artigo

Um novo hábito!

Publicados

em

 

Autor: Francisney Liberato –

Se persistente, você adquirirá um novo hábito na sua vida.

Muitos indivíduos desejam obter novos hábitos para suas vidas. Adquirir hábitos nem sempre é tão fácil como parece, mas entendo que seja fundamental para que tenhamos uma vida sustentável.

Adquirir hábitos ruins ou negativos é tão simples que não requer nenhum esforço da nossa parte, basta apenas não fazer nada, por exemplo, o hábito de dormir exageradamente, não precisa de empenho do ser humano, de igual modo, o hábito de não gostar de trabalhar. Perceba que a inércia do ser humano desencadeia um hábito negativo.

Por outro lado, adquirir bons ou positivos hábitos, isto é, aqueles que proporcionam desenvolvimento e crescimento para as nossas vidas, requerem mais esforços, como por exemplo, ter que se dedicar diariamente aos estudos, pelo menos seis horas. É preciso ter muita força de vontade, persistência, foco, com vistas a atingir os objetivos e propósitos traçados.

Na sua vida, você tem adquirido muitos hábitos? Esses hábitos são mais positivos do que os negativos? Qual é a sua maior dificuldade para adquirir um hábito positivo? Adquirir um hábito positivo lhe proporciona mais satisfação na vida?

O pontapé inicial para ter um bom hábito é a utilização do nosso livre arbítrio, ou seja, a atuação do “nosso eu”, com intuito de querer adquirir um hábito. É necessário que todos os dias nos esforcemos, mentalizemos, dediquemos, estudemos, trabalhemos com vontade na aquisição do hábito, para que assim ele se torne uma realidade em nossas vidas.

Para ter um novo hábito, lembre-se que são indispensáveis esforços da sua parte. Em algumas situações, você terá que abdicar de certas atividades e tarefas ou, quem sabe, cortar horas de lazer. Pode ser que um novo hábito, no início, seja amargo como uma rúcula, mas com a nossa persistência, poderá se tornar doce como mel.

Quanto tempo é necessário para adquirir um bom hábito? Essa é a resposta que muitos desejam saber. Para início de conversa, é importante entender que cada pessoa é distinta da outra, pois fomos feitos de forma singular, em outras palavras, a quantidade de dias necessários para adquirir um hábito de José nem sempre será igual a de Maria, uma vez que são seres humanos diferentes.

Uma pesquisa muito antiga afirma que para se adquirir um novo hábito são necessários 21 dias praticando a mesma atividade, com foco, dedicação e muita persistência. Essa tese foi defendida pelo cirurgião plástico americano Maxwell Maltz em meados da década de 1960. Outra pesquisa indica que são necessários em média 66 dias para conseguir um novo hábito, conforme estudos da European Journal of Social Psychology. Eu não tenho uma pesquisa pronta como esses estudos, mas com base em minhas observações, entendo que se o indivíduo conseguir permanecer disciplinado, focado e persistência, dando um passo de cada vez, em 90 dias ela obterá um hábito positivo e duradouro.

Os 90 dias ou 03 meses, que na minha concepção lhe garantirá um hábito excelente, é com baseado no equilíbrio e racionalidade.

Esses dias são necessários para que possamos desenvolver rotinas, metodologias e modelos de trabalho. A nossa vida é recheada de métodos, como por exemplo, para escovar os dentes: você precisa tirar a tampa da pasta, passar na escova, molhar a pasta, escovar os dentes levemente etc. Hoje isso está no seu piloto automático cerebral, pois no passado foi ensinado e repetido diversas vezes. É assim que nascerá novos hábitos na sua vida!

Vale ressaltar que os dias estipulados para aquisição de um novo hábito, serve também para desaprender ou perder um hábito, tanto positivo como negativo. Se você praticava atividades físicas todos os dias, ao ficar esse período sem exercitar, logo, perderá o hábito, e terá que se organizar e reaprender para adquiri-lo novamente. Mark Twain foi feliz ao afirmar:

A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau”.

Enfim, ao adquirir um bom hábito, você não precisará de mais esforços para fazê-lo ou executado na sua rotina, uma vez que ao praticá-lo, você terá prazer. O fato interessante é que isso entra na sua reprogramação mental, como também em um estado de piloto automático.

O que era difícil e amargo no início da jornada, se tornará delicioso e doce, ao final dos dias propostos e pactuados.

Que tal começar adquirir bons hábitos hoje?

  • Francisney Liberato é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT).

Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2” e “Como falar em público com excelência”.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Da Corrupção
Propaganda

Artigos

O Brasil dos Brasileiros não é o mesmo Brasil dos governantes

Publicados

em

 

Autor: José Antonio Puppio – 

Um dia desses, saí de casa e fui até o centro de São Paulo numa sapataria que faz sapatos especiais para o meu pé, só que eu tive que ir de carona, não posso dirigir porque estou usando uma sandália que não permite que eu dirija. Durante o trajeto fiquei em silêncio, no meu canto, observando a cidade que passava pela janela do carro. Vi a Juscelino Kubitschek com as grandezas de seus prédios, passei pela Brigadeiro Luiz Antônio e reparei como a cidade pulsa no seu ir e vim dos pedestres.

Quanto mais o carro chegava perto do centro da cidade, mais contrastes eu ia observando, até que o automóvel parou no farol vermelho e da janela observei um homem, ele tinha mais ou menos 35 anos, era alto e de cor negra. Enquanto esperava o sinal abrir vi o homem se aproximar de três latões grandes de lixo, ele tirou as tampas dos latões como se procurasse por alguma coisa, até que tirou de dentro de um algo parecido com um bloco, enfiou o dedo, tirou um pedaço de algo que não consigo descrever e comeu.

Aquela cena me gerou uma certa revolta, a situação vivida por aquele homem representa o último estágio da pobreza e isso me causou indignação porque me lembrou que tudo que está no planejamento dos comandantes do nosso país consiste no enriquecimento deles. A intenção dos nossos representantes é que a pobreza seja generalizada para assim ser perpetuada.

Tenho a impressão de que eles não medem o tamanho da pobreza da população, mas sim o tamanho do bolso deles, ou seja, cada vez mais eles pedem para seus alfaiates fazerem calças com bolso mais fundo para que possam receber mais propinas.

É fácil fazer as contas. Um exemplo disso é um deputado que trabalha por dois mandatos, cerca de oito anos, e aposenta com salário integral. Hoje, um cidadão comum não consegue se aposentar com salário integral. Eu, por exemplo, trabalhei por cerca de 35 anos e ao me aposentar recebia, inicialmente, cerca de R$ 4.500.

Porém, um colega de escola que prestou concurso e foi ser promotor público, ganha cerca de R$ 128 mil reais de aposentadoria. E ele só precisou trabalhar cerca de 20 anos. Isso é inaceitável. Existem professores, engenheiros, médicos que trabalham a vida toda e ao aposentar são obrigados a continuar trabalhando porque a aposentadoria de um profissional desse é em torno de R$: 5.000 e se ele parar de trabalhar e viver de aposentadoria, talvez não consiga nem comer um sanduiche.

Mas eu pergunto: por que essa situação não muda? A resposta é simples: porque eles não querem. Existem diversas propostas de reforma na câmara e no senado, elas estão lá há 20 anos e não são votadas. Elas retorcem e distorcem as reformas, mas eles não votam, porque se eles votarem elas podem piorar. Mas ela não vai piorar a vida do cidadão, ela vai piorar o bolso deles.

Eu já dei exemplo aqui que é necessário que haja vontade política, a vontade do povo por mais importante que seja, ela não faz diferença. É urgente alguém que faça um esforço e faça algo para o bem do Brasil e da pátria. Porque ultimamente eles só pensam no bolso deles.

E enquanto os responsáveis pelo Brasil continuarem a pensar no bolso do deputado, do senador ou do Ministro do Supremo Tribunal Federal, cenas como a descrita acima, onde um homem precisa revirar o lixo em uma das principais avenidas de São Paulo, serão comuns.

Por fim, não posso deixar de mencionar que começamos a fazer algo quando gritamos para o mundo que se roubar vai preso, porém, quando um ex-presidente condenado por corrupção é solto percebemos que não temos moral, não temos judiciário, pois todos que estão no poder são ladrões. Todos são repetitivos, sem moral.

Ao ver essa cena me dei conta que tenho 70 anos, e que já vi de tudo e que assistir ao Lula ser condenado e depois liberado, dá uma sensação de impotência e que nossos governantes nunca pensam no povo sofrido e no empresário extorquido. Aqui nós temos empresários que são extorquidos, temos um povo sofrido e sem nada. Precisamos tentar mudar isso nas próximas eleições, analisando com mais critérios em quem votamos.

José Antonio Puppio é empresário e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Francisney Liberato Batista Siqueira: - Mude o conteúdo com sabedoria
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA