LUGAR DE DESTAQUE NO DUTRINHA

Brazuca será instalada no Dutrinha

Publicados

em

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que a Brazuca, monumento que representa a bola da Copa do Mundo de 2014, será instalada no Estádio Eurico Gaspar Dutra, o popular Dutrinha. Neste momento, a réplica passa por um processo de restauração realizado por meio do trabalho dos artistas plásticos regionais Regis Gomes e Sued J. Ferreira.

No início de junho, a Brazuca, que originalmente fica em uma rotatória na Avenida Miguel, foi encontrada por torcedores no Estádio Dutrinha, em Cuiabá, o que gerou revolta nas redes sociais. E segundo a Prefeitura de Cuiabá, foi determinada uma restauração no monumento e nega que a Brazuca tenha sido abandonada.

De acordo com o cronograma, a previsão é de que o trabalho seja concluído em até 10 dias. Além da pintura, o processo conta ainda com os serviços de lixamento e recuperação das partes danificadas com massa de revestimento.

A réplica da bola da Copa de 2014 foi construída pela Prefeitura de Cuiabá como símbolo do evento esportivo que teve a capital mato-grossense como uma de suas sub-sedes. A bola foi feita de material de fibra, possui aproximadamente dois metros de diâmetro, e desde sua instalação, em 2014, nunca havia recebido um trabalho de revitalização.

Leia Também:  Intermat e MT Par formalizam parceria para regularização fundiária em Várzea Grande

Segundo a Prefeitura de Cuiabá, toda a ação foi acompanhada de perto pela Empresa Cuiabana de Zeladoria a Serviços Urbanos (Limpurb), com o intuito de garantir o padrão de qualidade na restauração, e tem como finalidade devolver ao objeto o visual original que foi desgastado com o passar do tempo. Conforme explicado pelo prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro, durante a live transmitida em suas redes sociais, ainda será definida uma data para a recolocação da Brazuca.

É mais um feito histórico envolvendo o nosso Estádio Eurico Gaspar Dutra, que já recebeu, por exemplo, a Taça Jules Rimet, quando o Brasil foi tricampeão mundial no México, em 1970. Agora, o nosso palco de glórias e de uma geração de outro do futebol mato-grossense também terá como uma de suas atrações a Brazuca, comentou o prefeito.

O monumento ficará no mesmo espaço em que hoje se encontram as esculturas dos eternos craques Fulepa, (Goleiro do Mixto), Avião (zagueiro do Dom Bosco), e Bife (centroavante do Operário de Várzea Grande). Emanuel Pinheiro lembrou ainda que o Estádio Eurico Gaspar Dutra foi totalmente requalificado por sua gestão.

Nós o requalificamos e entregamos lindíssimo de volta para o seu legítimo dono, que é o povo cuiabano. Ele foi por décadas o principal palco do futebol mato-grossense, que já recebeu os maiores jogadores do Brasil, entre eles Pelé. No ano em que eu nasci, em 1965, o rei do futebol jogou no Dutrinha contra o meu Dom Bosco”, relatou.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Destaques

Pesquisadores e organizações alertam para degradação do Parque Cristalino

Publicados

em

Considerado um dos últimos “sobreviventes” do avanço do desmatamento ao norte de Mato Grosso, o Parque Estadual do Cristalino pode ser extinto em breve, após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta semana. Com mais de 118 mil hectares, o parque foi criado há mais de 20 anos e instituído como Unidade de Conservação (UC), abrigando espécies raras da fauna e flora, incluindo algumas em extinção no Brasil.

Pesquisadores alertam sobre os riscos da degradação ambiental, expansão de atividades exploratórias, grilagens e até o desaparecimento de espécies exclusivas do bioma. Entidades socioambientais do estado já estudam meios judiciais para suspender os efeitos da decisão.

A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) saiu após um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que não obteve qualquer recurso por parte do estado, sinalizando a despreocupação com que questões ambientais vêm sendo tratadas em Mato Grosso.

Situado na divisa entre Novo Mundo e Alta Floresta, o Parque Estadual do Cristalino II é quase um “santuário” de mamíferos, aves e florestas tropicais. Entre os argumentos usados pelo Subprocurador-Geral de Defesa do Meio Ambiental, Davi Maia Castelo Branco Ferreira, está a ausência da realização de audiências públicas e estudos técnicos de viabilização para a criação de uma Unidade de Conservação à época do Decreto Estadual n.º 2.628, de 30 de maio de 2001. A tese acolhe um pedido da empresa agrícola Sociedade Comercial e Agropecuária Triângulo Ltda, localizada em São Paulo (SP).

De acordo com o biólogo e professor do Núcleo de Estudos da Biodiversidade da Amazônia Mato-grossense da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, Domingos de Jesus Rodrigues, a primeira reação diante da notícia da extinção do parque foi de “incredulidade”. Segundo ele, a decisão vai na contramão do ponto de vista socioambiental.

Enquanto o mundo todo reforça a importância de preservar áreas de florestas para garantir o ciclo das águas, o equilíbrio ambiental, dentre outros pontos, uma decisão como essa, acaba com tudo. Ela revela o descompasso entre os interesses ambientais e jurídicos/econômicos em Mato Grosso”, alerta.

Por meio de um Termo de Cooperação Técnica assinado em 2009 entre a UFMT de Sinop e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT), diversas pesquisas científicas são realizadas no Cristalino há mais de 10 anos. A parceria foi renovada em 2020 por, teoricamente, mais uma década.

Leia Também:  Wilson Santos se afasta da Secid por 30 dias para destravar VLT na Assembleia Legislativa

No entanto, com a decisão de extinguir o parque, estudos ainda em andamento serão interrompidos, uma vez que o acesso ao local deve ser dificultado.

São mais de 10 dissertações, 30 artigos científicos, livros com a categorização de espécies, trabalhos de georreferenciamento, identificação de novas espécies. Tenho alunos que acabaram de retornar de lá e uma turma que seguiria na próxima semana para dar continuidade a pesquisas. Há projetos para proteção da biodiversidade, estações de medição do volume de chuvas, enfim, diversas atividades em andamento e em parceria com outras instituições. Fomos pegos totalmente de surpresa e agora a preocupação é quanto ao risco de degradação ambiental e perda de espécies raras, lamenta o biólogo.

Uma das espécies mais ameaçadas de extinção é o macaco-aranha-de-cara branca, encontrado raramente no Parque Cristalino e acompanhado por pesquisadores. O primata não “mora” no local por acaso. O biólogo e professor associado da UFMT de Sinop, conselheiro do Instituto Ecótono e presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia, Gustavo Rodrigues Canale, explica que a faixa amazônica em Mato Grosso é dividida em ecorregiões com particularidades. Assim, espécies encontradas em uma área só podem viver naquele local.

Quando se fala em Mato Grosso, muitas pessoas pensam só haver o Pantanal e o Cerrado, mas há uma faixa importante da Amazônia. Perdendo espécies neste local não há como ‘substituí-las’ em outro lugar, pois elas não sobrevivem. A área do Cristalino é estratégica para muitas espécies, porque fica na transição de dois biomas, a Amazônia e o Cerrado. Infelizmente, quando se olha para Mato Grosso, nota-se uma perda cada vez maior de florestas tropicais. Hoje, o norte do estado é praticamente um vazio de unidades de conservação. Perder o Cristalino é perder uma dessas poucas áreas, acrescenta.

Risco para outras unidades é levantado

Em nota divulgada nesta quinta-feira (04), o Observatório Socioambiental de Mato Grosso (Observa-MT) alerta para o risco de a decisão afetar outras 18 Unidades de Conservação Estaduais, caso os questionamentos feitos em relação ao Cristalino desdobrem aos demais.

Com isso, o Estado de Mato Grosso perderia 1,38 milhões de hectares de áreas protegidas, colocando em cheque os seus compromissos internacionais de redução de emissão de carbono, a credibilidade dos seus posicionamentos quanto à sustentabilidade do estado e os fluxos de recursos para o desenvolvimento de baixo carbono e a modernização das práticas agropecuárias, cita um trecho do documento.

Dentre os riscos para estas unidades está o aumento nos conflitos agrários e avanço do desmatamento pelo agronegócio, como aponta Gustavo Canale.

O que deveria ser feito é aumentar as áreas de conservação em Mato Grosso, sobretudo na região norte, que já sofre com o desmatamento. É uma região preciosa e que deve ser preservada. A perda daquela área como Unidade de Conservação deve aumentar a possibilidade de disputas de terras e grilagens, o que coloca em risco várias espécies da fauna e flora”.

Diante da situação, e apesar do voto vencido do relator desembargador Luiz Carlos da Costa, que afirma que foi realizado estudo técnico para criação do Parque, organizações socioambientais de Mato Grosso, apoiadas por assessorias jurídicas e especializadas, estudam meios judiciais para suspender os efeitos da decisão.

Leia Também:  Governo pede novo prazo para decisão sobre retomadas das obras do Hospital Universitário

Um dos pontos questionados sobre a decisão é quanto ao trânsito em julgado do processo para o Estado de Mato Grosso sem nenhum recurso judicial interposto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), o que demonstra uma inércia do Poder Público na defesa de suas áreas de preservação.

No entanto, nesta última quinta-feira (04), a movimentação processual foi cancelada, cabendo recursos junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Em resposta sobre o caso, a Sema informou que por se tratar de decisão judicial de última instância, o Estado revogará o decreto. A pasta destaca que a decisão abrange “apenas” o Parque Cristalino II que possui mais de 80 mil hectares de área, enquanto o Parque Estadual do Cristalino com 66 mil hectares segue como unidade de Proteção Integral, sob gestão estadual.

Questionada sobre as pesquisas em andamento junto à UFMT de Sinop, o órgão informou que os estudos continuarão apenas no Cristalino, pois os recursos estão vinculados às Unidades de Conservação da Bacia Amazônia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA