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Valéria del Cueto: – Rastreio de contato

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                                Rastreio de contato

Autora: Valéria del Cueto

Não vou, não quero…

E tem toda razão, cronista querida. Como sempre e mais que nunca eu, Pluct Plact, seu amigo extraterrestre de estimação, reafirmo e confirmo a sensatez de sua decisão de voluntariamente ocupar um espaço exclusivo no Pinel, do outro lado do túnel, se isolando desse mundão que se desconstrói a 360 graus de olhos vistos.

Não tem mais espaço para varrer para embaixo da ponta do tapete o desacerto geral. Foi ele, o desacerto, que criou a lei da razoabilidade. Ela se sobrepõe a lei literal quando a justiça morre pela boca da arrogância mal administrada. Ou lei é lei ou é mais ou menos.

Por essa porta escancarada André do Rap, o famoso traficante pouco elegante, saiu do presídio. Alguém esqueceu de pedir a renovação do pedido de prisão preventiva do traficante condenado em segunda instância.

Enquanto o ministro do Supremo o liberava, mediante um clássico perdido, avisando que iria para o Guarujá o agora procurado da Interpol rumava para destino incerto ou ignorado. Talvez Paraguay, quiçá Bolívia que não tem extradição, antes da contraordem do presidente do STF. Onde andará o traficante?

Isso, cara cronista, no feriado da Santa Padroeira do Brasil. Enquanto o povo, alheio a pandemia, procurava divertimento apesar das comemorações em Aparecida e em Belém, do Círio de Nazaré, estarem reduzidas e virtuais.

A inauguração da loja da Havan na capital do Pará, as cenas cariocas da balada no Leblon e o agito na Praia do Rosa, em Santa Catarina, comprovam que aglomerar é uma necessidade intrínseca e atávica do ser humano.

Justiça seja feita, o exemplo vem de cima. Bem de cima. O presidente americano, em plena campanha à reeleição praticando seu negacionismo prepotente em reuniões e comícios “covidou”. Precisou de oxigênio, quicou no hospital e voltou à corrida eleitoral contra Joe Biden.

Não adianta conjecturar sobre o resultado das urnas nos EUA. Lá, como aqui, Trump já avisa que vai dar defeito se perder.

O tiro saiu pela culatra. O argumento está dando um gás ainda maior nos eleitores democratas que, agora, trabalham para ganhar de muito. As votações já começaram e vão até 3 de novembro.

Se por lá as estratégias são altamente profissionais por aqui o momento eleitoral é de diversidade e de pluralidade entre os candidatos a prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros. Tem de um tudo. Muito mais de uns do que de outros.

O bombardeio está apenas começando, mas já deu para avaliar que o jogo é duro, o combate bruto e os resultados imprevisíveis com tempero de covid-19.

Se o exemplo que vem de cima é deplorável, imagina o efeito cascata geométrico para quem está embaixo.

As máquinas da nave trabalham sem parar indexando os dados que chegam por todos os meios disponíveis. As redes estão poluídas por avatares, memes, clipes, denúncias e, claro muita fakenews.

Tudo, menos o que seria mais: propostas para melhorar a vida do cidadão e da sociedade.

Tinha acabado a mensagem que chegará até você pelo raio de luar que invade sua cela, mas duas últimas informações tiveram que ser acrescentadas.

Depois da afirmação de que “não existe corrupção no governo” a valorosa polícia federal deu uma incerta na casa de um senador vice-líder e descobriu dinheiro guardado na cueca do empregador do sobrinho do mandatário. Não darei maiores detalhes para não a constranger com detalhes escatológicos.

Parece que daqui a pouco haverá protocolo para o rastreamento de contato da corrupção latente. Aquela, que, como a Covid-19, não escolhe a vítima, ataca indistintamente.

Para fechar, Lucho Arce venceu as eleições na Bolívia. Evo Morales comemora e prepara seu retorno à casa.

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

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Cynthia Lemos: – Uma visita indesejada

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                           Uma visita indesejada

Autora: Cynthia Lemos

É minha gente, este foi o ano que se a mudança fosse uma pessoa, poderíamos dizer que todo mundo recebeu um morador novo em sua casa sem pedir, e de forma indesejada. Houve tentativa de mandá-la embora, despejá-la e até fugir, deixando a casa inteira pra ela, mas ela estava lá, como uma sombra a perseguir cada família, cada indivíduo.

Cansada e sem sucesso na tentativa de me livrar da “Mudança”, que naturalmente se mantinha ali, resolvi dialogar com aquela estranha:

– Bom, já que vai ficar aí mesmo, quem é você? Quando você vai embora? Por que de tudo isso?

Ela não respondia, só se fazia presente, agora modificando muito cada pessoa que ali estava com ela, pessoas que com o tempo passaram a mudar o foco de suas preocupações e prioridades.

-Engraçado, nunca tinha olhado com tanto carinho para essa pessoa. Minha família, Amigos, companheiro ou companheira, meu trabalho, minha vida! Engraçado que desde quando essa dona Mudança chegou e resolveu se demorar por aqui, me tornei tão vulnerável, tão invadido, que preferi ficar no meu canto, cuidar da minha casa, lutar e valorizar o meu trabalho, e preservar os meus.

Com o tempo apesar de ainda indesejada, pude compreender melhor uma das intenções da Mudança, que passou a morar comigo, e de repente fazer parte da minha rotina.

O famoso: novo normal! Não significa que eu esteja conformado, mas percebi que ela tem um prazo, o prazo de nos fazer Valorizar a Vida!

Valorizar o porquê de estarmos aqui, e cada pessoa que está conosco.

Acredito que quando ela cumprir sua missão de nos despertar para a nossa missão, para o nosso papel como indivíduos neste mundo, de sermos pessoas de valor, acredito que aí ela poderá ir embora.

Enquanto isso, sigamos aprendendo com a Mudança ocorrendo em nossas vidas, nesta Pandemia.

Cynthia Lemos é Psicóloga Empresarial e Coach na Grandy Desenvolvimento Humano. Especialista no Desenvolvimento de Líderes e Empresas tem a missão de: Expandir a Consciência e Gerar Ações Transformadoras – para pessoas e empresas que desejam evoluir em seus projetos e objetivos.

E-mail: [email protected]

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