CASAMENTO ABENÇOADO

“É uma alegria grande ver que mais de mil casais estão se unindo hoje pelo casamento”

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Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe”. (Mateus 19:6)

O casamento foi criado por Deus, se trata de uma instituição sagrada entre um homem e uma mulher. Essa instituição celestial deve ser tratada com respeito e reverência.

É muito comum os noivos transferirem toda a responsabilidade referente a bênção de Deus no casamento para outrem, seja o padre, o pastor ou o ancião.

Aliás, com a presença de um representante de Deus na cerimônia certamente o casamento será abençoado pelo Altíssimo.

Na tarde deste domingo (10), a expectativa era grande antes do tão esperado “sim” para os mais de 1.200 casais que se uniram em matrimônio no Casamento Abençoado. O evento, realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, deu oportunidade para que muitos conseguissem a segurança jurídica por meio da regularização civil matrimonial e fortalecimento da união familiar.

O Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM) e a primeira-dama Virginia Mendes foram os padrinhos da cerimônia. O Corpo Musical da Polícia Militar foi responsável pelas músicas durante a programação.

É uma alegria grande ver que mais de mil casais estão se unindo hoje pelo casamento. Para nós [eu e Virginia], que estamos há 26 anos casados, sabemos o quanto isso é importante na vida das pessoas, além de uma oportunidade para que possam realizar um sonho. Quero agradecer também aos parceiros que trabalharam junto com a primeira-dama e as secretarias para realizar esta grande festa”, destacou o governador Mauro Mendes.

Cada detalhe do casamento foi coordenado diretamente pela primeira-dama, por meio da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (UNAF), e execução direta da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

Estou muito feliz por realizar o sonho de muitas mulheres, homens e casais homoafetivos que estão participando da primeira edição do Casamento Abençoado. Aqui há muitas pessoas que moram juntas há muito tempo, mas não tinham condições de oficializar o matrimônio. Estou emocionada por poder compartilhar de um momento tão especial na vida de cada um deles”, afirmou a primeira-dama, Virginia Mendes.

Orlando Leite Cabral e Jacira dos Anjos Cabral estão entre noivos que a partir de agora começam uma nova jornada e comemoram o status de oficialmente casados. Eles se conheceram há sete meses.

É um momento muito especial e a realização de um sonho que tenho desde menina. Éramos vizinhos e nem imaginava que poderia estar me casando hoje”, relatou Jacira.

Mais de 30 cenários para fotos foram montados dentro do ginásio. As imagens ficarão disponíveis virtualmente por um período de três meses. Um camarim para a preparação de maquiagem, unha e cabelo também foi disponibilizado para os casais. Muitas flores e tapete vermelho enfeitaram o Ginásio Aecim Tocantins.

Quero parabenizar o governador e a primeira-dama Virginia Mendes por esse trabalho importantíssimo e por atender a todos esses casais. Que Deus possa abençoá-los não só neste momento, mas ao longo das vossas vidas. A palavra de Deus diz sobre o casamento: É como se o próprio Deus estivesse compartilhando conosco o projeto dele sobre a família”, afirmou o pastor Silas de Souza, responsável por conduzir a cerimônia.

A juíza de paz do Terceiro Ofício, Rita de Cássia também reforçou a importância da oficialização dos casamentos realizados no formato comunitário.

Para mim é honroso participar deste evento. Gostaria de salientar que eu tinha um sonho de me casar e me casei em 2007, também em um casamento comunitário como esse, e hoje, justamente eu, que nunca imaginei estar aqui acompanho a realização do sonho de tantas outras pessoas”, disse.

Os noivos ainda receberam um kit com álcool em gel, máscara de proteção e um leque. Assim, como em todo casamento, foram distribuídos doces e bem-casados. Ao final do casamento, os casais participaram de um grande brinde e receberam uma chuva de papel picado para selar a união e o amor.

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Foram beneficiados casais com renda total de até três salários mínimos e que são cadastrados no CADÚnico. Todo o processo cartorial para a oficialização da união civil dos inscritos foi custeado pelo Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça, Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg), Defensoria Pública e Ministério Público. Também participaram do evento o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, acompanhado da esposa Andreia Wagner.

Acompanharam o evento secretários de Estado, vereadores de Cuiabá e a primeira-dama de Várzea Grande, Kika Dorileo, entre outras autoridades.

A cerimônia foi transmitida ao vivo pela TV Assembleia, TBO, TV Cidade Verde e Facebook do Governo de Mato Grosso.

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Pesquisadores e organizações alertam para degradação do Parque Cristalino

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Considerado um dos últimos “sobreviventes” do avanço do desmatamento ao norte de Mato Grosso, o Parque Estadual do Cristalino pode ser extinto em breve, após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta semana. Com mais de 118 mil hectares, o parque foi criado há mais de 20 anos e instituído como Unidade de Conservação (UC), abrigando espécies raras da fauna e flora, incluindo algumas em extinção no Brasil.

Pesquisadores alertam sobre os riscos da degradação ambiental, expansão de atividades exploratórias, grilagens e até o desaparecimento de espécies exclusivas do bioma. Entidades socioambientais do estado já estudam meios judiciais para suspender os efeitos da decisão.

A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) saiu após um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que não obteve qualquer recurso por parte do estado, sinalizando a despreocupação com que questões ambientais vêm sendo tratadas em Mato Grosso.

Situado na divisa entre Novo Mundo e Alta Floresta, o Parque Estadual do Cristalino II é quase um “santuário” de mamíferos, aves e florestas tropicais. Entre os argumentos usados pelo Subprocurador-Geral de Defesa do Meio Ambiental, Davi Maia Castelo Branco Ferreira, está a ausência da realização de audiências públicas e estudos técnicos de viabilização para a criação de uma Unidade de Conservação à época do Decreto Estadual n.º 2.628, de 30 de maio de 2001. A tese acolhe um pedido da empresa agrícola Sociedade Comercial e Agropecuária Triângulo Ltda, localizada em São Paulo (SP).

De acordo com o biólogo e professor do Núcleo de Estudos da Biodiversidade da Amazônia Mato-grossense da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, Domingos de Jesus Rodrigues, a primeira reação diante da notícia da extinção do parque foi de “incredulidade”. Segundo ele, a decisão vai na contramão do ponto de vista socioambiental.

Enquanto o mundo todo reforça a importância de preservar áreas de florestas para garantir o ciclo das águas, o equilíbrio ambiental, dentre outros pontos, uma decisão como essa, acaba com tudo. Ela revela o descompasso entre os interesses ambientais e jurídicos/econômicos em Mato Grosso”, alerta.

Por meio de um Termo de Cooperação Técnica assinado em 2009 entre a UFMT de Sinop e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT), diversas pesquisas científicas são realizadas no Cristalino há mais de 10 anos. A parceria foi renovada em 2020 por, teoricamente, mais uma década.

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No entanto, com a decisão de extinguir o parque, estudos ainda em andamento serão interrompidos, uma vez que o acesso ao local deve ser dificultado.

São mais de 10 dissertações, 30 artigos científicos, livros com a categorização de espécies, trabalhos de georreferenciamento, identificação de novas espécies. Tenho alunos que acabaram de retornar de lá e uma turma que seguiria na próxima semana para dar continuidade a pesquisas. Há projetos para proteção da biodiversidade, estações de medição do volume de chuvas, enfim, diversas atividades em andamento e em parceria com outras instituições. Fomos pegos totalmente de surpresa e agora a preocupação é quanto ao risco de degradação ambiental e perda de espécies raras, lamenta o biólogo.

Uma das espécies mais ameaçadas de extinção é o macaco-aranha-de-cara branca, encontrado raramente no Parque Cristalino e acompanhado por pesquisadores. O primata não “mora” no local por acaso. O biólogo e professor associado da UFMT de Sinop, conselheiro do Instituto Ecótono e presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia, Gustavo Rodrigues Canale, explica que a faixa amazônica em Mato Grosso é dividida em ecorregiões com particularidades. Assim, espécies encontradas em uma área só podem viver naquele local.

Quando se fala em Mato Grosso, muitas pessoas pensam só haver o Pantanal e o Cerrado, mas há uma faixa importante da Amazônia. Perdendo espécies neste local não há como ‘substituí-las’ em outro lugar, pois elas não sobrevivem. A área do Cristalino é estratégica para muitas espécies, porque fica na transição de dois biomas, a Amazônia e o Cerrado. Infelizmente, quando se olha para Mato Grosso, nota-se uma perda cada vez maior de florestas tropicais. Hoje, o norte do estado é praticamente um vazio de unidades de conservação. Perder o Cristalino é perder uma dessas poucas áreas, acrescenta.

Risco para outras unidades é levantado

Em nota divulgada nesta quinta-feira (04), o Observatório Socioambiental de Mato Grosso (Observa-MT) alerta para o risco de a decisão afetar outras 18 Unidades de Conservação Estaduais, caso os questionamentos feitos em relação ao Cristalino desdobrem aos demais.

Com isso, o Estado de Mato Grosso perderia 1,38 milhões de hectares de áreas protegidas, colocando em cheque os seus compromissos internacionais de redução de emissão de carbono, a credibilidade dos seus posicionamentos quanto à sustentabilidade do estado e os fluxos de recursos para o desenvolvimento de baixo carbono e a modernização das práticas agropecuárias, cita um trecho do documento.

Dentre os riscos para estas unidades está o aumento nos conflitos agrários e avanço do desmatamento pelo agronegócio, como aponta Gustavo Canale.

O que deveria ser feito é aumentar as áreas de conservação em Mato Grosso, sobretudo na região norte, que já sofre com o desmatamento. É uma região preciosa e que deve ser preservada. A perda daquela área como Unidade de Conservação deve aumentar a possibilidade de disputas de terras e grilagens, o que coloca em risco várias espécies da fauna e flora”.

Diante da situação, e apesar do voto vencido do relator desembargador Luiz Carlos da Costa, que afirma que foi realizado estudo técnico para criação do Parque, organizações socioambientais de Mato Grosso, apoiadas por assessorias jurídicas e especializadas, estudam meios judiciais para suspender os efeitos da decisão.

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Um dos pontos questionados sobre a decisão é quanto ao trânsito em julgado do processo para o Estado de Mato Grosso sem nenhum recurso judicial interposto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), o que demonstra uma inércia do Poder Público na defesa de suas áreas de preservação.

No entanto, nesta última quinta-feira (04), a movimentação processual foi cancelada, cabendo recursos junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Em resposta sobre o caso, a Sema informou que por se tratar de decisão judicial de última instância, o Estado revogará o decreto. A pasta destaca que a decisão abrange “apenas” o Parque Cristalino II que possui mais de 80 mil hectares de área, enquanto o Parque Estadual do Cristalino com 66 mil hectares segue como unidade de Proteção Integral, sob gestão estadual.

Questionada sobre as pesquisas em andamento junto à UFMT de Sinop, o órgão informou que os estudos continuarão apenas no Cristalino, pois os recursos estão vinculados às Unidades de Conservação da Bacia Amazônia.

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