PREOCUPAÇÃO MUNDIAL

No Brasil “Varíola de Macaco” terá casos em breve

Publicados

em

Há 50 anos, em abril de 1971, 19 moradores da Vila Cruzeiro, uma comunidade de baixa renda no bairro da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foram os últimos a terem varíola no Brasil. Também acompanhados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), Bangladesh, em 1975, e Somália, dois anos depois, fizeram os derradeiros registros da doença que na década anterior causava uma mortalidade próxima a 30% das pessoas infectadas, após fazê-las sofrer com bolhas que cobrem o corpo todo antes de se abrir e liberar um líquido amarelado cheio de pus.

Como nenhum outro caso foi notificado nos anos seguintes, em 1980 a OMS reconheceu a erradicação da varíola no mundo. Causada pelo vírus Poxvirus variolae, transmitido de pessoa a pessoa ou por roupas e objetos contaminados, essa doença perseguira a humanidade durante milênios.

Volta da doença

Desde o início de maio, mais uma preocupação surgiu para o mundo: a varíola de macaco. Tipicamente endêmica de países da África, casos da doença foram registrados em países da Europa, Oceania, América do Norte e do Sul. São 131 casos confirmados e 106 suspeitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e, embora nenhum tenha sido observado no Brasil, é necessário manter a vigilância.

A primeira notificação fora da África ocorreu no dia 7 deste mês. Já o primeiro caso registrado na história se deu em 1970, na República Democrática do Congo.

Leia Também:  Por que Jayme se sentiu tão a vontade para criticar Mauro? Nenel voltou?

A origem dos surtos atuais ainda não foi identificada. No entanto, especialistas lembram que a varíola do macaco não se compara ao novo Coronavírus, por exemplo, em termos de transmissibilidade ou mortalidade, de modo que a ameaça deve não ser tão grave. Vale lembrar que apenas pessoas com mais de 55 anos são vacinadas contra a varíola humana, imunizante que também protege contra a versão animal do vírus.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) criou uma comissão, em caráter consultivo, cujo papel será acompanhar a possível incidência da doença no país, e a pasta da Saúde monitora o quadro por meio de uma Sala de Situação, anunciada na última segunda-feira (23/5).

Transmissão

A “varíola dos macacos” é conhecida desde 1958, quando foi diagnosticada em uma colônia de macacos. O nome veio em razão das semelhanças com a varíola previamente observada em outras espécies.

A transmissão da doença ocorre por meio de fluidos corporais, além de não estar acostumada a transitar em humanos, e por isso é considerada menos contagiosa, demandando um contato mais íntimo do que a Covid-19, por exemplo, para passar de pessoa para pessoa. De acordo com a OMS, a doença é controlável, principalmente por esses fatores.

Uma vez contraído, o vírus fica incubado por um período de 5 a 21 dias. Os sintomas incluem febre, mal-estar, dores, linfonodos inchados, fadiga e calafrios, além das características erupções cutâneas.

Os sintomas da varíola do macaco incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas e gânglios linfáticos inchados. Uma erupção cutânea geralmente aparece 3 á 5 dias após o início dos sintomas e pode se espalhar do rosto para o tronco e extremidades.

Leia Também:  Eder Moraes promete falar tudo sobre o VLT na CPI da AL e diz que obra está parada por culpa do governador Pedro Taques

Na América do Sul, a primeira suspeita foi registrada no domingo (23/5) na Argentina. Segundo o Ministério da Saúde local, o paciente é um morador da província de Buenos Aires, que se encontra em um bom estado, está em isolamento e recebendo tratamento para os sintomas. O Reino Unido tem nove casos confirmados, principalmente em Londres.

Portugal tem 14 casos confirmados e 20 suspeitos, enquanto Espanha tem sete casos confirmados e 24 suspeitos. A Itália tem dois casos suspeitos, enquanto a Bélgica tem dois casos suspeitos e um confirmado. França e Suécia têm um caso confirmado cada e Argentina mais um confirmado, sendo este um brasileiro.

Os EUA têm um caso confirmado e um suspeito. O Canadá tem um caso confirmado e 21 suspeitos. A Austrália tem um caso confirmado e um suspeito.

Varíola dos macacos pode chegar ao Brasil em pouco tempo.

O Brasil não tem registro da doença ainda, mas o vírus foi identificado em um brasileiro de 26 anos na Alemanha, vindo de Portugal, após passar pela Espanha.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Destaques

“Convocamos à população para mais esse importante trabalho de prevenção à saúde”

Publicados

em

Além do desafio de conter a disseminação da Covid-19, enfrentamos também o desafio de vacinar o maior número possível de pessoas contra a gripe.

A vacina é a principal forma de proteção contra a Gripe. Mas ela precisa ser recebida todos os anos. É importante deixar claro que muita gente chama de “gripe” o que na verdade é o “resfriado comum”. Gripe é a infecção causada por um vírus do grupo Influenza, como o H1N1m e H3N2.

A proteção da Vacina contra a Gripe começa de 2 a 3 semanas após sua administração e dura por no máximo 1 ano. Sua maior proteção é nos 4 primeiros meses. Por isso a vacinação deve ser feita pouco antes do período de maior circulação do vírus.

Além disso, os vírus podem sofrer mutações de um ano ao outro o que pode comprometer a proteção, mesmo em pessoas com boa resposta à vacina. Existe um monitoramento dos tipos de vírus circulando a cada ano e em caso de grande mutações virais, há um ajuste da vacina.

Leia Também:  Aleluia, aleluia! Emanuel acertou uma no combate ao novo “Coronavírus”

A principio, ter a doença uma vez causa imunidade para toda a vida. Mas, a proteção é específica para aquela cepa, portanto, a pessoa ainda precisa se vacinar todos os anos para se proteger dos outros vírus que estão na vacina. Além disso, caso o vírus pelo qual a pessoa se infectou sofra uma mutação e mude a cepa, a pessoa também não estará protegida contra o novo vírus.

Vacinas disponíveis

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), reforçou mais uma vez o alerta à toda população cuiabana para imunização contra a Influenza. As vacinas estão disponíveis para o público em geral, a partir dos seis meses de vida.

O chamado foi reforçado durante a live semanal desta terça-feira (28), mesmo dia em que começou a ampliação da cobertura vacinal. A vacina protege contra a Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. Não é preciso fazer intervalo caso a pessoa tenha se vacinado contra a Covid.

Convocamos à população para mais esse importante trabalho de prevenção à saúde. Todas as unidades tiveram os estoques reforçados, a fim de atender o maior número de pessoas, principalmente os idosos e crianças, declarou o chefe do Executivo Municipal, Emanuel Pinheiro.

Mesmo com a prorrogação da campanha contra Influenza até do dia 24 de junho, a cobertura vacinal continua muito baixa.

Nosso público alvo inicial da campanha é de cerca de 158 mil pessoas e conseguimos vacinar somente 31% desse grupo. Com a liberação para toda a população, estamos trabalhando para aumentar esse percentual da vacinação contra a gripe”, finalizou Pinheiro.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA