ELEIÇÃO 2020 EM ALTA TEMPERATURA

Eleição Cuiabá: existe alguma coisa que se vê como novo? Já foi no século passado

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Não tem mais como escapar, não tem mais segredo. Cuiabá, após trinta anos, caminha para ter uma disputa polarizada para dirigir o Palácio Alencastro nos próximos quatro anos.

Com as candidaturas colocadas e outras pré-confirmadas a disputa que promete esquentar, ainda mais, está no embate entre: Abílio Junior, Gisela Simona, Fábio Garcia, Emanuel Pinheiro e Roberto França. E quem tende a ganhar com disputa é a população cuiabana.

Sim querem saber a situação de Emanuel junto a Jayme? Então vamos lá: fracassaram as tentativas por parte de alguns líderes, em Jayme não participar da campanha eleitoral em Cuiabá.

E sem está união Jayme e Pinheiro, na teoria o alcaide cuiabano, na prática terá grande dificuldade para se reeleger. Para a vitória, Emanuel precisa superar e muito estas nuvens cinzentas, podendo ficar escuras. A não ser que se repita, o fenômeno de 1998 é um inesperado resultado acontece até as eleições naquele ano era “onda PFL”, que por aqui chegou e se disfarçou de MDB que veio de Rondonópolis. Dante de Oliveira ganhou, com nenhum dos que alimentam o Governo estadual ou municipal.

Reta final das convenções

Hoje e amanhã acontecem as últimas convenções dos partidos que vão indicar os candidatos a prefeitos e vereadores para a corrida de 15 de novembro em Cuiabá. Até sexta-feira, tudo estará registrado no tribunal regional eleitoral.

Salvo acontecimento de última hora, as cartas já estão marcadas e a sorte lançada.

No sábado foi a vez de se finalizar as raras conversas entre DEM e o Patriota.

Alegando fato novo de eleição em Cuiabá, os Democratas de Mauro Mendes, não abriu mão da cabeça de chapa.

O PSDB até era mais flexível, neste caso acompanhava os encontros paralelos que os Democratas fazia com os Patriotas de Roberto França. Todavia, no final não deu liga. Patriotas e DEM não obtiveram êxito na composição do nome e saíram como entraram e era previsto: separados. Cumpriram a última formalidade, antes do segundo turno.

Na segunda-feira, o Blog do Valdemir publicou que o Patriota, com o ex-prefeito Roberto França iria disputar com chapa pura. O DEM vem para marcar território.

Logo mais o MDB cerca a “nuvem” e coloca oficialmente Emanuel como seu candidato a reeleição. Não tinham alternativa. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come, então “deixa pegar”. Se Emanuel até aqui não diminui sua rejeição, o MDB tem os seus votos protegidos.

E para não correr risco na possibilidade de surgir um outsider, Emanuel trouxe para si uma penca de partidos com tradição em bateu levou e foi anulando as principais lideranças com empregos na prefeitura.

Diante desse quadro de fragmentação, parte que se viu nos bastidores das convenções e que vai levar o eleitor escolher o seu prefeito, o maior perdedor foi sem dúvida alguma Emanuel e PTB.

Mas também é bom lembrar que o tempo será o inimigo da razão. Então prudentemente, deve se esperar as 17 horas do dia 15 de novembro para se certificar quem estará no segundo turno.

Nota da redação

Na sexta feira, como o Blog do Valdemir publicou, Jayme e Pinheiro entraram em rota de colisão. Essas tratativas tinham sido anunciadas pelo próprio Jayme.

Em eleição, todos dependem da máquina, mas quem força nos bairros são as lideranças comunitárias. Aí três nomes que circula fácil entre os presidentes de bairros e demais lideranças são: Roberto França, Emanuel Pinheiro e Abílio Júnior.

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Mato Grosso precisa de um estudo em relação a “transmissão do poder político”

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É incrível como o Estado de Mato Grosso, se renova de geração em geração. A existência, hoje dos mesmos sobrenomes mato-grossenses não só em cargos administrativos, mas também eletivos, sempre vivenciamos à transmissão hereditária das posições de “Poder”, tão chocantes ao senso comum democrático.

Entretanto esta “transmissão hereditária“, nunca o Estado de Mato Grosso vivenciou, mas, já dizia Nicolau Maquiavel “em política, os aliados de hoje, são os inimigos amanhã“.

E quando for afilhado político?

Voltamos a afirmar que política em família, existe, já existiu, mais o que vem acontecendo nunca este Blog presenciou.

Era uma vez

Era uma vez…, uma família de Cuiabá que tinha uma longa ligação com toda a família de Várzea Grande. Entre as duas famílias tradicionais, havia respeito e admiração entre os patriarcas (Júlio Domingos de Campos, seu “Fiote” e Emanuel Pinheiro da Silva Primo).

Este respeito se estendeu até o mês de junho. A terceira geração da política, que começou a trilhar os passos do avô e do pai, chegou, chegando, impondo, tirando o que foi construído por muitos anos: o respeito, confiança e grande amizade entre as famílias tradicionais de Cuiabá e Várzea Grande.

Sim, agora não se assustem, está engatinhando na política, primeiro mandato eletivo, já sonha em ser prefeito da segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso? Emanuel Pinheiro Neto, com certeza tá de brincadeira. Ou será que o Emanuel Pinheiro pai, escalou o filho como candidato na Cidade Industrial, para mostrar que a família Pinheiro é uma das mais tradicionais dinastias do Estado de Mato Grosso, porque teve diversos nomes conhecidos na história da política mato-grossense?

Não vá com muito sede ao pote. Como diz o velho e conhecido ditado popular. E não se esqueça, que seu pai retornou de Brasília em 1988 e, desconhecido, utilizou o nome do seu avô e o mais importante com apoio de família Campos no qual obteve 1.048 votos.

Através dos Campos, foi indicado para ser líder do Prefeito de Cuiabá, Frederico Campos na Câmara Municipal da cidade, no qual conheceu a empresária, hoje primeira dama, Márcia Pinheiro no gabinete do prefeito Frederico Campos em uma reunião sobre transporte alternativo.

Agora fica uma pergunta: Emanuel Pinheiro pai tem intenção de pendurar a chuteira e investir na carreira política do filho?

Porque o que a família Pinheiro está dizendo para muitos é que: não estaremos juntos na próxima eleição.

Nota da redação

Em resumo: Emanuel Pinheiro e Emanuel Pinheiro Neto estão fazendo uma nova história na categoria “família prefeitáveis” de Mato Grosso.

Afilhados ou herdeiro, ao mergulharem as eleições nos seus determinantes sociais, trazem à tona as manifestações do “espírito familiar“, e não do “espírito público“. Invertendo o que está contido na visão institucionalizada da cidadania cívica, ao exibirem o eleito, impondo a escolher e, consequentemente, retirando do eleitor certos atributos invocadas pela “cartilha democrática“, com o modo de seleção do pessoal político (e eleição pelos “cidadãos” e o princípio de legitimidade “o povo” como fonte de poder).

Uma dica: o provérbio “o inimigo do meu inimigo é meu amigo“, sugere que duas partes podem ou devem trabalhar em conjunto contra um oponente em comum.

Concluímos que a política em Mato Grosso nos últimos 10 anos são feitas de inimigos. Não basta ser, é preciso ser o oposto ao outro. Neste momento a política necessita ter um adversário e fustiga-lo dia sim, outro também (Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro).

É também como um político molde, uma identidade e reforça os laços com os seus seguidores. É uma política bélica, um eterno “mata-mata”, onde Mixto e Operário de Várzea Grande se digladiam pela eternidade. Mauro Mendes, Jayme Campos e Emanuel Pinheiro, todos querem um bom inimigo.

Qual será o fim?

Vamos aguardar.

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