MONITORAMENTO DAS BARRAGENS EM MT

Defesa Civil constatou que o nível do reservatório da Usina de Manso é considerado seguro

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A chegada da temporada de chuvas deste ano poderá colocar sob pressão o sistema de barragens brasileiro. As fortes tempestades registradas no período úmido devem se amplificar com as mudanças climáticas. Com isso, tormentas podem fragilizar ainda mais as barragens em Estados como Minas Gerais, que sofreu com muitas tempestades.

As chuvas que atingem o Estado de Minas Gerais desde o fim de dezembro, deixando diversas cidades com enchentes, se intensificaram no segundo fim de semana de janeiro. A força das águas resultou em mortes, moradores ilhados, pontes danificadas e barragem com risco de rompimento iminente. A previsão indica que as chuvas persistirão ao longo desta semana. O caso mais grave aconteceu em Capitólio, no Sudoeste de Minas Gerais. Lá, dez pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas após uma rocha de um cânion desabar durante um passeio de lanchas.

Realidade das barragens em Mato Grosso

Mato Grosso tem registrado nas últimas semanas intensas chuvas, o que exige maior atenção e alerta quanto aos cuidados com as barragens hidrelétricas e de rejeitos de mineração. Para garantir a observância dos padrões de segurança e tranquilizar a população, a Defesa Civil do Estado vem monitorando os empreendimentos.

O trabalho começou pela Usina Hidrelétrica de Manso (UHE), que fica em Chapada dos Guimarães (65 km ao Norte de Cuiabá), e deve se estender por outras 15 barragens classificadas como de alto risco.

Fizemos a inspeção na Usina de Manso por que sempre gera essa preocupação. Nossa intenção foi verificar justamente o nível do reservatório, como a usina está operando, se está dentro da normalidade, qual o nível máximo de operação e se oferece algum risco nesse momento de intensas chuvas à população”, disse o superintendente de Proteção e Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Luís Claudio Pereira da Cruz.

De acordo com Luís Cláudio, a vistoria técnica na UHE de Manso, administrada pela Furnas Centrais Elétricas, foi feita no dia 13 deste mês, quando o nível do reservatório estava a uma altura de 282 metros em relação ao nível do mar.

É um nível de segurança considerando que a capacidade de operação é até 287 metros. A população pode ficar tranquila que a Usina de Manso, nesse momento, não oferece nenhum risco, principalmente, à população da Baixada Cuiabana”, afirmou.

Atualmente, segundo ele, a UHE de Manso trabalha com 25% de sua capacidade, tendo uma turbina em operação das quatro existentes.

Para que ela consiga operar em sua totalidade, o nível de Manso tem que estar no mínimo 286 metros e isso pelo registro histórico deles (Furnas) já não acontece há três anos”, frisou.

Conforme o tenente-coronel Luís Claudio, além de Manso, esse acompanhamento será feito em outras 15 barragens de geração de energia e de rejeitos de mineração classificadas como de alto risco.

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Esses empreendimentos estão localizados nos municípios de;

Sorriso (4), Nossa Senhora do Livramento (1), Ipiranga do Norte (2), Tangará da Serra (1), Lucas do Rio Verde (1), Itiquira (1), Várzea Grande (1), Nova Santa Helena (1), Confresa (1), Ribeirão Cascalheira (1) e Campo Verde (1).

Já estamos programando para fazer essa vistoria em outras usinas classificadas como de alto risco, que caso aconteça um transbordamento ou rompimento, oferecem um grande risco à população”, frisou.

O trabalho deve ser feito em conjunto com a Gerência de Barragens da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Nesta última semana, a Defesa Civil e demais órgãos competentes, inclusive, precisaram atuar em Confresa (1.160 km ao Nordeste de Cuiabá). Por lá, a Prefeitura interditou, no dia 07 deste mês, o trânsito pelas pontes situadas sobre o Rio Gameleira, passando pela MT-432. O bloqueio visou esgotar a represa situada na Fazenda Luta, que apresenta nível alarmante de aumento do volume de água com as últimas chuvas.

Fizemos uma operação lá e ficamos por quase 10 dias. A água transbordou e precisou ser feito uma intervenção, que reuniu Defesa Civil, Sema, Corpo de Bombeiros, para abertura de dois vertedouros, ou seja, dois canais para diminuir a pressão do talude principal da barragem e, consequentemente, diminuir o nível e descartar o risco de rompimento”, informou.

Felizmente, a intervenção foi exitosa, teve o resultado esperado e hoje ela não oferece o risco de transbordamento ou rompimento, mas vamos continuar monitorando”, completou.

Já na próxima semana, uma nova inspeção será feita no local até conta da previsão de mais chuvas na região.

Começamos por Manso e vamos fazer essa inspeção ‘in loco’ em outras barragens justamente para tranquilizar a população. Mas, hoje nós não temos nenhuma solicitação ou nenhuma barragem em alerta máximo”, afiançou. – (Com Diário de Cuiabá)

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No Brasil “Varíola de Macaco” terá casos em breve

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Há 50 anos, em abril de 1971, 19 moradores da Vila Cruzeiro, uma comunidade de baixa renda no bairro da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foram os últimos a terem varíola no Brasil. Também acompanhados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), Bangladesh, em 1975, e Somália, dois anos depois, fizeram os derradeiros registros da doença que na década anterior causava uma mortalidade próxima a 30% das pessoas infectadas, após fazê-las sofrer com bolhas que cobrem o corpo todo antes de se abrir e liberar um líquido amarelado cheio de pus.

Como nenhum outro caso foi notificado nos anos seguintes, em 1980 a OMS reconheceu a erradicação da varíola no mundo. Causada pelo vírus Poxvirus variolae, transmitido de pessoa a pessoa ou por roupas e objetos contaminados, essa doença perseguira a humanidade durante milênios.

Volta da doença

Desde o início de maio, mais uma preocupação surgiu para o mundo: a varíola de macaco. Tipicamente endêmica de países da África, casos da doença foram registrados em países da Europa, Oceania, América do Norte e do Sul. São 131 casos confirmados e 106 suspeitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e, embora nenhum tenha sido observado no Brasil, é necessário manter a vigilância.

A primeira notificação fora da África ocorreu no dia 7 deste mês. Já o primeiro caso registrado na história se deu em 1970, na República Democrática do Congo.

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A origem dos surtos atuais ainda não foi identificada. No entanto, especialistas lembram que a varíola do macaco não se compara ao novo Coronavírus, por exemplo, em termos de transmissibilidade ou mortalidade, de modo que a ameaça deve não ser tão grave. Vale lembrar que apenas pessoas com mais de 55 anos são vacinadas contra a varíola humana, imunizante que também protege contra a versão animal do vírus.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) criou uma comissão, em caráter consultivo, cujo papel será acompanhar a possível incidência da doença no país, e a pasta da Saúde monitora o quadro por meio de uma Sala de Situação, anunciada na última segunda-feira (23/5).

Transmissão

A “varíola dos macacos” é conhecida desde 1958, quando foi diagnosticada em uma colônia de macacos. O nome veio em razão das semelhanças com a varíola previamente observada em outras espécies.

A transmissão da doença ocorre por meio de fluidos corporais, além de não estar acostumada a transitar em humanos, e por isso é considerada menos contagiosa, demandando um contato mais íntimo do que a Covid-19, por exemplo, para passar de pessoa para pessoa. De acordo com a OMS, a doença é controlável, principalmente por esses fatores.

Uma vez contraído, o vírus fica incubado por um período de 5 a 21 dias. Os sintomas incluem febre, mal-estar, dores, linfonodos inchados, fadiga e calafrios, além das características erupções cutâneas.

Os sintomas da varíola do macaco incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas e gânglios linfáticos inchados. Uma erupção cutânea geralmente aparece 3 á 5 dias após o início dos sintomas e pode se espalhar do rosto para o tronco e extremidades.

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Na América do Sul, a primeira suspeita foi registrada no domingo (23/5) na Argentina. Segundo o Ministério da Saúde local, o paciente é um morador da província de Buenos Aires, que se encontra em um bom estado, está em isolamento e recebendo tratamento para os sintomas. O Reino Unido tem nove casos confirmados, principalmente em Londres.

Portugal tem 14 casos confirmados e 20 suspeitos, enquanto Espanha tem sete casos confirmados e 24 suspeitos. A Itália tem dois casos suspeitos, enquanto a Bélgica tem dois casos suspeitos e um confirmado. França e Suécia têm um caso confirmado cada e Argentina mais um confirmado, sendo este um brasileiro.

Os EUA têm um caso confirmado e um suspeito. O Canadá tem um caso confirmado e 21 suspeitos. A Austrália tem um caso confirmado e um suspeito.

Varíola dos macacos pode chegar ao Brasil em pouco tempo.

O Brasil não tem registro da doença ainda, mas o vírus foi identificado em um brasileiro de 26 anos na Alemanha, vindo de Portugal, após passar pela Espanha.

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