AUMENTO ACIMA DA INFLAÇÃO

Deputado apresenta projeto para revogar aumento da passagem de ônibus intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande

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A tarifa do transporte coletivo em Cuiabá aumentou em mais de 20%, ficando acima da inflação, de 7,89% em 2022. O aumento passou a valer nesta última segunda-feira (9). De R$ 4,10, os usuários do serviço começaram a pagar R$ 4,95 na passagem e, com esse reajuste, Cuiabá passou a ter a segunda maior tarifa de ônibus do país.

Os passageiros enfrentam ônibus lotados e o calor, já que nem todos possuem climatização, e o mínimo que deveria ter para justificar o aumento é o ar-condicionado, considerando que Cuiabá é uma cidade que tem como uma das principais características as altas temperaturas. Diariamente, 210 mil passageiros pegam ônibus na capital, ou seja, cerca de um terço da população cuiabana.

O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral, apresentou, na sessão de quarta-feira (11), o Projeto de Decreto Legislativo 03/2022 para revogar o aumento da tarifa do transporte coletivo intermunicipal entre Cuiabá e Várzea. Na segunda-feira (9), o valor da passagem de ônibus paga pelos usuários do transporte coletivo subiu de R$ 4,10 para R$ 4,95. Além disso, a empresa União Transportes receberá do Governo de Mato Grosso mais R$ 2,35 por cada passageiro, totalizando o valor de R$ 7,30 de tarifa.

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Lúdio Cabral destacou ainda que o valor cobrado pela passagem de ônibus é muito alto para a precariedade do serviço prestado à população.

O transporte coletivo oferecido para a população de Cuiabá e Várzea Grande é precário. O valor de R$ 4,10 já era absurdo, e R$ 4,95 é um roubo e um tapa na cara da população trabalhadora, que tem muita dificuldade para levar comida para dentro de casa. O preço do arroz, do feijão, do óleo de soja e do gás de cozinha já estão pesando demais no bolso das trabalhadoras e trabalhadores, que agora têm que gastar R$ 10 por dia para ir e voltar para casa. Estou apresentando o projeto para revogar esse aumento e abrir esse debate, afirmou.

O Projeto de Decreto Legislativo de Lúdio Cabral susta os efeitos da ata da 13ª sessão regulatória da diretoria executiva colegiada da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), publicada no Diário Oficial de 5 de maio de 2022, que concedeu o reajuste de 78% na passagem do ônibus intermunicipal, elevando o valor da tarifa de R$ 4,10 para R$ 7,30, e definiu que o Estado pague à empresa o subsídio de R$ 2,35 por cada passageiro.

Ao analisar a ata que definiu o aumento da passagem de ônibus entre Cuiabá e Várzea Grande, constatamos que o valor real da tarifa subiu de R$ 4,10 para R$ 7,30. Qual a lógica de reajustar em 78% o valor da passagem? Então, além dos R$ 4,95 que cada usuário do transporte coletivo paga, um valor que já é absurdo, o Estado de Mato Grosso passou a pagar para a empresa mais R$ 2,35 por passageiro, para completar o valor de R$ 7,30. O contrato está em vigência há 16 anos e não previa qualquer tipo de subsídio, observou Lúdio.

Na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo 03/2022, Lúdio Cabral observou que a exorbitante majoração nos valores tarifários de transporte intermunicipal de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, e ocorre 6 meses antes do término do prazo máximo de 16 anos previstos no Contrato de Concessão n. 001/2006 firmado junto à União Transportes e Turismo LTDA, concessão esta que não cabe mais renovação“.

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No Brasil “Varíola de Macaco” terá casos em breve

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Há 50 anos, em abril de 1971, 19 moradores da Vila Cruzeiro, uma comunidade de baixa renda no bairro da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foram os últimos a terem varíola no Brasil. Também acompanhados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), Bangladesh, em 1975, e Somália, dois anos depois, fizeram os derradeiros registros da doença que na década anterior causava uma mortalidade próxima a 30% das pessoas infectadas, após fazê-las sofrer com bolhas que cobrem o corpo todo antes de se abrir e liberar um líquido amarelado cheio de pus.

Como nenhum outro caso foi notificado nos anos seguintes, em 1980 a OMS reconheceu a erradicação da varíola no mundo. Causada pelo vírus Poxvirus variolae, transmitido de pessoa a pessoa ou por roupas e objetos contaminados, essa doença perseguira a humanidade durante milênios.

Volta da doença

Desde o início de maio, mais uma preocupação surgiu para o mundo: a varíola de macaco. Tipicamente endêmica de países da África, casos da doença foram registrados em países da Europa, Oceania, América do Norte e do Sul. São 131 casos confirmados e 106 suspeitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e, embora nenhum tenha sido observado no Brasil, é necessário manter a vigilância.

A primeira notificação fora da África ocorreu no dia 7 deste mês. Já o primeiro caso registrado na história se deu em 1970, na República Democrática do Congo.

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A origem dos surtos atuais ainda não foi identificada. No entanto, especialistas lembram que a varíola do macaco não se compara ao novo Coronavírus, por exemplo, em termos de transmissibilidade ou mortalidade, de modo que a ameaça deve não ser tão grave. Vale lembrar que apenas pessoas com mais de 55 anos são vacinadas contra a varíola humana, imunizante que também protege contra a versão animal do vírus.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) criou uma comissão, em caráter consultivo, cujo papel será acompanhar a possível incidência da doença no país, e a pasta da Saúde monitora o quadro por meio de uma Sala de Situação, anunciada na última segunda-feira (23/5).

Transmissão

A “varíola dos macacos” é conhecida desde 1958, quando foi diagnosticada em uma colônia de macacos. O nome veio em razão das semelhanças com a varíola previamente observada em outras espécies.

A transmissão da doença ocorre por meio de fluidos corporais, além de não estar acostumada a transitar em humanos, e por isso é considerada menos contagiosa, demandando um contato mais íntimo do que a Covid-19, por exemplo, para passar de pessoa para pessoa. De acordo com a OMS, a doença é controlável, principalmente por esses fatores.

Uma vez contraído, o vírus fica incubado por um período de 5 a 21 dias. Os sintomas incluem febre, mal-estar, dores, linfonodos inchados, fadiga e calafrios, além das características erupções cutâneas.

Os sintomas da varíola do macaco incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas e gânglios linfáticos inchados. Uma erupção cutânea geralmente aparece 3 á 5 dias após o início dos sintomas e pode se espalhar do rosto para o tronco e extremidades.

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Na América do Sul, a primeira suspeita foi registrada no domingo (23/5) na Argentina. Segundo o Ministério da Saúde local, o paciente é um morador da província de Buenos Aires, que se encontra em um bom estado, está em isolamento e recebendo tratamento para os sintomas. O Reino Unido tem nove casos confirmados, principalmente em Londres.

Portugal tem 14 casos confirmados e 20 suspeitos, enquanto Espanha tem sete casos confirmados e 24 suspeitos. A Itália tem dois casos suspeitos, enquanto a Bélgica tem dois casos suspeitos e um confirmado. França e Suécia têm um caso confirmado cada e Argentina mais um confirmado, sendo este um brasileiro.

Os EUA têm um caso confirmado e um suspeito. O Canadá tem um caso confirmado e 21 suspeitos. A Austrália tem um caso confirmado e um suspeito.

Varíola dos macacos pode chegar ao Brasil em pouco tempo.

O Brasil não tem registro da doença ainda, mas o vírus foi identificado em um brasileiro de 26 anos na Alemanha, vindo de Portugal, após passar pela Espanha.

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