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UTI Unimed Cuiabá: competência e resultado em favor da vida

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Autor: Dr. Rubens Carlos de Oliveira Júnior –

De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde, 5% dos pacientes que adoecem com Covid-19 precisam ser atendidos em unidade de terapia intensiva (UTI). A porcentagem pode parecer baixa, mas foi o suficiente para pressionar o sistema de saúde brasileiro. Uma pesquisa recente publicada nos Cadernos de Saúde Pública (KVMS Noronha, 2020), mostra que excluindo os leitos privados, o quadro se tornaria mais grave.

Ciente deste importante papel, há um ano, em um dos momentos mais críticos da pandemia, era inaugurada a UTI Unimed Cuiabá dentro do Hospital Santa Helena. O investimento humano e logístico da Unidade foi de extrema necessidade no momento pandêmico, em que a falta de leitos era uma realidade. O mês de agosto de 2020 em Cuiabá foi marcado pela alta dos casos de Covid-19 e a necessidade de Unidades de Terapia Intensiva era urgente para salvar vidas.

A UTI, especialmente para o trato de pacientes graves de SARS-CoV-2, necessitam de um alto grau de especialização do ponto de vista técnico e profissional. O trabalho de implantação dos 10 leitos começou muito tempo antes. Sabíamos que precisávamos entregar o melhor em equipamentos e, claro, profissionais preparados.

Reunimos uma equipe multidisciplinar composta por médicos intensivistas, enfermeiros e um grupo de retaguarda completa com nutricionista, psicólogo, assistente social e fisioterapeutas. Para alcançar um atendimento humanizado e com boas resoluções, esse time precisa estar conectado para promover um atendimento diferenciado.

Para isso, desenvolvemos a visita “beira leito”, realizada em conjunto com membros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Essa modalidade foi essencial para trazer mais segurança aos pacientes e familiares, além de promover maior envolvimento da equipe no plano terapêutico.

Os resultados da iniciativa foram bastante positivos e nos mostrou que estamos no caminho certo. Segundo o sistema Epimed Solutions, a taxa de mortalidade esperada em junho/21 era de 11,16% (SAPS3), mas na UTI Unimed Cuiabá ficou em 2,78%. Já o tempo médio de internação, que varia entre 7 e 14 dias, foi de apenas 5,68.

Não posso deixar de reconhecer o trabalho de toda a equipe envolvida no atendimento aos pacientes da UTI. Cada profissional se dedicou ao máximo para levar aos pacientes o Jeito de Cuidar Unimed, principalmente os médicos intensivistas totalmente comprometidos com sua missão profissional em defesa da vida.

Oferecer este serviço próprio da Unimed tem sido uma experiência muito valiosa. Conseguimos acompanhar cada protocolo e tornar mais assertiva as escolhas tomadas. Isso nos dá ainda mais know-how e confiança para seguir investindo na humanização e modernização do atendimento em outros serviços próprios da Cooperativa.

Dr. Rubens Carlos de Oliveira Júnior – Presidente da Unimed Cuiabá

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A primeira consulta ao ginecologista

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Autora: Giovana Fortunato –

Ir ao ginecologista regularmente é um dos cuidados essenciais para a saúde de mulheres de praticamente todas as idades, pois ajuda a detectar doenças e evitar problemas futuros. Mas você sabe com que idade uma menina deve ir na primeira consulta ao ginecologista?

O ideal é que a partir dos 9 aos 12 anos a menina já tenha uma consulta com o ginecologista ou com a ginecologista da mãe. Por quê? Porque logo ela vai menstruar. Então essa consulta serve como uma orientação sobre esse período que está para chegar com sua primeira menstruação.

A partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, HIV entre outras.

A ideia de que uma menina vá começar, em algum momento de sua história, a ter vida sexual ativa é algo que assusta muitos pais. Por isso, adiam a primeira visita ao ginecologista. Porém, mesmo sem uma vida sexual ativa, a menina deve ter um acompanhamento especializado com um médico ginecologista. É normal a adolescente sentir vergonha e pedir para ir ao especialista apenas quando está prestes a ter relações sexuais, mas o ideal é que a visita aconteça após a primeira menstruação.

Vale ressaltar que é muito importante que seja um médico de confiança. Sua filha precisa se sentir segura e confortável com o ginecologista.

A primeira consulta muitas vezes é apenas uma conversa para saber um pouco mais sobre a paciente: hábitos da rotina, problemas de saúde da infância, ciclo menstrual, se há histórico de doenças como câncer de mama na família, entre outras.

O exame preventivo ginecológico no primeiro encontro com o ginecologista é bem simples e vai depender do histórico de cada menina.

Quando a menina iniciou a sua vida sexual é importante que ela vá pelo menos uma vez ao ano ao seu ginecologista para fazer um exame preventivo, para ver como está sua saúde em geral.

O principal deles é o Papanicolau, que é um rastreamento de câncer de colo, além do exame das mamas. Também é importante avaliar fazer um ultrassom transvaginal, ou ultrassom pélvico para ver como é que está o útero, o ovário. Ou seja, para fazer um check-up ginecológico.

Endometriose

Quando surge na adolescência, a endometriose é de difícil diagnóstico, pois muitos dos sintomas como as cólicas frequentes, podem ser confundidos com problemas intestinais ou serem considerados normais da fase de vida da adolescente.

Muitas meninas que tem endometriose ainda não entraram na idade reprodutiva e não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam sintomas da doença que se manifestam nessa fase como dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico. Estudos comprovam que é importante realizar uma investigação adequada, já que entre o início dos sintomas e a confirmação da doença em adolescentes pode decorrer até 12 anos, tempo suficiente para comprometer a fertilidade da paciente.

Se a sua filha está na puberdade ou menstruou recentemente, marque uma consulta com o ginecologista, especialista indicado para orientar as adolescentes nessa fase de mudanças no copo e muitas dúvidas sobre a saúde da mulher.

  • Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT, coordenadora de Residência no HUJM.
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