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Você controla seu celular ou é ele que te controla?

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Autora: Stella Azulay –

No ano de 2020, cada brasileiro que possui smartphone passou, em média, 4,8 horas por dia utilizando o seu aparelho, segundo o novo relatório anual da App Annie. Trata-se de um aumento de 1 hora em relação à média verificada no país em 2019, que era de 3,8 horas por dia. O Brasil é o segundo país do mundo com o maior tempo diário de uso de smartphone, atrás apenas da Indonésia (5,2 horas/dia).

Desde que o celular virou o mais novo “membro” do corpo humano, podemos facilmente passar horas grudados aos nossos aparelhos sem perceber que no modo off-line nosso tempo vai passando. É cada vez mais normal olhar o celular para mandar uma mensagem, depois mandar um e-mail, depois voltar para responder outra mensagem e quando vemos já estamos perdidos nos stories, vídeos e posts. Um processo quase hipnótico.

A tecnologia pode facilmente dominar nossas vidas se não tomarmos as rédeas. Além do que já conhecemos, teremos vestuário, assistentes pessoais, inteligência artificial pelas paredes de nossa casa e sabe-se lá o quê mais. Como essa maré não volta atrás, o melhor é aprender a surfar, mantendo nossa atenção e presença física. Se fizermos uma pausa para avaliar nosso relacionamento com a tecnologia, poderemos conscientemente controlar e diminuir maus hábitos.

Quando perceber que foi sugado pelo feed do Instagram ou por um vídeo qualquer, tente quebrar o encanto. Ao menor sinal de que sua atenção foi prejudicada pelo celular, comece a mandar ao cérebro comandos que ajudem a te desligar do virtual. Pratique este exercício cada vez que perceber que seu foco está todo no aparelho. Lembre-se: o cérebro é uma máquina. Para determinadas atitudes, o controle está com você. Quando conseguir manipular certos mecanismos, seu cérebro irá te redirecionar rapidamente ao mundo real, sem que você nem perceba, já que o hábito se tornará automático.

Mas, por que você deveria se importar com isso? Existe uma frase famosa do escritor e palestrante americano, Tony Robbins, que diz: para onde seu foco vai, sua energia se dirige. Consequentemente, no que você colocar energia é o que vai florescer na sua vida. Gaste tempo dando atenção aos looks de blogueiras famosas, e isso se torna parte de sua vida. Concentre-se no desenvolvimento saudável de sua espiritualidade, e isso se torna parte de sua vida. As escolhas que você faz sobre como e onde concentra sua atenção te levarão a diferentes caminhos. Construir o hábito de perceber, questionar e mudar seu foco fortalece os músculos que tomam decisões. Gradualmente, você começará a ver quanto de sua atenção está desperdiçando e passará a trabalhar recursos para sair da alienação do mundo online.

Stella Azulay, fundadora da Escola de Pais XD, Educadora Parental pela Positive Discipline Association, especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental

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A primeira consulta ao ginecologista

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Autora: Giovana Fortunato –

Ir ao ginecologista regularmente é um dos cuidados essenciais para a saúde de mulheres de praticamente todas as idades, pois ajuda a detectar doenças e evitar problemas futuros. Mas você sabe com que idade uma menina deve ir na primeira consulta ao ginecologista?

O ideal é que a partir dos 9 aos 12 anos a menina já tenha uma consulta com o ginecologista ou com a ginecologista da mãe. Por quê? Porque logo ela vai menstruar. Então essa consulta serve como uma orientação sobre esse período que está para chegar com sua primeira menstruação.

A partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, HIV entre outras.

A ideia de que uma menina vá começar, em algum momento de sua história, a ter vida sexual ativa é algo que assusta muitos pais. Por isso, adiam a primeira visita ao ginecologista. Porém, mesmo sem uma vida sexual ativa, a menina deve ter um acompanhamento especializado com um médico ginecologista. É normal a adolescente sentir vergonha e pedir para ir ao especialista apenas quando está prestes a ter relações sexuais, mas o ideal é que a visita aconteça após a primeira menstruação.

Vale ressaltar que é muito importante que seja um médico de confiança. Sua filha precisa se sentir segura e confortável com o ginecologista.

A primeira consulta muitas vezes é apenas uma conversa para saber um pouco mais sobre a paciente: hábitos da rotina, problemas de saúde da infância, ciclo menstrual, se há histórico de doenças como câncer de mama na família, entre outras.

O exame preventivo ginecológico no primeiro encontro com o ginecologista é bem simples e vai depender do histórico de cada menina.

Quando a menina iniciou a sua vida sexual é importante que ela vá pelo menos uma vez ao ano ao seu ginecologista para fazer um exame preventivo, para ver como está sua saúde em geral.

O principal deles é o Papanicolau, que é um rastreamento de câncer de colo, além do exame das mamas. Também é importante avaliar fazer um ultrassom transvaginal, ou ultrassom pélvico para ver como é que está o útero, o ovário. Ou seja, para fazer um check-up ginecológico.

Endometriose

Quando surge na adolescência, a endometriose é de difícil diagnóstico, pois muitos dos sintomas como as cólicas frequentes, podem ser confundidos com problemas intestinais ou serem considerados normais da fase de vida da adolescente.

Muitas meninas que tem endometriose ainda não entraram na idade reprodutiva e não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam sintomas da doença que se manifestam nessa fase como dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico. Estudos comprovam que é importante realizar uma investigação adequada, já que entre o início dos sintomas e a confirmação da doença em adolescentes pode decorrer até 12 anos, tempo suficiente para comprometer a fertilidade da paciente.

Se a sua filha está na puberdade ou menstruou recentemente, marque uma consulta com o ginecologista, especialista indicado para orientar as adolescentes nessa fase de mudanças no copo e muitas dúvidas sobre a saúde da mulher.

  • Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT, coordenadora de Residência no HUJM.
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