A TRISTE REALIDADE

Estudos projetam 23.506 mil casos confirmados de “Covid-19” e 1,2 mil óbitos no final de semana

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A “Pandemia” causada pela doença “Covid-19” trouxe muitas incertezas, mas é possível apontar uma importante conclusão sobre seu impacto no Brasil: a “Covid-19” não atinge todos os grupos sociais da mesma forma. Em outras palavras: a “Pandemia” tem classe, gênero e cor. Os mais pobres, e entre estes a população negra e afrodescendente, são os mais afetados devido a vários motivos.

Este grupo social enfrenta dificuldades de se isolar, seja em função das moradias superlotadas e inadequadas e ainda sem acesso regular à água e aos serviços de saneamento básico que em geral caracterizam os territórios populares, seja em decorrência das ocupações que exercem em sua maioria, no setor informal e na prestação de serviços ficando mais expostos ao contágio do vírus. Além disso, este grupo social também tem menor acesso aos serviços de Saúde de qualidade, restringindo as possibilidades de tratamento adequado no caso de contaminação.

A “Pandemia” desvelou as mazelas do padrão da urbanização brasileiro, desigual e segregado. Além do desenvolvimento do vírus ser, provavelmente, a expressão dos desequilíbrios socioambientais associados ao modelo de desenvolvimento neoliberal que tem sido adotado pelo mundo capitalista, a sua rápida difusão está associada à proximidade física. Nesse sentido, uma das medidas para sua contenção é manter o “Isolamento Social” representado na mensagem, já conhecida por todos, fique em casa.

O que tudo isso significa? Que as medidas de “Isolamento Social”, absolutamente necessárias, não são suficientes para o enfrentamento da “Pandemia” em locais de pessoas de baixa renda (nas favelas) e assentamentos informais, onde as classes populares vivem.

O Estado não está presente nas periferias, pelo menos não como deveria. O direito à cidade não é garantido. São necessárias Políticas Públicas e ações em vários campos e dimensões envolvendo a economia solidária popular, a manutenção da renda básica de subsistência, o atendimento adequado pela rede de Saúde Pública com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso à moradia adequada, ao saneamento, à mobilidade, políticas para atender as situações de vulnerabilidade que tão bem conhecemos: favelas, ocupações urbanas, camelôs e demais trabalhadores informais, população em situação de rua, etc…

A nossa realidade

O número de casos confirmados em Mato Grosso está alcançando maiores taxas dentro das estimativas dos pesquisadores. O ritmo de crescimento para os próximos dias indica que o Estado pode estar se aproximando das piores conjunturas.

O epidemiologista Diego Xavier, pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde da Fundação Osvaldo Cruz, em entrevista ao Jornal do Meio Dia da TV Vila Real, disse que as projeções para o final de semana será 1,2 óbitos em decorrência do novo Coronavírus.

Temos observado que os números de casos estão dobrando no Estado, em cerca de onze dias é os óbitos se duplicaram em nove dias o que é bastante preocupante. Se o comportamento da doença continuar desta forma é esperado que até o dia 11, sábado, estejam alcançado cerca de 28 mil casos e em torno de 1,2 mil óbitos até o final de semana“, pintou Diogo Xavier.

Boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde na noite desta ultima terça feira (7), contabilizou 23.506 casos confirmados do novo vírus e 896 óbitos, e até a tarde desta quarta-feira (08), 24.804 casos confirmados da Covid-19, sendo registrados 921 óbitos.

O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz, Diego Xavier, criticou medidas de relaxamento social adotados no Estado nas últimas semanas e disse que a doença foi negligência pelo Poder Público.

Tudo que estamos observando hoje em Mato Grosso é reflexo do que foi feito no passado: relaxamento sem cuidado, sem atenção, sem testar a população, sem saber onde vírus estava circulando, disse Diogo Xavier.

A doença foi negligenciada por parte do Poder Público. A gente elege nossos “líderes” e “líder” que é aquele que sabe para onde está indo e consegue levar outros com ele. Infelizmente, não é o que ocorreu aqui.

O que podemos afirmar que a capacidade de contágio do novo Coronavírus entre a população mato-grossense definirá qual o impacto da Pandemia da Covid-19 no Estado.

Para Diogo Xavier dá para controlar esse aumento de casos tomando as medidas que são recomendadas como manter o isolamento social, usar máscaras, abrir o comércio só o que for estritamente necessário porque hoje o estado atravessa o pior período da pandemia, alertou o epidemiologista.

É bom alertar aos nossos internautas que o fator, que será influenciado pelas adoções de medidas de controle de transmissões, implicará ainda a forma como a rede de Saúde atenderá aos pacientes e consequentemente, no número de óbitos que ocorrerão em Mato Grosso.

O desenho mais crítico se dá quando há a suspensão das medidas de restrição de circulação imposta. Nele milhares serão infectados.

PS: projeções de médio e longo prazo podem servir como analise de cenário, caso nada seja feito tanto em Cuiabá, como no Estado.

Para o epidemiologista, quando Mato Grosso começou o relaxamento das medidas de Isolamento Social, no momento errado, quando a elevação da curva ainda não foi freada, como não tomou as medidas necessárias para evitar novos saltos. Ao mesmo tempo em que prefeitos discutem a melhor maneira de combater. Mato Grosso chega ao seu período mais devastador do Coronavírus. E novos recordes de mortes podem ser batidos.

Nota da redação

É muito triste ver esses dados epidemiológicos. Infelizmente, era de esperar com uma política tão errada e, muitas vezes, contraditórios, no qual o próprio prefeito da capital ser contra as medidas e orientações da Justiça e do governo.

Depoimentos de quem conviveu com o “Coronavírus”

As pessoas não estão levando a doença a sério. Não entendem os perigos que estão correndo e quanto estão expondo as pessoas que amam. Ainda não há vacina nem tratamento. Por enquanto, as únicas maneiras de nos protegermos são o Isolamento Social e as medidas de higiene. É catastrófico o que esse vírus faz. Uma roleta-russa. Não dá para saber quem vai ficar grave. Há uma chance maior de pessoas vulneráveis apresentarem quadros mais severos, mas temos observado jovens em situação crítica. Então, o que peço é: não negligenciem o isolamento. Quanto menos gente circulando nas ruas, menos sobrecarregados estarão os serviços de saúde. Se as pessoas não ficarem em casa, a situação vai ficar crítica em breve. Como não estamos testando todos os suspeitos, o número de casos deve ser maior que o oficial”.

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Destaques

Partidos que tempos atrás era “certeira” hoje vê iniciar o “xadrez político” e nem sabe para onde vai: DEM e PSDB

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Enquanto as Executivas do PSDB e dos Democratas, ainda buscam uma saída, neste ano atípico, os articuladores políticos das demais siglas partidárias se colocaram a frente de combate do tabuleiro de xadrez político, primeiro os “bispos” e as “torres“, hoje líderes consolidados.

Entretanto, antes mesmo de movimentarem seus “peões” e “cavalos“, líderes em cargos públicos, os partidos definiram como principais peças para o jogo, o “rei” e a “rainha” de cada sigla, ou coligação majoritária.

Temos até o momento quatro “reis” e uma “rainha”, sendo que, dois são vereadores: Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abílio Junior”, hoje no Podemos, e Felipe Tanahashi Alves, o “Felipe Wellaton”, seus nomes foram referendados na semana passada pelos seus partidos. Estão tentando viabilizar seus nomes.

Abílio Junior e Felipe Wellaton são considerados a principal voz da oposição dentro da Câmara de Cuiabá, mas estarão de lados opostos neste eleição municipal de 2020 mesmo sendo aliados no Parlamento Municipal. Já que o grupo terá 2 candidatos.

Agora vem um da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Ulysses Lacerda Moraes, este com pretensões para 2022 e está se movimentando nos bastidores e pode ser candidato a Prefeito de Cuiabá pelo PSL.

E, nesta segunda feira (10), um candidato que promete endurecer o jogo, deixou o comando do programa Resumo do Dia na TV Brasil Oeste, para poder disputar o pleito eleitoral.

Roberto França já saiu batendo, ele disse em entrevistas, que, na campanha pela Prefeitura de Cuiabá, enfrentará duas candidaturas “poderosas”, uma do prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro do MDB, que continua no muro, e outra apoiada pelo governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira.

O apresentador Roberto França, chamado carinhosamente de “O Gordo”, até improvisou um slogan da pré-campanha, disse que será uma disputa do “tostão” contra o “milhão”.

O ex-prefeito de Cuiabá e atualmente no Partido Patriota, Roberto França Auad, que já vem articulando nos bastidores com lideranças de outras siglas partidárias para apoio político e principalmente se articulando com quem decide: o eleitor.

Estou pronto. Deixo o Resumo do Dia e, a partir de agora, vamos conversar com os nossos companheiros e com os demais partidos para junto caminharmos, nesta campanha eleitoral. Tenho trabalho comprovado, experiência e amor por Cuiabá“, disse o apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França.

E a “rainha”, do tabuleiro político de Cuiabá, vem do Procon, Gisela Simona Viana de Souza do PROS, é considerada uma Campeã de votos, e conseguiu junto do eleitorado mato-grossense, 50.682 mil votos, que optou por recuar do Senado da Republica para disputar o pleito de Cuiabá. Apesar de estar pouco tempo na vida política, chegou de ser oficializada como o nome da sigla para a disputa de Senadora da Republica pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), pelo seu bom desempenho na eleição passada. Mas, desistiu do projeto Senado.

Sabemos que será uma disputa bastante pesada, temos que ter garra, e o jogo é pesado, os concorrentes têm muito dinheiro e uma megaestrutura de campanha. Mas, se tem uma coisa que a vida me ensinou, foi vencer na adversidade. Estamos trabalhando na construção de um projeto que visa uma gestão eficiente, limpa e que enfrente os desafios pós-pandemia com coragem, sem perder a ternura“.

Querem saber do DEM e PSDB? Ambos não definiram os nomes que devem representar os partidos na disputa eleitoral, porque, a disputa está travada entre os diretores da executiva estadual e municipal das duas siglas. Em 2019, os dirigentes tucanos defendiam o nome do empresário Luiz Carlos Nigro. Os edis cuiabanos tucanos, defendem o nome de Emanuel Pinheiro para a reeleição.

Agora surgiu o nome do empresario no ramo de comunicação, Dorileo Leal e do ex-vereador Paulo Borges e, ainda os comentários nos bastidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e no Palácio Paiaguas é a possível aliança entre o DEM e o PSDB, apoiando Nilson Leitão para o Senado da Republica com nome de Júlio José de Campos como seu suplente, vem tirando sono do servidor número 1 do Estado.

Como se pode observar, a estratégia até o momento apresentado pelos articuladores políticos são apenas posicionamentos, tudo para dar um tiro de canhão ou bazuca logo de cara. Assim amedrontar e acuar adversário político.

Sabemos que no final das contas, no âmbito da política, ninguém é inimigo de ninguém e assim, todos os partidos deixam aberta a vaga de vice para possíveis acordos partidários.

A situação de tal modo pode fazer com que alguns pré-candidato venham a tornarem suas candidaturas inviáveis. Resultando a abertura de uma possível negociação de aliança.

Quem são os candidatos?

Dos cinco citados pelo Blog do Valdemir, somente dois: Roberto França e Gisela Simona, demais candidaturas inviáveis. Emanuel será candidato a reeleição. DEM precisa resolver sua crise interna, porém, pode vir com Marcelo Bussiki.

PS: a menos de três meses das eleições um profundo e ensurdecedor silêncio pelo lado de Blairo Maggi, nunca podemos nos esquecer de que os partidos ideológicos e seus líderes costumam centrar seus esforços nas grandes cidades de um Estado. São apostas que definem um ranking de importância política.

Nota da redação

As eleições em Cuiabá e Várzea Grande têm seus respectivos futuros ligados. Isso porque a cada peça no xadrez que se move na capital do estado, desdobra-se na cidade de Couto Magalhães. E assim o projeto majoritário do DEM pode sair de cena e apoiar Emanuel Pinheiro.

O que podemos afirmar é que as “pedras cantadas” (nomes citados pelo Blog do Valdemir) desse tabuleiro articulam os movimentos, a esquerda ou a direita, em suas bases para avanços em busca do xeque-mate. Porém, no Alencastro o prefeito está dizendo que “tá” vivo com vídeos mostrando o antes e depois, apesar de sua popularidade não superar a casa de dois dígitos.

Enfim, enquanto aguarda o caminho do Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos, Mauro Mendes Ferreira e Blairo Borges Maggi, este do Partido Progressista (PP), o jogo está aberto em Cuiabá. A grande pergunta: quem conseguirá manter o fôlego competitivo quando a campanha de fato estiver nas ruas e nos meios de comunicação?

Outra questão em jogo. Uma eventual união da esquerda, já no primeiro turno, entretanto, o Blog do Valdemir, garante que é algo pouco possível, afinal cada legenda buscará defender o seu projeto e sua visão para o estado, se preocupando em 2022, mas no segundo turno a aliança é certa.

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