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MT figura entre os 10 Estados com menor contaminação do “Coronavírus”

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Em boletim divulgado, o Ministério da Saúde atualizou os números oficias da pandemia “COVID-19” no país.

O Ministério da Saúde anunciou para a imprensa que subiu para 46 o número de mortes por conta do “Coronavírus” no Brasil, um aumento de 12 vítimas desde os dados oficiais.

São Paulo contabiliza 40 mortes por conta da “Covid-19”, enquanto o Rio de Janeiro, 6. Os dados oficiais apontam que 2.201 casos estão confirmados no Brasil, um crescimento de 310 casos em 24 horas.

A Região Norte conta com 82 casos de Covid-19; 354 no Nordeste; 1.278 no Sudeste; Centro-Oeste com 217; e Sul contabiliza 270 casos. Os 46 mortos equivalem a 2,1% do total de casos confirmados.

O Estado de Mato Grosso neste número, aprece com 07 casos de contaminação, sendo o último confirmado no município de Nova Monte Verde, de uma mulher que estava em visita na cidade.

Mato Grosso figura entre os 10 Estados com menor número de casos de contaminação confirmados, ao lado de Amapá (01), Roraima (02), Rondônia (03), Pará (05) e Tocantins (07), na Região Norte; Paraíba (03), Piauí (06), Alagoas (07) e Maranhão (08), no Nordeste.

No Centro-Oeste, os Estados que mais possuem casos confirmados são Goiás (27) e Mato Grosso do Sul (23), além do Distrito Federal, com 160 contágios.

No outro extremo da pandemia em território nacional, as maiores preocupações estão nos estados de São Paulo (810 casos e 40 óbitos), Rio de Janeiro (305 casos e 06 óbitos) e Minas Gerais (130 casos), na região Sudeste; Ceará (182 casos, sem óbito), na região Nordeste e o próprio Distrito Federal.

O Ministério da Saúde informou em seu último boletim que o país soma 2.201 casos confirmados de contaminação pelo COVD-19. Na tabela divulgada os casos somam 2.199 casos. O quadro divulgado pelo Ministério possui uma distorção entre os números de casos de cada estado da região Nordeste e a sua totalização, que seria 352 casos, e não os 354 divulgados pela pasta.

Calamidade

O governador Mauro Mendes (DEM) decidiu decretar Estado de Calamidade Pública em Mato Grosso, como medida necessária para combater o Coronavírus no Estado.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado em razão dos impactos socioeconômicos e financeiros decorrentes da Pandemia Coronavírus, o Covid-19.

Conforme o Decreto 424/2020, a situação de calamidade terá vigência de 90 dias e poderá ser prorrogada, caso haja necessidade. O governo deverá encaminhar nos próximos dias Projeto de Lei para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), para que a situação de calamidade seja reconhecida.

Com o decreto, que está embasado no artigo 65 da Lei Complementar Federal nº 101, o Governo fica dispensado de atingir os resultados fiscais e a limitação de empenho, o que autoriza o Estado a fazer despesas que não haviam sido previstas no orçamento, para conter a transmissão do vírus e oferecer os cuidados de Saúde necessários.

A decisão em decretar a calamidade foi tomada como forma de auxiliar os 141 municípios do Estado, que precisam adotar uma série de ações contra a pandemia. Com esta decisão, os prefeitos conseguem mais flexibilidade e menos burocracia para dar cabo das medidas urgentes que a luta contra o Coronavírus exige.

Essa é uma medida que vários estados brasileiros estão fazendo. A partir daí, os municípios poderão adotar as providências cabíveis em cada região”,explicou o governador Mauro Mendes.

Confira a íntegra do decreto abaixo

http://www.mt.gov.br/documents/21013/13951649/Edi%C3%A7%C3%A3o+extra+Di%C3%A1rio+Oficial+25.03/55ded218-7bcb-1bdb-d509-55c019837469

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SINDIMED/MT alerta; “Cresce o número de médicos infectados por “Covid-19″”

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Todos os indicadores estão mostrando que estamos em ascensão de casos e óbitos. Os números dobram a cada semana. É importante que as pessoas, mesmo no esgotamento do isolamento, permaneçam em casa. Não há indicador algum para ficarmos otimistas e dizer que se pode relaxar”.

Foi o que disse o medico infectologista de um grande hospital da Capital ao Blog do Valdemir durante esta semana.

O infectologista, além de se preocupar com o adoecimento dos profissionais de Saúde que atuam no front do novo “Coronavírus”, salienta que estamos num momento em que prezar pelo “Isolamento Social” deve ser uma missão de toda a sociedade, por mais dura que essa medida seja.

Em Mato Grosso, dois médicos morreram de Covid-19 e há registro de 112 infectados desde o início da “Pandemia”, segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM).

E como as unidades de Saúde, tanto públicas como privadas, não conseguem organizar um fluxo adequado para o atendimento aos casos de pacientes com sintomas de “Covid-19”, o quadro de médicos e outros profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente deve ser ainda pior.

O quadro deve se agravar já que os médicos estão atendendo pacientes em salas sem ventilação adequada para diminuir a transmissibilidade do vírus, consultórios com janelas que muitas vezes dão para corredores dentro do próprio estabelecimento de saúde, isso tudo torna as unidades de saúde um lugar “perigoso”, muito insalubre“, alerta o diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed/MT) Adeildo Lucena.

Em reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, CRM e outros sindicatos, o Sindimed discutiu-se a ideia de se atender pacientes em tendas que teriam a ventilação necessária para evitar que mais profissionais de saúde e pacientes que buscarem atendimento médico nas unidades de saúde se contaminassem propagando ainda mais o Covid-19.

Outra sugestão é se colocar equipes para monitorar os pacientes. E seria necessário que realmente o poder público disponibilizasse os medicamentos ([vitamina D, zinco, prednisona, ivermectina, Azitromicina,, nitazoxamida, Enoxaparina e hidroxicloroquina)para as pessoas independente da classe social ou de ter o atendimento na UPA ou em um hospital para tratar no início impedindo que o quadro se agrave para evitar novas internações, já que estamos com 94% da taxa de ocupação de UTIs em Mato Grosso, um colapso. Não é só atender e medicar. Se faz necessário acompanhar os pacientes suspeitos ou já confirmados. A coordenação dos cuidados é muito importante para se antecipar o agravamento dos casos. Com uma coordenação adequada isso pode ser feito na atenção primária, que dispõe de profissionais competentes e comprometidos. Só precisam de proteção e condições de trabalho. Médicos têm, o que falta é gestão“, sugere Adeildo.

Ele ainda expôs que o Sindicato recebeu denúncias de médicos que estão na linha de frente de combate ao Covid-19 que os pacientes têm voltado aos consultórios afirmando que não estão encontrando os medicamentos.

Nenhuma unidade de saúde de Cuiabá possui os medicamentos e não tenho notícias que já existiram alguma vez. Tem muitos médicos prescrevendo precocemente esses medicamentos, mas os pacientes não encontram nem nas farmácias. Quando muito conseguem mandando manipular, afirma Adeildo Lucena, diretor de Comunicação do Sindimed.

O Sindimed alerta que se medidas não forem tomadas, a população vai sofrer mais ainda, visto que um médico a menos na linha de frente gera mais lentidão no atendimento e lotação nas unidades de saúde.

Esse é o momento de pensar em diminuir a transmissão, não podemos deixar a população sem atendimento, mas os profissionais de saúde não podem trabalhar infectados e se tornarem vetores do Covid-19. Nós nos formamos para salvar vidas, mas não deixamos de ser humanos suscetíveis a esse vírus como qualquer pessoa“, desabafa o médico do Sindimed.

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