HERANÇA MALDITA

“Essa é mais uma herança maldita da extinta Secopa”

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A construção da Trincheira Jurumirim foi paralisada em 2014, com 97,84% de execução, e faz parte do pacote de obras idealizado para Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá. O contrato original de execução chegou a ser judicializado, faltavam serviços complementares de paisagismo, mas o contrato foi encerrado em razão de embaraços jurídicos e administrativos.

No entanto, foram diagnosticadas falhas no pavimento posteriormente à entrega da obra e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) teve que fazer um levantamento técnico dos problemas existentes ao longo da estrutura.

A Prefeitura de Cuiabá ainda deve analisar todo projeto estrutural para intervenção na Trincheira Jurumirim da Avenida Miguel Sutil, antes do Governo do Estado iniciar sua atuação no local. Somente após a aprovação do Município de todo planejamento é que os trabalhos devem ser iniciados.

A medida é regulamentada pelo Decreto nº 6.212, assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro em 2017 e ainda em vigor na Capital.

De acordo com o Decreto, todas as obras, serviços de engenharia e reparos programados nas intervenções destinadas à melhoria na mobilidade urbana e ligadas a Copa do Mundo, realizada em Cuiabá em 2014, devem ser previamente autorizadas pelo Poder Executivo Municipal.

Ainda estamos em fase de discussão e, somente após uma análise minuciosa de todo planejamento é que a intervenção deve ser liberada. É uma das principais vias de Cuiabá e sofrerá com os impactos. A obra gerará um caos no trânsito e tentaremos minimizar o máximo possível os transtornos à população. Por isso, estamos discutindo a data e aprovando o projeto”, explica o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.

Segundo comunicado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) à Secretaria Municipal de Obras Públicas, a Trincheira Jurumirim deve ser interditada por um período estimado de sete meses para que seja corrigido um problema no sistema de drenagem de águas pluviais. A previsão é que, somente na parte inferior, deva ser retirado cerca de 1,5 metro de solo e substituído por outro de melhor qualidade.

A estrutura sofre desde sua construção com esse problema. O dreno foi extremamente mal feito ou inexistiu. Nas paredes, também não foi bem feito. Temos um impacto muito grande. Vocês percebem que o asfalto ficou esborrachado, e isto é problema de drenagem, relata José Roberto Stopa.

O vice-prefeito destaca ainda que uma das exigências feitas pela Prefeitura de Cuiabá é que a obra seja executada em três turnos. Para ele, a medida é necessária para que o trabalho ocorra de forma célere e a estrutura volte a ser liberada o mais rápido possível. Também já foi solicitado o estudo de todos os desvios que serão implantados e o cronograma completo de atuação.

Precisamos deixar claro que essa é mais uma herança maldita da extinta Secopa. Agora, cabe ao Estado garantir os reparos necessários e evitar que no futuro isso até cause um acidente maior, pontua.

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“Vacinação em massa é, provavelmente, a única alternativa capaz de deter a pandemia”

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Em meio ao pior momento da epidemia de Covid-19 no Brasil, os governadores de 14 estados brasileiros enviaram nesta uma carta ao presidente Jair Messias Bolsonaro pedindo um maior esforço para a compra de mais doses de vacinas contra a doença.

Para ajudar a conter o aumento exponencial de casos e mortes pelo Coronavírus, os governadores pedem ao presidente a “imediata adoção das providências necessárias junto a entidades estrangeiras e organismos internacionais” para adquirir mais imunizantes.

O país superou a marca de 260 mil mortes por Covid-19, após registrar mais 1.699 óbitos em 24 horas, o terceiro dia consecutivo em que a marca ficou acima de 1.500. Também foram identificados 75.102 novos casos da doença, a segunda pior marca registrada desde o início da Pandemia.

Os governadores na carta enviada argumentam estarem no limite de suas forças e possibilidades e que nas próximas semanas, talvez meses, a pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós.

Nesse contexto, a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como a mais recomendável, e, provavelmente, a única capaz de deter a pandemia“, afirmam.

Os 14 governadores reconhecem haver uma extraordinária procura por vacinas mundo afora, mas pedem que o governo federal agilize mecanismos de compra, explore e concretize todos os meios de aquisição disponíveis. Os representantes dos estados se colocam à disposição para colaborar com as medidas.

Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde, escrevem.

No ritmo atual de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, atravessaremos o ano lamentando a irreparável perda de vidas, afirmam.

Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência […] Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos e constituem a triste diferença entre viver ou morrer.

Os governadores argumentam ainda que conter a disseminação da Variante P1 do Coronavírus, originária do Amazonas e mais contagiosa, é uma questão de interesse internacional.

O mundo acompanha com preocupação o rápido avanço do contágio por essa variante no Brasil, o que torna o bloqueio da disseminação desse tipo de vírus matéria de interesse de diversas nações.

A carta é assinada pelos seguintes governadores: Renan Filho, do Alagoas; Waldez Goés, do Amapá; Rui Costa, da Bahia; Camilo Santana, do Ceará; Renato Casagrande, do Espírito Santo; Flávio Dino, do Maranhão; Mauro Mendes, de Mato Grosso; Helder Barbalho, do Pará; João Azêvedo, da Paraíba; Paulo Câmara, de Pernambuco; Wellington Dias, do Piauí; Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; e Belivaldo Chagas, do Sergipe.

Bolsonaro: Chega de mimimi” e “idiotas” da vacina.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que é preciso parar de “frescura” e “mimimi” em meio à pandemia e perguntou até quando as pessoas “vão ficar chorando?”. O presidente ainda chamou de “idiotas” as pessoas que vêm pedindo que o governo seja mais ágil na compra de vacinas.

Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo, disse o presidente.

No entanto, seu próprio governo já admitiu que rejeitou ao longo do ano passado propostas de laboratórios para a compra de vacinas.

O governo apostou inicialmente todas as suas fichas na vacina da AstraZeneca, que vem sendo marcada por atrasos, e inicialmente esnobou e criticou a vacina chinesa CoronaVac, promovida pelo governo de São Paulo, e que no momento é o único imunizante disponível em larga escala no país.

O presidente voltou a reclamar nesta quinta de medidas de isolamento que vêm sendo impostas por prefeituras e governos estaduais para tentar frear o avanço da Pandemia e diminuir a pressão sobre o sistema de Saúde, que está à beira do colapso em várias regiões do país.

Bolsonaro também mencionou seu veto a uma medida que permitia que estados comprassem vacinas em caso de omissão do governo federal e posteriormente fossem reembolsados pela União.

Alguns governadores queriam direito a comprar vacina e quem iria pagar? Eu! Onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar, disse Bolsonaro.

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