VEM AÍ NOVAMENTE O "LOCKDOWN"

População resiste em aderir a quarentena obrigatória, pode resultar em “Lockdown” em Mato Grosso

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Em Várzea Grande, 100% das vagas nas três unidades do Pronto Atendimento e de Urgência e Emergência estão preenchidas. Há 41 pacientes aguardando vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e de enfermaria nas unidades referência para o “Coronavírus”, em várzea Grande a situação é critica.

A secretaria Estadual de Saúde informou que a taxa de ocupação dos leitos públicos de UTIs, também é critica 90%.

Isto é, as equipes de regulação encontram dificuldades para a transferência dos leitos para os leitos de UTIs. Existe fila de pacientes que aguardam um leito de UTI, hoje no Estado.

PS: Triste, lamentável! Não queremos acreditar no que temíamos: a “Escolha de Sofia” chegou a Mato Grosso.

Cuiabá e Várzea Grande são cidades onde deveria funcionar o Decreto da quarentena obrigatória. No entanto nesta sexta-feira, muita gente estava na rua e algumas pessoas até sem máscaras.

No comércio do centro das duas cidades, boa parte das lojas estava aberta. A equipe do Blog do Valdemir encontrou comerciantes que não atuam com serviços essenciais descumprindo as medidas e atendendo clientes com a porta entreaberta.

Está difícil, apesar de todos os esforços para manter a população em casa, muita gente está amanhecendo nas ruas da cidade.

Alguns estão brincando e depois não reclamam

Com avanço do novo Coronavírus no Estado e o descumprimento da quarentena obrigatória, fontes do Palácio Paiaguas não descartam que o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), deverá nas próximas horas adotar medidas mais extremas para evitar o contágio, entre a mais rígida está o Lockdown, paralisação total, incluindo o comércio essencial.

Mato Grosso está no seu pior período desde o registro do primeiro caso de Coronavírus dia 19 de março 2020. O Estado já soma milhares de casos com pessoas infectadas e mais de 400 óbitos, ocupando a terceira posição em crescimento do vírus no país.

Com novos números a taxa de letalidade da doença no Estado de Mato Grosso chegou acima da média nacional.

No dia 23 março, o governador Mauro Mendes, Decretou Calamidade Pública por conta da “Pandemia” e anunciou fechamento de estabelecimentos.

Porém, muitos “to nem aí”, mesmo com o Decreto. O risco de contaminação vem sendo ignorado. Em Cuiabá, tem sido recorrente ver famílias reunidas em supermercados e também aglomerações em agências bancárias, casas lotéricas, além do comércio de serviços não essenciais aberto.

A quebra da quarentena, já tem sido apontada como uma das causas do aumento exponencial da Covid-19 e, sem a restrição de circulação de pessoas, 20 mil leitos de UTIs serão necessário no Estado.

É bom lembrar a população que: não adianta os gestores realizarem trabalhos de conscientização para reforçar a importância da quarentena obrigatória.

Algumas pessoas ainda insistem em levar uma vida normal. Mas a recomendação é sair apenas para fazer o que é necessário e voltar para casa.

Saibam que os constantes descumprimentos das regras da quarentena, levantaram debates entre os leitores na rede social. A maioria cobra mais empatia e responsabilidade das pessoas.

O Blog do Valdemir destaca alguns comentários: não estou indo nem no portão direito. Tenho um filho adolescente e penso neles o tempo todo. Todos os cuidados aqui em casa estão sendo mantidas. (Juliana Santiago).

Eu fico em casa porque minha saúde está em risco e dos meus netos. E obedecer é melhor de que sacrificar…, então vamos obedecer. Sei que não está fácil pra ninguém, mas Deus proverá (Shirley Sebalhos).

O ideal era ir apenas uma pessoa da família fazer as compras. Vejo famílias inteiras no supermercado“. (Constantina Oliveira).

Sair para trabalhar porque você não tem alternativa, é diferente de sair para bater perna. Quem pode ficar em casa, deveria obedecer. É uma falta de respeito, viu! Estão cansados de saber que o SUS não dá conta de casos simples, o imaginam de um caso assim”. (Francisco Borges).

Estou trabalhando desde o início e todos os dias tem ônibus lotados, supermercados cheios“. (Diego Barros).

Depois a culpa da aglomeração é do governo? A população precisa fazer a sua parte e assumir sua responsabilidade de evitar aglomerações. (Renata Silva).

É isso aí, brinquem com coisas sérias. Depois não reclamam quando estiverem no hospital“. (Izabel Mendonça).

É nestas postagens podemos concluir que: obedecer é melhor que se classificar, porque estamos percebendo que a Escolha de Sofia está pairando sobre Mato Grosso.

Nota da redação

Quinze cidades de Mato Grosso tem nível muito alto de contaminação e outros 64 municípios estão na classificação de risco “alto” para a disseminação do “Coronavírus”.

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Cuiabá é uma “NAU” a deriva; prefeito se mostra indeciso nas medidas para combater a “Covid-19”

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Assim como um jogo, a sociedade também é regida por um conjunto de regras e valores, normas, ideias e medidas do que é definido com forte interferência política de certo e errado, no qual muito bem conhecemos e, ao não atingir a expectativa desse ideário a culpa pode aparecer.

Mas já dizia Confúcio: “o homem superior atribuí a culpa a si próprio; o homem comum dos outros“. E neste momento em que vivenciamos, chegamos a questionar: o que insiste alguns gestores em permear em uma grave doença, que se alastra de forma avassaladora, elevando-se por sua dimensão e efeitos, ao grau de “Pandemia” “a síndrome da não culpa”, eis o mal que ainda temos que conviver, já não basta a “Covid-19”.

Entenda a síndrome: basta que os números de pessoas infectadas aumentar em determinado município mato-grossense, ou ainda aparecer uma dificuldade para aquisições de medicamentos, e o doente-portador (Leia-se gestores públicos), devidamente “armado” saí imediatamente na defensiva “a culpa não é minha“, “o responsável é o governador“, “não tenho culpa“, e por aí vai.

Quando mais a “Pandemia” em Mato Grosso cresce, já estamos esperando dos nossos brilhantes gestores públicos, a incansável e velha desculpa, entretanto, há os que tratam de arranjar justificativas ou evasivas, antes mesmo de o problema concretizar.

Cuiabá: Eu não sei pra onde for

Eita cuiabazao…, mais uma vez sendo destaque negativo em todas as redes sociais e imprensa, então vamos tentar nos encontrar, mas antes…

Cuiabá ficou solto, meio que perdido, o Prefeito da Capital fazendo o que está entendendo no momento.

Não existe um alinhamento de ações. Emanuel Pinheiro já está começando pagar um preço muito alto porque, quando se isola uma comunidade, parte dela não aceita e não entende que este isolamento é para proteger a Saúde. O “sob controle” dificulta a vida da população.

É bom ressaltar que “sob controle” vive este momento, porque seguiu a questionada estratégia de Jair Bolsonaro. Cuiabá optou por medidas flexibilizadas para combater o vírus, deixando comércio, restaurantes, transportes coletivos funcionando.

O bem da verdade é que, se tivemos de enfrentar a mesma doença até o mês de outubro, não saberemos exatamente o que será de nós.

Emanuel Pinheiro ainda não entendeu que Cuiabá está enfrentando a maior crise dos últimos 100 anos, com a “Pandemia do Coronavírus”, até agora o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro não entendeu que só a união das forças de especialistas em saúdes técnicas, políticas e demais Poderes do Estado, num grande pacto, poderá contribuir para vencer a “Pandemia” e as crises dela decorrentes, como a crise econômica e até mesmo o diversionismo político.

Atualmente Cuiabá é a capital da região Centro Oeste, com maior número de pessoas contaminadas, no qual tem um prefeito cuiabano que puxa de um lado e governador mato-grossense, população e judiciário puxando para outro.

O que significa isso? Será muito difícil, sair dessa crise sem um custo elevadíssimo em vida humanas e em perdas na economia.

Emanuel deste que surgiu o “Isolamento Social” no Estado, o prefeito e o seu grupo fiel, parecem que não entenderem a “Pandemia”, o seu comitê de combate ao Coronavírus, pouco ou nenhuma contribuir trouxe a gestão dessa crise.

Senão venhanos e convenhamos: Cuiabá há pouco mais de 100 dias, após registrar o primeiro caso da “Coronavírus”, passou de uma situação confortável para uma situação extremamente dramática. Até metade do mês de maio a taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e pessoas infectadas, era a menor taxa entre as capitais do país. Em março, quando entraram em vigor as medidas de “Isolamento Social”, a adesão dos cuiabanos foi boa, bem como a obrigatoriedade do uso de máscaras nos locais públicos.

Porém, com o surto controlado, devido ao medo da população no primeiro momento, o “sob controle”, pensou que estava tudo controlado, liberando geral.

O resultado: os casos quintuplicaram.

Nesta sexta-feira (03), Cuiabá apresentou 4.564 casos confirmados da Covid-19 de residentes no município e 1.036 de não residentes, mas que estão sendo atendidos na capital. Dos confirmados, 700 já estão recuperados da doença e houve 215 óbitos de residentes e 115 de não residentes.

Na rede hospitalar há 297 pacientes confirmados com Covid-19 internados, sendo 179 na UTI e 118 em enfermaria. Também estão internados 234 pacientes com suspeita da doença, sendo 98 na UTI e 136 em enfermaria. Do total de pessoas internadas em UTI, 202 são de residentes em Cuiabá e 75 de residentes de outros municípios. Do total de internados em enfermaria/isolamento, 193 pessoas são de Cuiabá e 61 de outros municípios.

A situação é dramática. Mas, isso é devido a incapacidade…, a cada semana um “Decreto Novo” é publicado, só que restringe acesso, mas não totalmente, o que invariavelmente, propícia a circulação de pessoas. Impõe toque de recolher, mas mantêm transporte coletivo.

Senhor “sob controle”, a estratégia não está funcionando, a cidade voltou a normalidade no início do mês de maio, quando a população seguia às medidas, agora, que perceberam que o prefeito está cantando a música do cantor Leonardo; “eu não sei pra onde vou”, o povo cuiabano está procurando o caminho “salve quem puder”.

Nota da redação

Na crise da “Pandemia”, foram criados três perfis do nosso comportamento diante da ameaça: o TOLO, o DESESPERADO e o CONFUSO.

– O TOLO tende a negar a situação dramática como maneira de enfrentar o medo.
– O DESESPERADO se angustia ainda mais com a situação.
– Já o CONFUSO transita entre esses dois polos, sem saber direito como deve agir e pensar.

PS: o Blog do Valdemir recomenda: se você está CONFUSO nesse momento, procure um psicanalista, porque você tem um problema, e não é o “Coronavírus”.

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