MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO

“Eu vejo com muita preocupação porque nós não atingimos a meta que é de imunizar 90% da população”

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Com o aumento da cobertura vacinal e a diminuição nos números de casos e mortes por Covid-19, cidades brasileiras estão relaxando as regras sobre o uso de máscaras. No Rio de Janeiro e no Distrito Federal, por exemplo, não é mais preciso cobrir o rosto em áreas abertas, exceto as com alta circulação de pessoas.

Nesses locais, as máscaras seguem obrigatórias no transporte público e em ambientes externos com grande circulação de pessoas, além de áreas fechadas, onde o risco de transmissão do coronavírus é alto. As decisões, embora animadoras, são vistas com cautela pelos especialistas.

Por um lado, estamos no melhor momento da pandemia e já se sabe que a possibilidade de contágio ao ar livre, com distanciamento social, é muito baixa. Por outro, o descuido e o desrespeito às regras podem cobrar um preço alto.

Com o avanço da imunização no Brasil, onde mais de 53% da população está vacinada com as duas doses ou dose única, algumas regras de prevenção e proteção começam a ser flexibilizadas em alguns estados e municípios. Uma delas, que preocupa especialistas na área de saúde, diz respeito à liberação do uso de máscaras em espaços públicos.

A argumentação de estados e municípios que estão flexibilizando o uso de máscaras em espaços abertos é baseada no avanço da imunização contra a Covid-19 e na estabilidade no número de mortes e casos da doença. De fato, desde o começo da Pandemia no Brasil, no início do ano passado, as estatísticas mostram queda nos óbitos (média inferior a 400 casos por dia) e na transmissão do Coronavírus, cuja taxa é a menor desde que começou a ser medida.

De acordo com o Boletim Epidemiológico do último domingo (21), o Estado Mato Grosso registrou 551.203 casos confirmados da Covid-19 e 13.982 óbitos em decorrência do Coronavírus.

Mascara liberada

Um de Decreto Nº 8.795/2021, assinado prefeito em exercício, José Roberto Stopa, do Partido Verde (PV), no ultimo dia 19, tonou facultativo o uso obrigatório de máscara em locais abertos. A decisão do gestor considera a queda do números da Pandemia da Covid-19 e os resultados da campanha Vacina Cuiabá – Sua Vida em Primeiro Lugar, que já aplicou mais de 828 mil doses desde o seu lançamento em 20 de janeiro de 2021.

Os dados que foram utilizados pelo prefeito em exercício, José Roberto Stopa, para adoção da medida é o fato de que até o momento Cuiabá já atingiu a cobertura vacinal de 90% da primeira dose para o público acima de 18 anos, cerca de 459.541 mil pessoas.

Já o esquema vacinal completo, que é a primeira e segunda dose ou dose única, chega a 76,8%. Já para pessoas de 12 a 17 anos, o percentual atingido é de 66% de adolescentes vacinados que é de um total de 54 mil pessoas.

Preocupação da SES/MT

Gilberto Gomes de Figueiredo, Secretário Estadual de Saúde (SES/MT), disse acha precipitada a medida anunciada e que vê com preocupação a atitude do prefeito em exercício de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV), que flexibilizou e colocou como facultativo o uso de máscaras na capital em ambientes abertos. De acordo com Gilberto Figueiredo, os prefeitos têm autonomia para definir as medidas de biossegurança em seus respectivos municípios.

Eu vejo com muita preocupação porque nós não atingimos a meta que é de imunizar 90% da população, e ainda existem sinais de uma nova onda em outros países, então nós temos que ter prudência, e essas flexibilizações tem um grande problema, elas começam a estimular a população como se a pandemia tivesse acabado”.

Conforme o Secretário Estadual de Saúde (SES/MT), Gilberto Figueiredo tanto ele quanto o governador Mauro Mendes Ferreira  (DEM) já anunciaram que irão se pronunciar sobre o uso de máscaras somente em dezembro. O secretário ainda recomenda que a população continue usando o item e seguindo as medidas de biossegurança.

Nós recomendamos à população a manter as medidas não farmacológicas que já há comprovação científica que elas são eficazes e reduzem de forma substancial a transmissão do vírus”.

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Destaques

51 milhões de pessoas viveram abaixo da linha da pobreza

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A pobreza e a extrema pobreza continuam, ano após ano, a ser uma grande marca na sociedade brasileira. As características e a distribuição da população em situação de pobreza e extrema pobreza chamam a atenção.

A pobreza e a extrema pobreza têm efei-tos terríveis para a dignidade das pessoas e, no caso de crianças e adolescentes, trazem consequências irreparáveis. A situação compromete irreversivelmente seu desenvolvimento, condenando-os ao estado perpétuo de vulnerabilidade. Crianças criadas em um ambiente de privação e violência não conseguem crescer, estudar e trabalhar, o que dificulta que se tornem adultos independentes, perpetuando o ciclo de pobreza.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que, mesmo com programas de transferência de renda como o Auxílio Emergencial e outros promovidos por estados e municípios, quase 51 milhões de pessoas viveram na linha abaixo da pobreza em 2020, primeiro ano da pandemia. Ou seja, um em cada quatro brasileiros sobreviveu com menos de R$ 450 reais mensais no ano passado.

Se foi ruim com os recursos públicos adicionais, pior seria sem esses programas sociais. Segundo o IBGE, sem eles, o total de pessoas abaixo da linha da pobreza teria saltado de 50,953 milhões (24,1% dos brasileiros) para 67,729 milhões (32,1% da população). Em 2019, antes da Covid-19 e da concessão desses auxílios, 25,9% das pessoas viviam nessa condição no país.

Ainda de acordo com a pesquisa, sem os auxílios decorrentes da pandemia, os 21 milhões de brasileiros mais pobres teriam sobrevivido com R$ 13 por mês. Com os benefícios públicos, essa parcela da população ficou, em média, com R$ 128 por mês. Ou R$ 4,27 por dia. Esse grupo havia recebido, em média, R$ 111 mensais em 2019.

O IBGE também mostra outro dado dramático da realidade brasileira: mesmo com os auxílios emergenciais, 12,046 milhões de pessoas (5,7% da população) viveram abaixo da linha de miséria em 2020. O número de miseráveis teria mais que dobrado sem os benefícios concedidos pelo poder público no ano passado, alcançando 27,313 milhões de pessoas, ou 12,9% dos brasileiros.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial, vive na miséria quem tem renda familiar per capita inferior a R$ 155 por pessoa. Com a pandemia, o nível de ocupação no Brasil atingiu menor média histórica, apenas 51%. O indicador revela as desigualdades raciais e de gênero no Brasil.

Segundo o IBGE, a população ocupada branca teve, em média, rendimento de R$ 3.056 ano passado. Um valor 73,3% superior à média de R$ 1.764 de rendimentos da população preta ou parda. Para os homens, o rendimento médio, de R$ 2.608, foi 28,1% maior do que o das mulheres, que ficou em R$ 2.037.

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