsonaro. Cuiabá optou por medidas flexibilizadas para combater o vírus, deixando comércio, restaurantes, transportes coletivos funcionando.

O bem da verdade é que, se tivemos de enfrentar a mesma doença até o mês de outubro, não saberemos exatamente o que será de nós.

Emanuel Pinheiro ainda não entendeu que Cuiabá está enfrentando a maior crise dos últimos 100 anos, com a “Pandemia do Coronavírus”, até agora o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro não entendeu que só a união das forças de especialistas em saúdes técnicas, políticas e demais Poderes do Estado, num grande pacto, poderá contribuir para vencer a “Pandemia” e as crises dela decorrentes, como a crise econômica e até mesmo o diversionismo político.

Atualmente Cuiabá é a capital da região Centro Oeste, com maior número de pessoas contaminadas, no qual tem um prefeito cuiabano que puxa de um lado e governador mato-grossense, população e judiciário puxando para outro.

O que significa isso? Será muito difícil, sair dessa crise sem um custo elevadíssimo em vida humanas e em perdas na economia.

Emanuel deste que surgiu o “Isolamento Social” no Estado, o prefeito e o seu grupo fiel, parecem que não entenderem a “Pandemia”, o seu comitê de combate ao Coronavírus, pouco ou nenhuma contribuir trouxe a gestão dessa crise.

Senão venhanos e convenhamos: Cuiabá há pouco mais de 100 dias, após registrar o primeiro caso da “Coronavírus”, passou de uma situação confortável para uma situação extremamente dramática. Até metade do mês de maio a taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e pessoas infectadas, era a menor taxa entre as capitais do país. Em março, quando entraram em vigor as medidas de “Isolamento Social”, a adesão dos cuiabanos foi boa, bem como a obrigatoriedade do uso de máscaras nos locais públicos.

Porém, com o surto controlado, devido ao medo da população no primeiro momento, o “sob controle”, pensou que estava tudo controlado, liberando geral.

O resultado: os casos quintuplicaram.

Nesta sexta-feira (03), Cuiabá apresentou 4.564 casos confirmados da Covid-19 de residentes no município e 1.036 de não residentes, mas que estão sendo atendidos na capital. Dos confirmados, 700 já estão recuperados da doença e houve 215 óbitos de residentes e 115 de não residentes.

Na rede hospitalar há 297 pacientes confirmados com Covid-19 internados, sendo 179 na UTI e 118 em enfermaria. Também estão internados 234 pacientes com suspeita da doença, sendo 98 na UTI e 136 em enfermaria. Do total de pessoas internadas em UTI, 202 são de residentes em Cuiabá e 75 de residentes de outros municípios. Do total de internados em enfermaria/isolamento, 193 pessoas são de Cuiabá e 61 de outros municípios.

A situação é dramática. Mas, isso é devido a incapacidade…, a cada semana um “Decreto Novo” é publicado, só que restringe acesso, mas não totalmente, o que invariavelmente, propícia a circulação de pessoas. Impõe toque de recolher, mas mantêm transporte coletivo.

Senhor “sob controle”, a estratégia não está funcionando, a cidade voltou a normalidade no início do mês de maio, quando a população seguia às medidas, agora, que perceberam que o prefeito está cantando a música do cantor Leonardo; “eu não sei pra onde vou”, o povo cuiabano está procurando o caminho “salve quem puder”.

Nota da redação

Na crise da “Pandemia”, foram criados três perfis do nosso comportamento diante da ameaça: o TOLO, o DESESPERADO e o CONFUSO.

– O TOLO tende a negar a situação dramática como maneira de enfrentar o medo.
– O DESESPERADO se angustia ainda mais com a situação.
– Já o CONFUSO transita entre esses dois polos, sem saber direito como deve agir e pensar.

PS: o Blog do Valdemir recomenda: se você está CONFUSO nesse momento, procure um psicanalista, porque você tem um problema, e não é o “Coronavírus”.

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