BOLETIM SES

Mato Grosso confirma mais um óbito por “Covid-19”

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Após a divulgação de Boletim Epidemiológico deste sábado (09), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu a notificação de mais uma morte por “Covid-19” em Mato Grosso, sendo este o décimo sétimo óbito do Estado. A morte foi registrada pelo município de Barra do Garças, que de acordo com o Boletim de ontem, possuía 17 casos confirmados de “Coronavírus“.

Esse é o segundo óbito registrado pelo município. De acordo com os Boletins da SES, as outras mortes causadas em decorrência da “Covid-19” em Mato Grosso envolveram residentes dos municípios de Lucas do Rio Verde, Cáceres, Aripuanã, Rondonópolis, Cuiabá, Mirassol D’ Oeste, Barra do Garças, Sinop, Querência, Nova Mutum, Várzea Grande, Vale de São Domingos e do Rio de Janeiro, que estava em Mato Grosso.

As informações oficiais sobre o óbito constarão no Boletim Informativo deste domingo (10).

Os casos confirmados estão em Cuiabá (183), Rondonópolis (56), Várzea Grande (36), Sinop (23), Lucas do Rio Verde (19), Barra do Garças (17), Primavera do Leste (15), Tangará da Serra (14), Cáceres (13), Peixoto de Azevedo (10), Nova Mutum (10), Jaciara (10), Sorriso (9), Mirassol D’Oeste (8), Rosário Oeste (7), São José dos Quatro Marcos (6), Querência (6), Confresa (6), Jangada (3), Ipiranga do Norte (3), Curvelândia (3), Chapada dos Guimarães (3), Aripuanã (3), Vale de São Domingos (2), Rio Branco (2), Pontal do Araguaia (2), Poconé (2), Canarana (2), Alta Floresta (2), Vila Bela da Santíssima Trindade (1), União do Sul (1), São Pedro da Cipa (1), Santo Antônio de Leverger (1), Poxoréu (1), Pontes e Lacerda (1), Ponte Branca (1), Nova Monte Verde (1), Nova Lacerda (1), Lambari D’Oeste (1), Cotriguaçu (1), Conquista D’oeste (1), Campo Novo do Parecis (1), Água Boa (1) e residentes de outros Estados (13).

Nas últimas 24 horas, surgiram 38 novas confirmações em Cuiabá (12), Rondonópolis (2), Várzea Grande (5), Sinop (1), Lucas do Rio Verde (6), Barra do Garças (1), Primavera do Leste (2), Tangará da Serra (1), Peixoto de Azevedo (1), Rosário Oeste (3), Querência (1), Pontal do Araguaia (1), Santo Antônio de Leverger (1) e Água Boa (1).

Dos 502 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 175 estão em isolamento domiciliar e 263 estão recuperados. Há ainda 48 pacientes hospitalizados, sendo 30 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 18 em enfermaria.

No boletim, a SES também divulga que a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe, atualmente, de 87 leitos de UTI e 392 leitos de enfermaria especificamente para pacientes com “Coronavírus” no Estado.

Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 53,6% dos diagnosticados são do sexo feminino e 46,4% masculino; além disso, 146 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. O documento ainda aponta que um total de 2.652 amostras já foram processadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 137 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos Municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES a partir das 17h.

Cenário nacional

Na última sexta-feira (08), o Governo Federal confirmou 145.328 casos da Covid-19 no Brasil e 9.897 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, divulgado pelo Ministério da Saúde, o país contabilizava 9.146 mortes e 135.106 casos confirmados de pessoas infectadas pelo Coronavírus. Até o fechamento deste material, não foram atualizados os números deste sábado (09).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo Coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo Coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus.

Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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Destaques

51 milhões de pessoas viveram abaixo da linha da pobreza

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A pobreza e a extrema pobreza continuam, ano após ano, a ser uma grande marca na sociedade brasileira. As características e a distribuição da população em situação de pobreza e extrema pobreza chamam a atenção.

A pobreza e a extrema pobreza têm efei-tos terríveis para a dignidade das pessoas e, no caso de crianças e adolescentes, trazem consequências irreparáveis. A situação compromete irreversivelmente seu desenvolvimento, condenando-os ao estado perpétuo de vulnerabilidade. Crianças criadas em um ambiente de privação e violência não conseguem crescer, estudar e trabalhar, o que dificulta que se tornem adultos independentes, perpetuando o ciclo de pobreza.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que, mesmo com programas de transferência de renda como o Auxílio Emergencial e outros promovidos por estados e municípios, quase 51 milhões de pessoas viveram na linha abaixo da pobreza em 2020, primeiro ano da pandemia. Ou seja, um em cada quatro brasileiros sobreviveu com menos de R$ 450 reais mensais no ano passado.

Se foi ruim com os recursos públicos adicionais, pior seria sem esses programas sociais. Segundo o IBGE, sem eles, o total de pessoas abaixo da linha da pobreza teria saltado de 50,953 milhões (24,1% dos brasileiros) para 67,729 milhões (32,1% da população). Em 2019, antes da Covid-19 e da concessão desses auxílios, 25,9% das pessoas viviam nessa condição no país.

Ainda de acordo com a pesquisa, sem os auxílios decorrentes da pandemia, os 21 milhões de brasileiros mais pobres teriam sobrevivido com R$ 13 por mês. Com os benefícios públicos, essa parcela da população ficou, em média, com R$ 128 por mês. Ou R$ 4,27 por dia. Esse grupo havia recebido, em média, R$ 111 mensais em 2019.

O IBGE também mostra outro dado dramático da realidade brasileira: mesmo com os auxílios emergenciais, 12,046 milhões de pessoas (5,7% da população) viveram abaixo da linha de miséria em 2020. O número de miseráveis teria mais que dobrado sem os benefícios concedidos pelo poder público no ano passado, alcançando 27,313 milhões de pessoas, ou 12,9% dos brasileiros.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial, vive na miséria quem tem renda familiar per capita inferior a R$ 155 por pessoa. Com a pandemia, o nível de ocupação no Brasil atingiu menor média histórica, apenas 51%. O indicador revela as desigualdades raciais e de gênero no Brasil.

Segundo o IBGE, a população ocupada branca teve, em média, rendimento de R$ 3.056 ano passado. Um valor 73,3% superior à média de R$ 1.764 de rendimentos da população preta ou parda. Para os homens, o rendimento médio, de R$ 2.608, foi 28,1% maior do que o das mulheres, que ficou em R$ 2.037.

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