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Você é o que diz?

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Autoras: Denia Consultoria –

O que você é, fala tão alto, que não consigo escutar o que você diz.” -Ralph Waldo Emerson.

Já notaram o quanto as crianças são colocadas como referência acerca do comportamento adequado a ser seguido? Elas são sinceras, espontâneas, obedientes, sabem diferenciar o certo do errado.

Até que o adulto, aos poucos vai corrompendo a sua essência infantil, com influências do tipo: Não pode mentir, mas se fulana ligar, não diga que a mamãe está em casa; Fale que gostou do presente, mesmo se não tiver gostado, só para agradar quem lhe deu; Como não pode levar lanche de casa para o cinema, vamos escondê-lo na bolsa, pois assim ninguém irá perceber….

E então, através de uma “avalanche” de novos conceitos, aquela criança vai aprendendo, que o adulto nem sempre fala o que sente, nem sempre é o que diz ser.

A questão é que essa regra, internalizada naturalmente por nós, está alicerçada em máscaras: Com a mesma facilidade que a colocamos no rosto, também a retiramos, e por isso, sustentá-la em longo prazo, não passa meramente de uma utopia.

A vivência oriunda da prática, as atitudes, o comportamento, a experiência sempre falarão mais alto que a sua voz.

Palavras ditas “da boca para fora”, também serão ouvidas com o mesmo comprometimento em que foram profanadas.

“Ninguém engana ninguém”, o que ocorre é que recorremos a uma “falsa cordialidade” para lidar com as pessoas ao nosso redor, da mesma maneira que fazem com a gente.

A língua finge o exercício da atitude, mas o exemplo a desmascara numa fração de segundos.

Por isso, nós da Denia Consultoria acreditamos que o belo é decorrente da fusão entre aparência e essência, que saber fazer é diferente de ser especialista, e que não há nada que se possa comparar ao valor da vivência real, pois ela é a única que nos permite sentir o toque, o aroma, o sabor…

Sendo assim, sugerimos, que o quanto antes, você pare onde está, e pergunte a si mesmo, “Onde está a minha criança interior?”, depois de encontrá-la, peça desculpas pelas mentiras que lhe contou ao longo da vida. A seguir, pergunte a ela: “O que você quer ser quando crescer?”.

Feito os passos acima, posicione-se: Enfrente os seus medos, diga adeus a sua zona de conforto, e vá em busca de uma vida autêntica, na qual aquilo que você diz, esteja alinhado com o que você realmente é.

E não se esqueça deste detalhe importante: Quando as dúvidas surgirem neste novo recomeço, não hesite em procurar as respostas na voz da criança que mora em você, pois é ali que reside a sua verdade.

Comece por dentro!

Denia Consultoria – A equipe da é formada por Denia Alexandrina, consultora de imagem e marketing, há 40 anos no mercado; Fernanda Fae Figueiredo, fashion marketing; e Estela Fae de Barros que é psicóloga e especializada em marketing.

Email: [email protected] / @deniaconsultoria

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Pacientes ou clientes?

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Autor: Manoel Vicente de Barros –

Com a crescente demanda pela humanização dos sistemas de saúde, algumas práticas e termos rotineiros passam a ser analisados sobre uma nova ótica, mais questionadora. Um ponto talvez nunca questionado se tornou fonte de debate: quem usa um serviço de saúde é paciente ou cliente?

Essas duas denominações influenciam como a pessoa será abordada e cuidada, com vantagens e desvantagens.

Nós, médicos, historicamente utilizamos o termo paciente. Essa escolha pode carregar a imagem equivocada de que quem procura uma unidade de saúde deve estar conformado em esperar, aguardar, sendo paciente com qualquer atendimento que venha a receber.

De maneira alguma o vocábulo é o causador dos péssimos serviços públicos e particulares que recebemos, eles são ruins por falta de competência ou recursos, mas é uma triste coincidência cobrar de pacientes que tenham paciência.

A verdade é que bons profissionais enxergam o paciente como alguém momentaneamente fragilizado, que precisa de amparo, em uma visão individualizada e respeitosa.

Em contraposição à paciente, surge a imagem do cliente.

O cliente tem um papel muito mais ativo na relação de cuidado, ele é melhor atendido, afinal, ninguém quer deixar um cliente esperando. Todo estabelecimento quer atender as necessidades dos clientes, pois esse tem escolha de buscar outro prestador de serviço, melhor e mais eficiente.

Essa visão tira da zona de conforto aqueles que não se importam com a qualidade do atendimento, e se você já utilizou serviços de saúde, sabe do que estou falando. Clientes fazem reclamações, exigem, elogiam e participam da construção do serviço que é feito para eles.

O ponto de conflito acontece porque com o paciente as orientações médicas podem, eventualmente, contrariar suas expectativas, mas são para o seu bem. O cliente não pode ser contrariado, ele é um consumidor, o pagador, e no comércio, o cliente tem sempre razão.

Quando pacientes exigem que seja feito um exame ou que seja prescrito um antibiótico, eles estão agindo como clientes exigentes e podem tomar péssimas decisões, pois simplesmente não detém conhecimento em saúde. Nesse momento, a autoridade do carimbo precisa se impor e ser respeitada, goste ou não.

Sua avó sabia que para perceber febre o melhor era colocar a mão sobre a testa e todo paciente é orientado a medir sua temperatura nas axilas. É impossível detectar febre a partir da temperatura das mãos, então lojas, shoppings e locais de trabalho que fazem isso não priorizam sua saúde, eles querem te agradar como a um cliente.

Ao procurar orientação e tratamento existe a chance de ser contrariado, alguns remédios são amargos, mais necessários. Trazer a lógica do comércio e exigir medicamentos e exames como quem vai à padaria certamente te fará mal.

Pacientes merecem respeito, serem ouvidos e bem tratados. Hospitais, clínicas e profissionais precisam atender melhor seus clientes, nós já percebemos isso.

Progressivamente os serviços de qualidade vão ganhando espaço. Seja exigente, mas tome cuidado, pois clientes impacientes correm o risco de receber o que querem ao invés daquilo que realmente precisam.

Manoel Vicente de Barros é Psiquiatra em Cuiabá e atua no tratamento de Depressão e Ansiedade, CRM 8273, RQE 4866.

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