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A cada cinco anos e 2 meses, um dos nossos representantes no Congresso Nacional é cassado

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Desde 1993, o Estado de Mato Grosso, vem fazendo história (ruim), no cenário político brasileiro. Ou seja, nossos representantes no Congresso Nacional vêm perdendo o seu mandado.

Aqui vamos registrar, somente após a divisão do Estado que ocorreu em 1977.

Porém a história diz antes da divisão, os parlamentares que perderam o mandado foram: Wilson Fadul, do PTB, em 1962, Wilson Martins, do MDB e José Feliciano de Figueiredo, também do MDB, ambos cassados em 1966.

Porém nos últimos 26 anos, poderemos escrever uma nova história com a Senadora do Podemos, Selma Rosane Santos Arruda, como a quinta parlamentar e ser cassado em Mato Grosso.

É isso mesmo. Se a cassação da Senadora Selma Rosane Santos Arruda se concretizar, ela será a quinta da história de Mato Grosso. Cada um com um motivo diferente, porém com o mesmo fim…, triste fim.

Afinal, a cassação de mandado é o pior momento para qualquer político brasileiro. Podendo ocorrer pelos mais diversos motivos.

O primeiro parlamentar a começar a escrever esta triste história foi o Itsuo Takayma, ex-deputado federal, cassado em 1993, pela Resolução nº 54/93 por compra de filiação partidária. Na época estava filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Tentou retornar a política em 2006 concorrendo a uma vaga de deputado estadual do Estado do Mato Grosso pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), não obtendo sucesso.

Na ocasião Itsuo, negou as acusações de que teria recebido dinheiro para mudar de partido. O assédio teria sido do PSD. Takayma se diz injustiçado, diz que foi pego de “boi de piranha”.

Uma coincidência ele passou somente, dez meses na Câmara Federal. Ele era suplente e assumiu no lugar de Oscar Travassos (PFL), que saiu para ser secretário de Segurança Publica do Estado de Mato Grosso do governo Jayme Veríssimo de Campos, época no PFL, hoje DEM.

O segundo a escrever sua história, na política dos cassados, foi o deputado federal, Augustinho de Freitas Martins, que foi traído por um compromisso com o deputado federal Wellington Antônio Fagundes, que, antes da campanha de Rogério Silva (PPS), foi cassado por compra de voto.

A história de Augustinho é curiosa: antes da eleição, ele assinou um documento se comprometendo a não lançar candidatura. O compromisso era com Wellington Fagundes (PL), que acreditava que Rondonópolis não elegeria ninguém se houvesse mais de uma candidatura a deputado Federal.

Numa demonstração de que, de última hora não entraria no páreo, Augustinho assinou um documento. Depois, contrariando ao acordo formal, resolveu também concorrer a Federal. Os dois foram eleitos, em 1994, mas o documento acabou levando Augustinho de Freitas a cassação em 1996. É bom ressaltar que o processo ganhou tramitação e, Murilo Domingos, assumiu a vaga de Freitas à época.

O pecuarista Augustinho de Freitas, irmão do ex-deputado estadual José Carlos de Freitas, acabou entrando mesmo para a história como político cassado em dois mandatos diferentes. Primeiro, perdeu a cadeira de deputado federal nos anos de 1990, depois foi “tirado” da Prefeitura Municipal de Pedra Preta.

O terceiro enredo foi em 2002, com o deputado federal Rogério Lucio Soares da Silva, o “Rogério Silva”, no qual ficou provado que ele, comprou votos na eleição. Na ocasião foram apreendidos, inclusive material que ele utilizava para descobrir se o eleitor havia mesmo votado nele e assim pagar o prometido, e acabou sendo cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em dezembro de 2002.

As acusações de compra de votos partiram do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e da coligação “Mato Grosso Mais Forte”. Apesar disso, Rogério não se tornou inelegível.

O quarto….,bem o quarto…renunciou ao mandado, antes da adoção do voto aberto. O fato aconteceu em 13 de dezembro de 2013, após condenação no processo do “mensalão”….então ficamos assim…para nós do Blog do Valdemir, consideramos a cassação.

Pedro Henry figurou na lista de 18 parlamentares, acusados pelo então deputado federal Roberto Jefferson de operar e receber “mensalão” de R$ 30 mil, dinheiro em troca de apoio político no Congresso ao governo do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, o deputado do PP foi condenado pelo Supremo no processo do mensalão a 7 anos e 2 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Nas duas condenações, o placar foi de 7 votos pela condenação e 3 pela absolvição.

O deputado do PP foi o terceiro parlamentar federal condenado no processo do mensalão que renuncia ao mandato.

E, na iminência de ter o mandando cassado renunciou.

E para encerrar por hoje, vamos para a quinta, está sim, surpreendeu a todos e a todas. Muitas expectativas e esperanças, porém, a decepção foi muito maior. Selma Rosane Santos Arruda está começando a escrever a sua história.

A Senadora do Podemos é acusada de omitir gastos de R$ 1,23 milhão na campanha eleitoral de 2018.

O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) a considerou culpada por unanimidade, com indicativo de novas eleições. Os mandatos de Selma Arruda e de seu suplente Gilberto Possaimi foram cassados, mas a congressista recorreu à Instância Superior para evitar a perda do mandato.

Selma Arruda foi a mais votada do Estado com 678.542 votos, o que significou 24,57% dos votos válidos. Ficou atrás dela o também eleito Senador Jayme Veríssimo de Campos (DEM) com 490.699 votos e 17,77% dos eleitores.

O processo é do ex-vice-governador de Mato Grosso Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), cujo advogado é o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Ele foi o colocado nas eleições de 2018, e obteve 333.082 votos no pleito, o que representava 15,75% dos votantes, e pedia que, em caso de cassação, fosse alçado ao posto de Senador.

Senadora Selma Rosane Santos Arruda….qual será o enredo final? Será “tchau querida”?

O oxigênio esta acabando……..

Aguarde para a próxima terça dia 10 de dezembro, a partir das 09 horas.

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Vacina polêmica manterá testes em brasileiros

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A vacina de Oxford contra “Covid-19“, produzida pela AstraZeneca, irá retomar os testes em voluntários, mesmo após ter sido registrada uma ocorrência de reação adversa que levou à paralisia de um voluntário. A mielite transversa é uma reação que, segundo médicos, pode tornar uma pessoa tetraplégica. Mesmo assim, a polêmica vacina manterá testes em brasileiros.

Os jornais não têm informado devidamente os riscos da mielite transversa, reação registrada em um voluntário da vacina de Oxford contra “Covid-19” que causou a interrupção nos testes. No entanto, segundo informaram os jornais, os testes serão retomados mesmo com riscos de causar paralisia total em voluntários.

O clima de suspeita em relação às vacinas contra Covid-19 vem sendo motivado pela produção apressada da vacina, além da defesa acalorada de grandes entidades ligadas à indústria farmacêutica, que iniciaram uma campanha contra medicamentos para o tratamento precoce da doença, como a hidroxicloroquina.

A vacina de Oxford já foi motivo de críticas por ser uma das poucas vacinas internacionais que utilizam as linhas celulares fetais, obtidas a partir de abortos. Agora, as reações adversas registradas na vacina engrossaram as suspeitas e rejeição de brasileiros às campanhas de vacinação.

A doença é altamente perigosa e pode deixar sequelas permanentes, como tetraplegia. Segundo matéria do New Yotk Times, aproximadamente 33% dos pacientes da doença se recuperam com pouco ou nenhum déficit necessitando de fisioterapia, após três meses. Outros 33% têm um grau moderado de incapacidade permanente e 33% ficarão permanentemente incapacitados.

A Mielite transversa é uma manifestação neurológica que afeta os nervos periféricos da coluna, explica a imunologista e coordenadora do Departamento Científico de Imunização da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), Ana Karolina Barreto Marinho.

Segundo a especialista, a inflamação ocorre em virtude de uma resposta imunológica excessiva do indivíduo em relação a uma inflamação ou vacina.

Corrida por vacina fez governo cometer erros

A corrida por assinar contratos com empresas produtoras de vacinas contra Covid-19, para acalmar a intensa pressão das notícias negativas que assolavam os jornais contra o governo, podem estar entre as razões de alguns equívocos. O primeiro deles foi a assinatura de uma lei que permite vacinação obrigatória durante situações de emergência decretadas, estabelecendo relativização da Constituição, que veda tratamento ou cirurgia compulsória a cidadãos. O segundo erro foi não dar ouvidos a alertas sobre questões éticas envolvendo vacinas no mundo, como o uso de linhas celulares fetais, o que os EUA, por exemplo, constitui intenso debate ético, conforme artigo da revista Science.

Já o terceiro erro pode ter sido o de assinar o contrato com a AstraZeneca livrando-a de qualquer responsabilidade, uma cláusula resultado de lobby da poderosa indústria farmacêutica. – (Cristian Derosa/estudosnacionais.com)

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