VAI PARA REELEIÇÃO

Acabou a novela: Pinheiro será candidato a reeleição com Stopa de vice

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O que chamou atenção está semana da equipe do Blog do Valdemir foi a família Pinheiro, na disputa pelas prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande. Quer dizer que pai e filho no páreo nas duas principais cidades de Mato Grosso? Não. Nada disso, Emanuelzinho Pinheiro só precisava de holofote, para não cair no ostracismo.

Assim neste domingo, você reunido com a sua família, saboreando uma bela macarronada, eis que surge o seu cunhado e diz: acabou a especulação sobre a candidatura de Emanuel Pinheiro. Ele será candidato a reeleição, sendo que, o seu ex-secretário de obras José Roberto Stopa do Partido Verde (PV) será o seu vice nesta eleição de novembro.

Eitaaa domingão! Mas calma, neste momento, o emedebista Emanuel Pinheiro está buscando convergir com os partidos.

Mas saiba que não foi difícil de convencer o atual alcaide cuiabano e tentar a reeleição.

Após pressão do Diretório Regional e ao pedido do presidente da nacional da sigla, deputado Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi, o “Baleia Rossi” do MDB do Estado de São Paulo, em um vídeo publicado está semana, Emanuel olhou as palavras cruzadas e enxergou que o melhor caminho a fazer é tentar a reeleição.

O emedebista Emanuel Pinheiro tem consciência que terá um páreo duro pela frente e para encarar o ex-prefeito de Cuiabá, e apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França Auad, dono de respeitável capital político na cidade e é considerado por muitos como uma grande ameaça aos planos da reeleição do atual prefeito da Capital.

Para reforçar sua equipe nesta eleição, Emanuel convocou o seu ex-secretário de Obras Públicas do Partido Verde (PV), José Roberto Stopa.

Pinheiro sabe que o retrospecto negativo de sua gestão aliado às denúncias em seu staff e aliado ao forte concorrente do partido dos Patriotas, a disputa poderá sacramentar sua derrota.

A estratégia de Emanuel, não funcionou, ou seja, fazendo o joguinho “nem tô aí” para que os adversários ficassem preocupados e desistissem antes mesmo de entrar na disputa.

Conversa de bastidores

Em conversas com amigos e correligionários, Emanuel Pinheiro crítica o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, seu grande desafeto hoje, na área de Saúde. Diz que o atendimento nos hospitais e nos Postos de Saúde, 65% é de pacientes do interior do Estado.

Quer saber? Governador está sozinho. E está sozinho porque quando você tem um problema, você tem que chamar para a mesa alguém que sabe mais que você“, alfinetou Pinheiro.

Nesta quinta-feira em reunião com os amigos no qual sacramentou a sua candidatura e reeleição, perguntado se o governador Mauro Mendes não tem na sua equipe alguém que saiba mais do que ele (prefeito), foi taxativo…, “NÃO”.

Reeleição

O emedebista cuiabano Emanuel Pinheiro irá comunicar seu interesse de se candidatar para a busca da reeleição este ano. Entre aliados é grande a expectativa quanto ao anúncio que será feito. No entanto muitos já sabem a decisão que Emanuel vai anunciar.

Mas, saiba Emanuel que: em uma candidatura e reeleição e chance de um prefeito se reeleger é proporcional a aprovação de sua gestão na Prefeitura de Cuiabá.

Assim mostra estudo que cruzou avaliações dos prefeitos de 76 grandes municípios brasileiros.

A reeleição tem sido estritamente fiscalizada pelo povo, mostra o trabalho.

O cruzamento de dados estipulou os limites de uma “taxa de êxito” para medir a chance da reeleição. Os que chegam às vésperas do pleito com aprovação de 50% têm 59% de chances de serem reeleitos, mas uma avaliação positiva de 40% reduz essas chances para 36%, se aprovação for de 30%, a chance de reeleição desaba para 16%.

Portanto… QUE COMECEM OS JOGOS VORAZES

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Destaques

Pantaneiros, quilombolas e indígenas relatam destruição causada pelo fogo no Pantanal

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O desmatamento que reduz o volume de água no Pantanal, a dificuldade para combater o fogo, a destruição de roças e casas, a morte de animais e da vegetação, e as consequências depois que a chuva chegar foram debatidos na audiência pública remota sobre queimadas no Pantanal realizada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

Todos que estão na linha de frente combatendo o fogo estão expostos a morrer, respirando a fumaça e adoecendo. Estamos vivendo uma pandemia. Mas o fogo no Pantanal não é a doença. O fogo no Pantanal é a febre. Não adianta dar antitérmico sem tratar a doença. E muitos aqui disseram com clareza qual é a doença“, disse Lúdio.

Pelo aplicativo Zoom, a audiência reuniu mais de 100 pessoas, entre pantaneiros, indígenas, quilombolas, bombeiros, técnicos, pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), gestores públicos e parlamentares. A audiência abriu a programação da comissão do Congresso Nacional que visita o Pantanal neste fim de semana.

Moradores relataram o impacto do fogo nas comunidades.

Mais de 80% da nossa área foi queimada. A gente perdeu roça, perdeu casa, perdeu nossa medicação tradicional porque queimou grande parte da mata. Temos passado os últimos dias com muita tristeza. É muita fumaça, pessoas com dificuldade pra respirar. E nossa vida está em risco, porque não temos mais segurança alimentar, contou Alessandra Alves, indígena do povo Guató.

Leidiane Nascimento da Silva, da comunidade Pantanalzinho, de Barão de Melgaço, destacou a tristeza e impotência diante do fogo.

Vejo tudo aquilo que eu amo se acabando em chamas. O povo pantaneiro luta pelo Pantanal. É aqui que residimos, é de onde tiramos nosso sustento, disse. Maria Helena Tavares Dias, do Território Quilombola Vão Grande, de Barra do Bugres, contou que, todos os anos, a casa de algum morador queima. Não só os animais estão sendo mortos. As queimadas atingem nossas famílias. Nossas nascentes estão secando“.

Para a coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, falta visibilidade a quem conserva o bioma.

Tivemos pessoas fazendo guarda dia e noite para o fogo não entrar nas casas. É muito triste ver o Pantanal nessa situação. Mas é mais triste ainda saber que isso é um dos meios para retirar as comunidades tradicionais do Pantanal. Depois do incêndio é que vamos saber a dimensão do que isso vai causar nos nossos territórios e nas nossas vidas. O Pantanal é nossa casa, disse.

Estamos na maior área úmida do mundo, falando do fogo. É uma contradição. Nós, pantaneiros e pantaneiras, sentimos muito. Eu vou na beira do rio e dá vontade de chorar. Tem gente decidindo pelo Pantanal que não sabe o que é vida, só sabe o que é negócio. Enquanto para uns é o negócio, para nós é a vida que está ameaçada, disse Isidoro Salomão, ambientalista e membro da Sociedade Fé e Vida.

Avanço do fogo

Dados da ocupação do Pantanal apresentados pelo coordenador de Inteligência Territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), Vinícius Silgueiro, mostram que 25% do território do bioma é ocupado por 32 grandes fazendas. Mais de 1,3 milhão de hectares foram queimados neste ano, ou seja, 22% do bioma.

Prevenção também é fiscalização, investigação e responsabilização, seja com multa, embargos ou restrição de crédito. Não podemos dar sinal de que crime ambiental não dá em nada, afirmou.

Este é o período que mais queimou desde o início do monitoramento de queimadas, em 1998“, informou Fabiano Morelli, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao exibir imagens de satélite que mostram o avanço do fogo e o rastro de destruição.

Cristina Cuiabália, da reserva Sesc Pantanal, relatou o combate às chamas na unidade de conservação e os projetos de recuperação do bioma.

A paisagem tem o homem pantaneiro, a mulher pantaneira e a biodiversidade, disse.

Causas sistêmicas dos incêndios

A pesquisadora Michele Sato, da UFMT, afirmou que o desastre no Pantanal é consequência de mudanças climáticas.

Estamos vivendo uma crise planetária sem precedentes. Projeções indicam que vai piorar“.

Solange Ikeda, pesquisadora da Unemat destacou a importância de conservar o Rio Paraguai e seus afluentes e explicou a dinâmica dos chamados “rios voadores”.

A água evapora do Oceano Atlântico, chega na Amazônia e é barrada pela cordilheira dos Andes. Então a água chega aqui no Centro-Oeste e no Sudeste e deságua em forma de chuva, disse.

Pantanal não é só onde alaga. Tudo que acontece no planalto interfere na planície. É importante haver política integrada para planalto e planície, para não permitir plantio de soja, como é permitido em outros biomas, disse a professora Onelia Rossetto, da UFMT.

Ela apontou ainda o plantio de espécies exóticas de pasto para engordar o gado e o baixo índice de áreas protegidas como fatores que agravam os incêndios no Pantanal.

André Luiz Siqueira, da Ecologia em Ação (Ecoa), criticou a postura do governo federal de culpar as unidades de conservação e defender a troca da vegetação do Pantanal por pasto.

Gado não é bombeiro do Pantanal. O principal regulador de desmatamento e incêndios do Pantanal é o Rio Paraguai, seus afluentes e suas áreas de inundação, afirmou.

A pesquisadora Viviane Layme, da UFMT, lembrou que, além do impacto imediato sobre a fauna, com a morte dos animais, haverá também o impacto do pós-fogo.

O que sobra para os sobreviventes? Escassez de água, aumento de temperatura, solo e água contaminados, perda de alimento e de locais para ninho. Além da vegetação e do banco de sementes perdidos com o fogo“, disse.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB, Gláucia Amaral, propôs um plano de emergência para alimentar os animais no pós-fogo, enquanto a vegetação e os rios se recuperam.

Marcelo Latterman, da Campanha de Clima e Justiça do Greenpeace, sugeriu um decreto de emergência climática.

Mato Grosso pode ter essa posição de vanguarda no Brasil, para aumentar a pressão sobre os entes públicos, disse.

Dificuldades dos órgãos responsáveis

A superintendente substituta Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier Ribeiro, apresentou o contexto das brigadas em Mato Grosso e citou a limitação do órgão, que pode atuar somente em unidades de conservação e terras da União. Alex Marega, adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), destacou dificuldades no combate ao fogo e a reincidência dos crimes ambientais.

O Pantanal chegou nesse ponto agora por um conjunto de fatores. Áreas que deveriam estar alagadas nesse período estão completamente secas“, disse.

O coronel aposentado do Corpo de Bombeiros Paulo Barroso, que preside o Comitê do Fogo de Mato Grosso, afirmou que é necessário treinar mais brigadistas na região.

Agora estamos desesperados querendo apagar fogo e resgatar animais. Depois, quando chover, e as cinzas forem carreadas para os rios, vão matar muitos peixes e criar um desastre na economia local para quem depende disso“, observou.

A promotora de Justiça Ana Luiza Peterlini cobrou punição.

A responsabilização tem que ser exemplar. Além do desmatamento dentro do Pantanal, há também a drenagem das áreas úmidas, que altera todo o ciclo geológico do Pantanal. Ela tem sido feita nas cabeceiras, no planalto, e também na planície, para propiciar a agricultura em áreas impróprias, afirmou.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, afirmou que o desmatamento das nascentes para plantio de soja e algodão também está acabando com o Pantanal.

O pecuarista e empresário do turismo Leopoldo Nigro cobrou uma legislação específica para o Pantanal, como existe em outros biomas.

Política antiambiental

A deputada federal Rosa Neide (PT-MT) criticou a postura negacionista do governo federal quanto às mudanças climáticas.

Temos que colocar o dedo na ferida. Se não planejarmos agora, o desastre no ano que vem será ainda maior, alertou.

O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) cobrou investimento e atuação do governo federal, com envio das Forças Armadas para combater os incêndios.

Podemos aprimorar a legislação e cobrar responsabilidade de um governo que faz política antiambiental, disse.

O deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, observou que a bacia do Paraguai abastece todo o sul do país e propôs fazer ajustes na Lei do Pantanal.

“A boiada está passando. Nenhum governo foi tão devastador para o meio ambiente”, disse Helica Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

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