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Você sabia que pode ter direito à restituição de imposto de renda?

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Autor: David F. Santos –

Você sabia que pode ter direito à restituição de Imposto de Renda, mesmo sem ser obrigado a entregar a declaração?

Esse direito existe, e é comum acontecer com pessoas que tiveram imposto sobre a renda retido na fonte ou IRRF, durante o ano anterior.

Por serem isentas, dependentes ou não de receberem rendimentos tributáveis no ano anterior a partir do total de R$ 28.559,70, muitas vezes pode estar deixando de restituir os valores retidos, pela falta de entrega da Declaração de Imposto de Renda.

Essa situação pode acontecer, por exemplo, quando um trabalhador sai de férias ou recebe algum valor em algum mês que tenha sido superior a R$ 1.903,99, e tenha demonstrado no holerite algum valor de IRRF.

Assim, passa a ter direito à restituição, precisando apresentar a declaração para receber os valores de volta.

A própria Receita Federal do Brasil estima que 60% das declarações a serem entregues neste ano de 2021, deverão permitir a restituição do Imposto de Renda, pois é comum haver retenção maior que o imposto devido durante o ano.

Sendo assim, recomendamos a você que, mesmo sendo isento da entrega de declaração de imposto renda, viu em seus holerites alguma dedução no salário referente ao IRRF, solicite o “Informe de Rendimentos”, também conhecido como “Cédula C”, junto ao Departamento de Pessoal da empresa, na qual trabalha ou trabalhou em 2020, pois há possibilidade de conseguir receber de volta o imposto retido a maior.

É sempre bom restituir um dinheiro do imposto de renda e vale lembrar que você terá direito a restituir valores retidos a maior, referentes aos últimos 5 anos, porém neste caso, há o risco de pagar multa por atraso na entrega da declaração, e aí, só vale a pena, se os valores a restituir dos anos anteriores forem maiores que R$ 165,74.

David F. Santos é gestor tributário na Lucro Real Consultoria Empresarial.

E-mail: [email protected]

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Pacientes ou clientes?

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Autor: Manoel Vicente de Barros –

Com a crescente demanda pela humanização dos sistemas de saúde, algumas práticas e termos rotineiros passam a ser analisados sobre uma nova ótica, mais questionadora. Um ponto talvez nunca questionado se tornou fonte de debate: quem usa um serviço de saúde é paciente ou cliente?

Essas duas denominações influenciam como a pessoa será abordada e cuidada, com vantagens e desvantagens.

Nós, médicos, historicamente utilizamos o termo paciente. Essa escolha pode carregar a imagem equivocada de que quem procura uma unidade de saúde deve estar conformado em esperar, aguardar, sendo paciente com qualquer atendimento que venha a receber.

De maneira alguma o vocábulo é o causador dos péssimos serviços públicos e particulares que recebemos, eles são ruins por falta de competência ou recursos, mas é uma triste coincidência cobrar de pacientes que tenham paciência.

A verdade é que bons profissionais enxergam o paciente como alguém momentaneamente fragilizado, que precisa de amparo, em uma visão individualizada e respeitosa.

Em contraposição à paciente, surge a imagem do cliente.

O cliente tem um papel muito mais ativo na relação de cuidado, ele é melhor atendido, afinal, ninguém quer deixar um cliente esperando. Todo estabelecimento quer atender as necessidades dos clientes, pois esse tem escolha de buscar outro prestador de serviço, melhor e mais eficiente.

Essa visão tira da zona de conforto aqueles que não se importam com a qualidade do atendimento, e se você já utilizou serviços de saúde, sabe do que estou falando. Clientes fazem reclamações, exigem, elogiam e participam da construção do serviço que é feito para eles.

O ponto de conflito acontece porque com o paciente as orientações médicas podem, eventualmente, contrariar suas expectativas, mas são para o seu bem. O cliente não pode ser contrariado, ele é um consumidor, o pagador, e no comércio, o cliente tem sempre razão.

Quando pacientes exigem que seja feito um exame ou que seja prescrito um antibiótico, eles estão agindo como clientes exigentes e podem tomar péssimas decisões, pois simplesmente não detém conhecimento em saúde. Nesse momento, a autoridade do carimbo precisa se impor e ser respeitada, goste ou não.

Sua avó sabia que para perceber febre o melhor era colocar a mão sobre a testa e todo paciente é orientado a medir sua temperatura nas axilas. É impossível detectar febre a partir da temperatura das mãos, então lojas, shoppings e locais de trabalho que fazem isso não priorizam sua saúde, eles querem te agradar como a um cliente.

Ao procurar orientação e tratamento existe a chance de ser contrariado, alguns remédios são amargos, mais necessários. Trazer a lógica do comércio e exigir medicamentos e exames como quem vai à padaria certamente te fará mal.

Pacientes merecem respeito, serem ouvidos e bem tratados. Hospitais, clínicas e profissionais precisam atender melhor seus clientes, nós já percebemos isso.

Progressivamente os serviços de qualidade vão ganhando espaço. Seja exigente, mas tome cuidado, pois clientes impacientes correm o risco de receber o que querem ao invés daquilo que realmente precisam.

Manoel Vicente de Barros é Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866.

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