ELEIÇÃO 2020 EM CUIABÁ

Candidatos à Prefeitura de Cuiabá alteram suas estratégias na campanha com os resultados das pesquisas

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Já estavam programados para os próximos dias, os marqueteiros Antero Paes de Barros e Carlos Rayel, inaugurarem alterações no curso das campanhas dos dois mais competitivos candidatos a Prefeitura de Cuiabá: Roberto França Auad (Patriota) e Emanuel Pinheiro (MDB).

Tudo normal até aí, já que estamos no período sempre utilizado para situações mais impactantes, porém, as pesquisas da última semana impuseram uma rearrumação geral nos dois com a consequente mudança de estratégia.

As mudanças a serem empreendidas pelos postulantes, agora, com a presença de Abílio Jacques Brunini Moumer, o polêmico Abílio Júnior, que nestas ultimas pesquisas que mostrou sua força, serão notados na propaganda eleitoral do Rádio, na Televisão e nas ruas.

Nesta sexta-feira (16), a apresentação da primeira pesquisa realizada pela TV Centro América, afiliada a Rede Globo de Televisão, juntamente com o Instituto Brasileiro de Opinião Publica e Estatística (Ibope) sobre a eleição em Cuiabá, apresentou o candidato do Podemos, o vereador Abílio Júnior, com 26% das intenções de voto em primeiro lugar, seguido pelo emedebista e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro, com 20%, na terceira colocação, aparece o candidato do Patriota, o ex-prefeito Roberto França Auad, com 19%.

A candidata do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), Gisela Simona Viana de Souza, em quarto lugar, com 11% da preferência do eleitorado, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Julier Sebastião aparece em seguida com 3%, Paulo Henrique Grando do Partido Novo, com 2% e Gilberto Lopes (Pros), que não pontuou nesta pesquisa da TVCA/IBOPE.

Mas como estamos aqui, para deixa-los por bem informados, antecipamos para os senhores e senhoras internautas: se preparem para a baixaria na campanha eleitoral a partir desta semana, ataques pessoais, escândalos sexuais, desvio de dinheiro e até ameaça de prisão.

O caminho desta campanha vai gerar um clima de desespero para alguns candidatos que tentarão salvar suas peles.

O que a equipe do Blog do Valdemir percebe é que candidatos estão temendo novas gravações e insultos.

Segundo o candidato Abílio Júniora partir de agora o cenário será tenso, com ataques, calúnias e uso de dinheiro público. Eles (coordenação dos candidatos) vão contratar pessoas, vão dar combustível, vão fazer um monte de coisas, denunciou o candidato do Podemos.

E para quem não for atingido, a melhor estratégia é manter-se acima dos ataques e evitar as provocações, já que a campanha entrará num caminho sem volta e deve insistir num vale-tudo para que todos os candidatos “se igualem na lama”.

Já que citamos lama. Fiquem cientes que a campanha eleitoral deve afundar mais ainda no lamaçal. A campanha mais suja na capital: carros arranhados por rivais, distribuição de panfletos apócrifos e programas caluniosos.

Enfim, somente os internautas do Blog do Valdemir já sabem como será o restante da campanha, mas, ainda não sabemos como será o papel de Emanuel Pinheiro, como desvincular as denúncias, se participará ou não dos novos debates após as pesquisas, se haverá mais deslizes de Abílio Júnior, se Roberto França confirmará o seu crescimento.

A única certeza é que em 15 de novembro, a população irá depositar o seu voto nas urnas para levar dois para o segundo turno. Ou acabará no primeiro?

E por falar em Emanuel Pinheiro

O Blog do Valdemir, afirma que o final de semana foi de pânico entre alguns correligionários e principalmente de candidatos a vereador que apoiam a candidatura da reeleição do Prefeito de Cuiabá. O clima era de “salve-se quem puder”, com temor que Emanuel Pinheiro prejudicasse suas eleições para a Câmara Municipal de Cuiabá.

Lideranças políticas e de bairros já deram sinal para a debandada, ao dizer que as obras nos bairros estão paralisadas a quinze dias, e que não faria campanha por que os moradores estão cobrando o término e nem defenderia o Prefeito de Cuiabá. A coordenação de campanha orientou as lideranças a fazer o que for necessário “para defender o seu prefeito”.

A situação ficou tão embaraçosa que o núcleo da campanha, após uma reunião de emergência reforçou o apoio a Emanuel Pinheiro dizendo que “nada havia mudado dentro do comitê da campanha”.

Hoje, o candidato a eleição ou a reeleição, também precisa começar a se preocupar com varias coisas na sua eleição, inclusive com o orçamento que é pouco da campanha de vereador, o que vem acontecendo é que alguns já dizem estar preocupado porque ate o momento não viu a cor do dinheiro.

A crescente onda de renovação que toma conta do país afirma que campanhas eleitorais “de verdade” não precisam de grandes verbas e sim de bons argumentos mais redes sociais, mais engajamento. Então entregar esses argumentos aos eleitores sem considerar os custos mínimos de uma campanha política de vereador?

E para você que reclama da nota da redação, segura essa então: propagandas voltadas a macular imagens de rivais podem voltar contra os próprios autores de denúncias caluniosas.

E para esperarmos a segundona

A pesquisa é como um termômetro, aferindo febre, refletindo um momento, mas tem que ser acompanhada, pois a oscilação é constante e sabemos que as pesquisas qualitativas entre outras são instrumentos preciosos que candidatos e estrategistas de campanha possuem para enfrentar uma disputa eleitoral.

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Entre o desejo e a realidade

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Entramos a campanha eleitoral agora em novembro, com os candidatos 90% definidos e a dura realidade de uma eleição sem cara e sem cor. Não é uma eleição vermelha ou amarela, nem azul ou verde, temos uma verdadeira salada mista. Coligações improváveis ou mesmo tradicionais por pura conveniência eleitoral. Nesse último caso, o cenário mudou pouco.

Parece que a vontade e desejo de uma grande mudança de tudo que temos visto em política nos últimos anos é predominante. Talvez porque o sentimento da grande maioria é de que existe falta de opções políticas de renovação com um conceito mais ético, principalmente fora dos padrões do atual de governo e do anterior.

As últimas pesquisas mostram que o desejo de mudança tem atraído uma parte considerável dos eleitores. Sem dúvida a intenção de voto que aconteceu com o nosso presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro é o mais puro e claro sinal desta vontade de mudar. A diferença entre o desejo e a realidade é sempre cruel e existe um paradoxo entre ambos. A nossa infeliz realidade é que o Brasil criou um sistema, tanto político quanto social e estrutural que funciona com grande ineficiência em quase todas áreas: saúde, educação e segurança pública.

A chamada “O país que quero” que a Rede Globo fez por todo Brasil em rede nacional explica um pouco deste sentimento e todos desejos pretendidos são sempre no mesmo tom.

Eu desejo um país que não tenha corrupção e tenhamos políticos honestos. Desejo que os hospitais tenham um atendimento mínimo e humanizado para a população. Desejo que tenhamos uma melhor distribuição de renda. Desejo que tenhamos um mínimo de segurança aceitável dentro dos padrões social”.

O cerne da questão é que não encontramos um político que preencha todas as nossas aspirações. Que não pratique o tão conhecido “toma lá, dá cá” e tenha capacidade administrativa e gerencial para montar uma equipe de alto nível e de altos padrões éticos. Ainda é importante não retroceder em situações já superadas, tanto no campo econômico quanto no campo político e trabalhista. Retomar esses debates não favorece o país e pode representar perdas que irão demorar décadas para serem recuperadas, bem como arriscar a baixa inflação e juros baixos.

Já tivemos essa experiência em alguns Estados do Brasil e o Rio de Janeiro é o exemplo mais evidente do que estamos falando. Na última eleição para prefeito, Marcelo Crivella foi o vencedor e o resultado ficou muito pior que se imaginava com o Rio entregue à total inoperância da máquina.

É o velho ditado se concretizando: está ruim, mas pode ficar muito pior. Sob o governo de Sérgio Cabral e Crivella, o Rio voltou uma década em muitas áreas, principalmente na questão da segurança pública e, no caso do Crivella, a volta do comércio sem lei nas ruas.

É por isto que devemos atentar e evitar escolhas embasadas mais pelo descontentamento do que na busca da virtude do candidato.

Vamos aos candidatos.

Desejo que os nossos candidatos a Prefeitura de Cuiabá nesta eleição acabe com a criminalidade desenfreada, investindo em Saúde, Educação, Infraestrutura.

A pergunta correta é: como fazer e de que forma priorizar o pouco orçamento disponível? Aos candidatos, perguntaria como vamos finalizar as centenas de obras de infraestrutura que estão inacabadas e geram um enorme prejuízo para o município? Vimos no passado a criação de programas e liberação de recursos com a promessa da criação de novos empregos. A realidade foi a perda de recursos públicos por falta e empenho.

São perguntas objetivas que não podem ter respostas vagas. Servem para avaliar a melhor a estratégia e a convicção de realizar do candidato, sem perder de vista seus desejos e a realidade do cenário político brasileiro.

Cada vez mais, está se diminuindo o tempo e o espaço para promessas simplesmente populistas: vou acabar com a fome no país, vou dar moradia decente para os nossos cidadãos, vou resolver e vou fazer.

O povo hoje já tem muito mais capacidade de avaliar as promessas. Temos quase um celular por habitante e isto gera informação. Estes dois exemplos são a essência desta matéria. Entre o desejo e a realidade. Poderíamos perguntar a todos os outros candidatos que tem o mesmo discurso o que eles desejam. A dura realidade, entretanto, é que possivelmente teremos uma alta renovação do Congresso Nacional, segundo as pesquisas e nesse ponto começa o maior problema do novo Executivo que será eleito este ano.

Não existe governabilidade sem a bênção do legislativo. A história mostra que governar sem o apoio do centro, é pura ficção, haja visto o que aconteceu com os ex-presidentes Collor e Dilma que, órfãos de apoio na Câmara, foram retirados dos cargos via impeachment principalmente por contrariar os desejos do Congresso. O mesmo acontece agora com o atual presidente, que chegou a ensaiar a reforma da Previdência e foi dado um sonoro não a ele pelo Legislativo.

Se realmente queremos mudança, o foco deve ser na base legislativa, pois é de lá que irão acontecer as principais mudanças. Acredito fielmente que a figura de um Don Quixote e seu escudeiro não mudarão efetivamente nada, por maior que seja o desejo de todos. É necessário um governo mais forte e com mais coligações partidárias para aprovar profundas reformas.

Acreditar que presidentes controlam corrupção é acreditar em história da carochinha e, se fosse assim, o PT teria conseguido controlar alguma coisa neste sentido. As instituições são autocontroladas por meio de normativos independentes, como vem acontecendo agora através das instituições democráticas. Por isto me causa estranheza tanta gente culta enaltecendo determinados candidatos que seriam “da mudança”.

Faço a pergunta: mudança de quê?

Espero que tenham razão, pois este também é o desejo da equipe do Blog do Valdemir, mas, como disse no início, pode ser mais desejo do que realidade este profundo desejo de mudança.

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