ELEIÇÃO 2020 EM CUIABÁ

Não há como duvidar: os Democratas abraçaram a candidatura de Roberto França

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Quem duvidou quebrou. O deputado estadual José Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) entrou realmente de corpo e alma na campanha do candidato Patriota, Roberto França Auad. Apoio integral.

Estamos entrando de corpo e alma na campanha. Esse é o primeiro passo grande. Demonstra que a cidade abraçou a candidatura de Roberto. Iremos vencer essa eleição. O povo entendeu que precisa de uma gestão comprometida com política de inclusão. É isso que Roberto França irá fazer, dizia um dos coordenadores da campanha eleitoral do candidato a prefeito Roberto França.

Se passaram dez dias e alguns a exemplo do Blog do Valdemir, nada enxergava de ações por parte dos Democratas, principalmente dos seus líderes, que ficavam somente em blá…blá…blá.

Eis que no último final de semana, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado José Eduardo Botelho (DEM), que inicialmente era pré-candidato, porém, veio a dúvida se desistia de concorrer ao cargo de prefeito ou simplesmente apoiaria outra candidatura, mostrou que realmente ainda temos políticos de palavras. Pediu para a colega de plenário, deputada estadual do MDB, Janaína Greyce Riva a apoiar a candidatura de Roberto França.

E depois? Bom…, depois a nossa reportagem conseguiu ouvi-lo tranquilamente no saguão do Palácio Paiaguas, nesta quarta feira (14).

O Democrata ao ser questionado pelo Blog do Valdemir sobre as últimas articulações com as lideranças políticas e da sociedade cuiabana disse:

Eu estou apostando todas as fichas no apoio de várias lideranças políticas e da sociedade, que vem apoiar Roberto França. E tenho razões de estar otimista com isso, disse Eduardo Botelho por volta das 12 horas desta quarta-feira para a reportagem do Blog do Valdemir.

Botelho disse ainda que o fortalecimento do grupo se dá pelo fato que Roberto França tem os melhores projetos para o município esquecendo partido e convidando todos a participar desse projeto em prol do povo. E com isso, estas lideranças estão vindo para unir-se conosco e estão sendo bem acolhidos por todos nós. Estarão nos ajudando a fortalecer a candidatura de Roberto França, pontuou o coordenador político da campanha.

Questionado sobre a participação do governador do Partido Democrata, Mauro Mendes Ferreira na campanha, ele disse:

A agenda está montada. Em tudo que for legal, de acordo com a legislação eleitoral, os horários em que o governador não estiver trabalhando e não houver choque com as atividades do Executivo, o governador vai participar de eventos junto com Roberto França. Isso demonstra que com Roberto a frente da prefeitura da Capital, o município estará muito alinhado com o Governo do Estado, para juntos conseguir investimentos e fazer parcerias que possam devolver a dignidade aos cidadãos cuiabanos, finalizou Botelho.

Recentemente Eduardo Botelho se reuniu com algumas lideranças políticas e, pelo andar da carruagem as ações de campanha ficam claro que estão unidos.

Vem bomba brevemente.

PS: no tabuleiro político eleitoral, um bispo revelou para o Blog do Valdemir que a maioria de candidatos a vereador, lideranças de bairros, já estiveram nas “esquinas” para criticar a coordenação de campanha de Emanuel Pinheiro do MDB.

O argumento é que os mandatários não viabilizam os pleitos dos candidatos. Acho que há algo misterioso por trás do argumento. Sabe que não terão acesso a chave do cofre.

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Entre o desejo e a realidade

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Entramos a campanha eleitoral agora em novembro, com os candidatos 90% definidos e a dura realidade de uma eleição sem cara e sem cor. Não é uma eleição vermelha ou amarela, nem azul ou verde, temos uma verdadeira salada mista. Coligações improváveis ou mesmo tradicionais por pura conveniência eleitoral. Nesse último caso, o cenário mudou pouco.

Parece que a vontade e desejo de uma grande mudança de tudo que temos visto em política nos últimos anos é predominante. Talvez porque o sentimento da grande maioria é de que existe falta de opções políticas de renovação com um conceito mais ético, principalmente fora dos padrões do atual de governo e do anterior.

As últimas pesquisas mostram que o desejo de mudança tem atraído uma parte considerável dos eleitores. Sem dúvida a intenção de voto que aconteceu com o nosso presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro é o mais puro e claro sinal desta vontade de mudar. A diferença entre o desejo e a realidade é sempre cruel e existe um paradoxo entre ambos. A nossa infeliz realidade é que o Brasil criou um sistema, tanto político quanto social e estrutural que funciona com grande ineficiência em quase todas áreas: saúde, educação e segurança pública.

A chamada “O país que quero” que a Rede Globo fez por todo Brasil em rede nacional explica um pouco deste sentimento e todos desejos pretendidos são sempre no mesmo tom.

Eu desejo um país que não tenha corrupção e tenhamos políticos honestos. Desejo que os hospitais tenham um atendimento mínimo e humanizado para a população. Desejo que tenhamos uma melhor distribuição de renda. Desejo que tenhamos um mínimo de segurança aceitável dentro dos padrões social”.

O cerne da questão é que não encontramos um político que preencha todas as nossas aspirações. Que não pratique o tão conhecido “toma lá, dá cá” e tenha capacidade administrativa e gerencial para montar uma equipe de alto nível e de altos padrões éticos. Ainda é importante não retroceder em situações já superadas, tanto no campo econômico quanto no campo político e trabalhista. Retomar esses debates não favorece o país e pode representar perdas que irão demorar décadas para serem recuperadas, bem como arriscar a baixa inflação e juros baixos.

Já tivemos essa experiência em alguns Estados do Brasil e o Rio de Janeiro é o exemplo mais evidente do que estamos falando. Na última eleição para prefeito, Marcelo Crivella foi o vencedor e o resultado ficou muito pior que se imaginava com o Rio entregue à total inoperância da máquina.

É o velho ditado se concretizando: está ruim, mas pode ficar muito pior. Sob o governo de Sérgio Cabral e Crivella, o Rio voltou uma década em muitas áreas, principalmente na questão da segurança pública e, no caso do Crivella, a volta do comércio sem lei nas ruas.

É por isto que devemos atentar e evitar escolhas embasadas mais pelo descontentamento do que na busca da virtude do candidato.

Vamos aos candidatos.

Desejo que os nossos candidatos a Prefeitura de Cuiabá nesta eleição acabe com a criminalidade desenfreada, investindo em Saúde, Educação, Infraestrutura.

A pergunta correta é: como fazer e de que forma priorizar o pouco orçamento disponível? Aos candidatos, perguntaria como vamos finalizar as centenas de obras de infraestrutura que estão inacabadas e geram um enorme prejuízo para o município? Vimos no passado a criação de programas e liberação de recursos com a promessa da criação de novos empregos. A realidade foi a perda de recursos públicos por falta e empenho.

São perguntas objetivas que não podem ter respostas vagas. Servem para avaliar a melhor a estratégia e a convicção de realizar do candidato, sem perder de vista seus desejos e a realidade do cenário político brasileiro.

Cada vez mais, está se diminuindo o tempo e o espaço para promessas simplesmente populistas: vou acabar com a fome no país, vou dar moradia decente para os nossos cidadãos, vou resolver e vou fazer.

O povo hoje já tem muito mais capacidade de avaliar as promessas. Temos quase um celular por habitante e isto gera informação. Estes dois exemplos são a essência desta matéria. Entre o desejo e a realidade. Poderíamos perguntar a todos os outros candidatos que tem o mesmo discurso o que eles desejam. A dura realidade, entretanto, é que possivelmente teremos uma alta renovação do Congresso Nacional, segundo as pesquisas e nesse ponto começa o maior problema do novo Executivo que será eleito este ano.

Não existe governabilidade sem a bênção do legislativo. A história mostra que governar sem o apoio do centro, é pura ficção, haja visto o que aconteceu com os ex-presidentes Collor e Dilma que, órfãos de apoio na Câmara, foram retirados dos cargos via impeachment principalmente por contrariar os desejos do Congresso. O mesmo acontece agora com o atual presidente, que chegou a ensaiar a reforma da Previdência e foi dado um sonoro não a ele pelo Legislativo.

Se realmente queremos mudança, o foco deve ser na base legislativa, pois é de lá que irão acontecer as principais mudanças. Acredito fielmente que a figura de um Don Quixote e seu escudeiro não mudarão efetivamente nada, por maior que seja o desejo de todos. É necessário um governo mais forte e com mais coligações partidárias para aprovar profundas reformas.

Acreditar que presidentes controlam corrupção é acreditar em história da carochinha e, se fosse assim, o PT teria conseguido controlar alguma coisa neste sentido. As instituições são autocontroladas por meio de normativos independentes, como vem acontecendo agora através das instituições democráticas. Por isto me causa estranheza tanta gente culta enaltecendo determinados candidatos que seriam “da mudança”.

Faço a pergunta: mudança de quê?

Espero que tenham razão, pois este também é o desejo da equipe do Blog do Valdemir, mas, como disse no início, pode ser mais desejo do que realidade este profundo desejo de mudança.

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