Artigos

Vinícius Mendonça: – Coronavírus, Fake News e a Tecnologia: A Desinformação no Século XXI

Publicados

em

 

Coronavírus, Fake News e a Tecnologia: A Desinformação no Século XXI

Autor: Vinícius Mendonça

No final de 2019, iniciou-se a disseminação de uma doença na China, especificamente em Wuhan – epicentro da epidemia. No início de 2020, identificou-se que essa doença é causada por um vírus da família do Coronavírus, o que antes era classificada como uma pneumonia. Apesar do muito empenho do Governo Chinês até a presente data ainda não se sabe qual é o transmissor da doença para os humanos.

O Governo Chinês, após a identificação da epidemia de Coronavírus, desenvolveu um aplicativo no objetivo de informar a população a respeito dos sintomas e de medidas de prevenção da doença. Além disso, o Governo também foi responsável pela construção de hospitais para tratamento da doença em poucos dias. A construção de um dos hospitais foi transmitida ao vivo pelo canal estatal, inclusive com audiência de mais de 40 quarenta milhões de pessoas. Os chineses também desenvolveram rapidamente um teste para identificar portadores do Coronavírus (o protocolo de identificação já foi atualizado algumas vezes).

Com o mundo globalizado que nós vivemos, naturalmente a palavra Coronavírus foi repetida inúmeras vezes em todos os cantos do planeta. Infelizmente, existem pessoas que aproveitam da velocidade da transmissão da informação hoje em dia para gerar desinformação. Provavelmente, você recebeu no Whatsapp mensagens compartilhadas do tipo: “O Coronavírus foi transmitido por morcegos” ou “Pessoas desmaiando no meio da rua com a doença” ou “A cura da doença” ou “O vírus foi desenvolvido por uma empresa”, etc. Nenhuma dessas mensagens compartilhadas é verdadeira, ou seja, são fake news. As fakes news são o efeito colateral de um mundo conectado, no entanto desinformado.

A Internet é um “oceano” maravilhoso para aqueles que sabem onde navegar. Então, evite compartilhar mensagens de assuntos que você não tem domínio. Além disso, procure fontes confiáveis de informações. O Ministério da Saúde do Brasil, por exemplo, possui um excelente trabalho de combate às Fake News, muitas delas do coronavírus. O resultado desse trabalho é consolidado no seguinte endereço: https://www.saude.gov.br/fakenews?start=10.

Outro exemplo, o site Worlddometers (https://www.worldometers.info/coronavirus/) coleta dados de várias fontes confiáveis e organiza em ordem cronológica. Nesse site também é possível encontrar a quantidade de pessoas com Coronavírus., de mortes, de pessoas curadas; bem como quais países com casos da doença. Mais um exemplo é um mapa desenvolvido por pesquisadores da Universidade Americana Johns Hopkins, o qual exibe dados em tempo real de casos do Coronavírus (https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6).

Esses sites são ótimos exemplos daquilo que deve ser compartilhado em redes sociais, assim se transforme no portador do “vírus” da informação para seus amigos, familiares e outras pessoas a sua volta. Ainda lembre-se que o surgimento do Coronavírus não justifica o preconceito e os ataques realizados na internet contra chineses ou pessoas com traços orientais. Afinal, o momento é de união e não de separação. A internet é uma ótima ferramenta, então nunca esqueça de utilizar com bom senso.

Vinícius Mendonça é graduado em Ciências da Computação, com mestrado também na área pela Universidade Federal de Goiás (UFG). E-mail: [email protected].

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Luiz Flávio Borges D'Urso: - ATÉ QUANDO TEREMOS CADÁVERES À NOSSA PORTA?

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Artigos

Rafael Bellini: – Uma pandemia …

Publicados

em

 

                                   Uma pandemia …

Autor: Rafael Bellini

O ano de 2020 será sempre lembrado como o ano triste da COVID-19, do distanciamento social, das lives, da recessão global, do álcool gel,da calamidade, das milhares de vidas perdidas e tantos outros fatos gerados por um vírus que tomou o mundo, se tornou uma pandemia e nos apresentou um cenário de insegurança e indefinição sobre o futuro. São em momentos como esse, que a realidade se apresenta como ela é, e enxergamos sem filtro o nível de preparo e estrutura que cada País tinha para enfrentar uma situação inédita como a que estamos passando.

Em períodos normais, a urgência e o desenvolvimento de ações consideradas de médio e longo prazos tendem a ser encaradas respectivamente como “menos urgentes” e por vezes mais longas do que deveriam durar. O cenário muda, quando somos provocados por situações que nos tiram da zona de conforto, como no caso da crise gerada pela pandemia, demandando da coletividade, e em especial das autoridades constituídas, empatia e um trabalho conjunto e alinhado na busca das melhores soluções.

No caso do Brasil, observo que mesmo conhecendo os problemas estruturais, a enorme desigualdade social e os entraves econômicos que tanto prejudicam nosso desenvolvimento, a pandemia da COVID-19 escancarou essas fragilidades e ineficiências e mostrou a necessidade de um olhar para os mais pobres, acelerando o debate sobre temas/áreas a meu ver fundamentais de serem definidos, como no caso da continuidade das reformas estruturantes, a melhoria dos sistemas de educação e saúde, a geração de empregos, a proteção do meio ambiente, a relação comercial entre os países, entre outros.

Do ponto de vista estrutural, se pensarmos no Brasil como uma casa a beira mar, exposta ao desgaste da maresia, do vento e do sol, e sem qualquer manutenção, a pandemia foi um furacão que quase derrubou essa casa, deixando milhões de brasileiros na praia, desprovidos de saneamento básico, moradia, emprego, saúde e educação minimamente adequados para o enfrentamento da crise e a continuidade das atividades cotidianas. Tudo fruto de décadas de má gestão nos três níveis.

Não existe solução fácil para problema complexo, de forma que, para cada área mencionada acima, as medidas a serem adotadas demandam das autoridades públicas em todas as suas esferas e do Congresso Nacional, muita cooperação e comunhão de esforços, visando atender a cada brasileiro e corrigindo as deficiências estruturais acumuladas ao longo de anos, em questão de meses. Dentre as ações potencializadas pela pandemia, destaco:

REFORMAS TRIBUTÁRIA E ADMINISTRATIVA

Há décadas, o Brasil vem apresentando um aumento gradativo da sua carga tributária, sendo um dos países com a maior carga do mundo com uma média de 33% de impostos cobradas pela União, Estados e Municípios das empresas e contribuintes pessoas físicas. Se por um lado o peso dos tributos reduz a competividade das empresas instaladas no país, de outro, o aumento dos gastos públicos, do custo da máquina pública e a má alocação dos recursos em benefício da população impedem que tal carga possa ser menor, mais justa, segura e atrativa para quem deseja investir no Brasil.

O Brasil precisa de uma reforma tributária eficiente. Também é imprescindível trabalhar uma reforma administrativa para a contenção dos gastos públicos, estabelecendo-se assim o equilíbrio das contas públicas.

SANEAMENTO BÁSICO

Com a pandemia, a tão necessária universalização do acesso a água e esgoto tratados se tornou urgente. A necessidade de avançarmos com mais agilidade nos investimentos em serviços de abastecimento público e esgotamento sanitário ganhou relevância e impulsionou o debate para a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico. Hoje, aproximadamente metade da população não tem serviço de esgoto sanitário e 40 milhões não têm água tratada com rede de abastecimento. Nesse cenário, o simples ato de lavar as mãos com água e sabão não é possível.

GÁS NATURAL

Outra frente que ganhou celeridade foi a proposta de abertura do Mercado de Gás Natural , com a votação da Nova Lei de Gás. Mais uma vez um passo importante para trazer mais segurança jurídica e investimentos para um setor de grande relevância para um país que tem o potencial do pré-sal e que se utiliza do gás natural para a produção de uma gama extensa de produtos e em serviços.

5G E ESTÍMULO À INOVAÇÃO

A transformação digital das empresas brasileiras depende de acesso a uma rede de internet robusta e confiável, sendo um dos caminhos que temos para garantir a produtividade e competitividade necessárias, assegurando nossa inserção nas cadeias globais de valor. A conectividade confiável é a base para tornar viável essa transformação, já que a implantação dos conceitos e tecnologias associadas à Indústria 4.0 e demais aplicações envolvendo o IoT depende de sua existência e disponibilidade.

Essas são apenas algumas das propostas que ganharam relevância na crise e que aprovadas, certamente auxiliarão na retomada econômica. Que venham as boas notícias.

A ABIMAQ, além de atuar nas questões de crédito, manutenção dos empregos, ferramentas para a retomada da economia, também prioriza as questões citadas acima.

Rafael Bellini é Bacharel em Direito e Chefe de Gabinete na Presidência da ABIMAQ/SINDIMAQ

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Valéria del Cueto: - O voto e o veto
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA