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“Mato Grosso treme”: Polícia Federal e Civil esta fechando o cerco para novas “Operações”

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Toda semana aparecem fatos novos, mostrando os indícios de corrupção envolvendo políticos, empresários, servidores e pasmem os senhores internautas: jogaram farofa no ventilador do Ministério Público Estadual (MPE).

A verdade é que alguns envolvidos, já ameaçam a falar o que sabe e, disse que se um dos parentes for preso e condenado, vai abrir outras celas, um para ele, outro para…outras pessoas…

Porém, alguns se colocam acima da Lei e vai recusar a depor.

Enquanto isso… a Polícia Federal e Polícia Civil, apuram os fatos. O cerco está se fechando, com as delações de José Geraldo Riva, Silval da Cunha Barbosa e do ex-superintendente do Bic Banco, Luis Carlos Cuzziol, envolvido em esquemas financeiros na gestão de Silval Barbosa.

Nos bastidores, a equipe do Blog do Valdemir percebe que, alguns políticos já estão se distanciando e pensando em sua própria salvação. E neste ínterim as delações estão levando centenas de pessoas a sofrerem de insônia.

Mas, enquanto nos preocupamos com a conta de luz, água, telefone, aluguel da casa atrasado…, vamos aguardar mais algumas semanas para ver o que vai acontecer…, não é verdade!

Enquanto esperamos, vamos nos distrair e relembrar com as notícias que foram e serão manchetes na imprensa de Mato Grosso.

Silval joga farofa no ventilador

Nesta segunda-feira (2), o ex-governador Silval Barbosa, em depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Cuiabá, que investiga denúncia de suposto recebimento de propina por parte do Prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro (MDB), disse:

Ouvi pela imprensa que o ex-deputado Riva firmou um termo de colaboração que, certamente, como eu sempre disse para as autoridades, participei de praticamente todos os acordos e os acordos eram cumpridos quando eu ainda era deputado, tinha todos os detalhes, mas quem tinha os detalhes maiores era Riva. Então ele poderá dar uma contribuição a esse parlamento“, sugeriu assim o depoente Silval Barbosa, para que a CPI, convoque o ex-deputado José Riva ele esclareça alguns fatos.

Já em relação ao procurador Paulo Prado, ex-chefe do Ministério Público Estadual (MPE), Silval disse que ele (Paulo) sabia da “extorsão” que ele vinha sofrendo, mas que ignorou.

Na Comissão parlamentar de Inquérito, Silval Barbosa jogou “M” no ventilador dizendo:

Não estou vinculando nada (Prado e Pinheiro). Tive uma reunião com o doutor Paulo Prado e falei com ele o que estava acontecendo. Expliquei que não era só Assembleia Legislativa que estava (com extorsão por propina) eram outras que também estavam como o Tribunal de Contas de Mato Grosso. Dai ficou de eles estudarem e acabou ficando por isso mesmo”.

O que Silval argumenta é que devido a suposta inércia do Ministério Público, ao pedido de “socorro”, o ex-governador teve que ceder as chantagens e pagar propinas para as Obras da Copa do Mundo em Cuiabá.

E para que os deputados estaduais não atrapalhassem o andamento das obras da Copa do Mundo e do Programa MT Integrado. Ele teria pagado até R$ 15 milhões ao ano em propinas recebidas mensalmente pelos políticos, o chamando “mensalinho”.

Quando começou a sair recurso foi um inferno na administração. Começou extorsão de todo lado, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado… Depois de várias reuniões, cada deputado pediu R$ 1 milhão. Fechamos em R$ 600 mil, em 12 vezes de R$ 50 mil ao mês”.

O que aconteceu?

A delação do ex-governador Silval Barbosa, gerou mais de 2.500 páginas divididas em 10 volumes de investigação. Com isso novos fatos foram descobertos e, vale ressaltar que o primeiro ato da Justiça, após a delação de Silval, foi a deflagração da Operação Malebolge, pela Polícia Federal, que resultou no afastamento de cinco Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT). O processo segue em análise no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

A Operação Malebolge é uma sequência da Operação Ararath, que investiga desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro por meio de factorings clandestinas.

Operação Malebolge

Em 14 de setembro 2017, a Polícia Federal cumpriu 65 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso. O material apreendido engordou as informações da investigação.

Investiga o que?

O inquérito judicial investiga prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituições financeiras, crimes contra a ordem tributária e obstrução de investigação criminal (pagar colaborador para mudar versão de depoimentos e pagar investigado para não celebrar acordo de colaboração).

Nota da redação

O Ministério Público terá muito trabalho e as Varas Criminais ficarão lotados de mandados de prisão e busca e apreensão.

Alguns escritórios de agiotagem, disfarçados de empresas serão alvo do trabalho em conjunto da Polícia Federal e Civil.

Noites de insônia?

Seus problemas estão acabando. A Federal e Civil estão próximos a seu escritório ou na sua residência.

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Nas últimas semanas o clima entre Mauro e Emanuel tem sido tenso

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Após uma semana de provocações entre os lideres estadual, Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata (DEM), municipal, Emanuel Pinheiro (MDB), e o secretario de Estado de Saúde de Mato grosso, Gilberto Figueiredo, foi marcado pela tensão.

O relacionamento político entre o governador Mauro Mendes e o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que não era bom, parece que pode piorar ainda mais depois que o Governo do Estado protocolou uma denúncia contra a Prefeitura de Cuiabá na Procuradoria-Geral da República (PGR).

A despeito da vultosa quantia, não se tem notado qualquer esforço da Administração Municipal no sentido de municiar os estabelecimento e profissionais de saúde com estrutura e materiais adequados para o enfrentamento da pandemia. Pelo contrário, a percepção generalizada dos médicos, enfermeiros e população em geral é no sentido de que as unidades de saúde carecem de itens fundamentais de proteção, o que inviabiliza o tratamento e, em certa medida, até colabora para a propagação de vírus”.

Este foi o trecho da petição do Governo do Estado contra a Prefeitura de Cuiabá dizendo que não houve transparência sobre o uso do recurso emergencial de R$ 41,4 milhões do Governo Federal para combater a Pandemia da Covid-19, enviado pelo Ministério da Saúde (MS) dia 25 de maio, no entanto, a Prefeitura de Cuiabá não criou novos leitos e ainda excluiu 40 vagas que haviam sido anunciadas, e com isso, o Estado acabou protocolando uma denúncia contra a prefeitura na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na denúncia do Governo contra a Prefeitura na Procuradoria-Geral da República, foram apresentadas algumas irregularidades como: habilitação de leitos junto ao Ministério da Saúde sem comprovação de que estão equipados; atrasos no pagamento dos profissionais da Saúde, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e insumos básicos.

Segundo a denúncia do Governo de Mato Grosso, a Prefeitura de Cuiabá habilitou junto ao Ministério da Saúde a disponibilidade de vários leitos para os pacientes com Covid-19, que não estavam disponíveis. O motivo seria usar esse recurso extra para custear os pacientes que já estavam na fila de espera por causa de outras doenças.

Na denúncia consta ainda que:

Ora, se apenas o antigo Pronto Socorro está recebendo pacientes infectados, qual a razão para habilitar outras unidades com leitos exclusivos e, consequentemente, mais custosos à União? Se a própria administração municipal definiu o antigo Pronto Socorro como hospital de referência, é possível que os leitos existentes nas demais unidades de saúde estejam sendo usadas para o tratamento de outras comorbidades, mas remuneradas como se “COVID-19” fossem?“.

Em resposta, Emanuel Pinheiro garantiu que irá provar que a Prefeitura de Cuiabá investe com transparência e responsabilidade todo o recurso público que recebe.

Especialmente nesse momento da “Covid-19” temos um zelo especial e todo cuidado todo especial com os recursos que vem para a prefeitura municipal de Cuiabá e toda a equipe sabe disso“.

Nesta sexta-feira (29), em transmissão ao vivo, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), negou conforme acusado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, o fechamento de 40 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinadas a pacientes da Covid-19.

Em respostas a Mauro Mendes Ferreira, Emanuel Pinheiro e muito irritado com as declarações, afirmou que o governador é um empresário “frio, calculista, leviano e irresponsável” por usar a “Pandemia” para fins políticos.

Como vou fechar o que não abri?”.

Em sua declaração, Emanuel Pinheiro disse que Mauro Mendes não se sensibiliza com a situação que a população vem passando com as mortes pela Covid-19 registradas ate o momento, e nem com aqueles que estão de portas fechadas colocando seus funcionários na rua, e que vai entrar na Justiça contra ele (Mendes) por contravenção penal e crime contra a Segurança Nacional por gerar “pânico” na sociedade.

O senhor está gerando pânico, gerando alarme entre a população nesse momento. Se não está mentindo, vai responder ao rigor da lei e provar o que disse”.

Irritado, Emanuel Pinheiro fez duras criticas e disse que não esta preocupado com a eleição nesse momento e que o foco é o combate a “Pandemia”, mas que é diferente de Mauro Mendes que governa para poucos e com isso esta criando um cenário favorável para seus candidatos.

O senhor governa para amigos. É empresário frio, calculista, insensível e leviano. (…) Achei que seu coração de pai iria se tocar com a situação, mas só se preocupa em viabilizar eleição”.

Ainda revoltado e irritado, Emanuel Pinheiro anunciou que também vai entrar na Justiça contra o Governo de Mato Grosso para cobrar uma dívida de R$ 60 milhões que o Estado tem com a Saúde do município de Cuiabá.

Esse dinheiro pertence à população cuiabana, pertence à população que estão sendo atendidas pelo SUS. E esse dinheiro o senhor tem que pagar. Então nem que seja na marra, por decisão judicial. Porque eu sei que o senhor é insensível, debocha do sofrimento dos outros, debocha da dor dos mais humildes, dos mais carentes e eu não. Eu não debocho. Me associo e me uno à população, principalmente os mais pobres“.

Em tom bastante duro contra Mauro Mendes, e para mostrar que tem equilíbrio, serenidade e bom senso, Emanuel Pinheiro deu entender que o governador Democrata (DEM) não possui esses adjetivos, e segundo Pinheiro, a Prefeitura de Cuiabá tentou uma conciliação com o Governo do Estado no primeiro momento, e a equipe do governador pediu prazo até 12 de março para regularizar a dívida. O que acabou segundo o prefeito cuiabano não acontecendo.

A equipe do governo não fizeram nenhum questionamento em nenhum momento a dívida, só pediram prazo para a gente sentar perante o Tribunal de Justiça para compor a dívida. E, no entanto, eles empurraram, protelaram, aí veio a pandemia uma semana após e até hoje não conseguimos sentar novamente“.

A Prefeitura de Cuiabá afirma que a secretaria Estadual de Saúde, através do secretário Gilberto Figueiredo, reconhece que existe uma divida entre o governo e prefeitura, mas questiona o valor.

Ele fala que não é R$ 60 milhões, ele fala que é R$ 38 milhões. Aí eu falei: “então tá bom, paga os R$ 38 milhões e vamos discutir os R$ 60 milhões, não quero um centavo que não seja devido a Cuiabá”. Ele ouviu, limitou-se a dizer que deve R$ 38 milhões. Agora o senhor, mais um vez vem a público contradizer seu secretário dizendo que não deve nada“.

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro disse que atendendo uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), criou junto à Controladoria Interna um grupo técnico para revisar todos os recursos destinados à “Covid-19”.

Eu não só criei o grupo, como também criei dentro do Portal Transparência uma plataforma, um link exclusivo de prestação de contas para a “Covid-19“.

Ao ser questionado sobre uma fala de Gilberto Figueiredo, quando disse que ele (Pinheiro) tinha uma postura de “irresponsável”, Emanuel classificou Gilberto como um homem sem dignidade.

Se ele tivesse dignidade, ele teria entregado o cargo, mas não tem. Está no “Poder pelo Poder”. É mais um candidato anunciado à Prefeitura de Cuiabá. Precisa inventar fatos inexistentes, mentirosos, para poder se aparecer perante a sociedade e conseguir ter um destaque para colocar seu nome à candidatura à prefeitura. Quer ser candidato, secretário? Seja. Apresente propostas e ideias. Tenha postura de homem, de firmeza, de dignidade. Pare de atacar por atacar“, atacou.

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