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Paulo Bellincanta: – Somos ovelhas mudas

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               Somos ovelhas mudas

Autor: Paulo Bellincanta

Precisamos nos perguntar: Estamos seguindo a quem?

Depois de anos subjugados às ideais opostas, depois de ver a degradação de princípios e valores, depois de assistir o país sendo assaltado, depois de ver incompetentes em cargos de decisão, depois de perder a esperança, eis que surge alguém nos conduzindo a uma revolução radical e a uma mudança de rumo. Depois de ter acompanhado por longos anos a formação de uma horda cega de seguidores de um alguém que tinha o poder da oratória.

Depois de ver fanáticos defendendo e brigando por um líder, que usando o discurso do mais fraco, proporcionou a construção de impérios entre os favorecidos do poder.

Depois de repugnar tantas ideologias a serviço de interesses pessoais.

Depois do sentimento de estar indefeso e sem um líder, é natural que agora se queira extravasar e comemorar.

É mais que natural que queiramos tomar as rédeas e conduzirmos nossa nação para uma direção oposta.

É para este momento da história que devemos voltar nossos olhos e nossas mentes. São os métodos que precisamos questionar.

Guardando as devidas proporções, citaria a Revolução Francesa na implantação da guilhotina.

De julgador a julgado o que ocorreu foi movimento de massas ferozes, tenazes, respaldadas de razão e conduzidas por ideologias que se radicalizaram.

O Brasil vive hoje um momento de radicais contra os radicais que conduzem massas humanas atirando pedras. Teorias da conspiração brotam de cada acontecimento ou atitude. Não se ousa questionar lideranças sob o perigo de se pertencer ao “outro” lado.

Não há contraponto ou opinião divergente que ande na mesma direção. A liderança está certa, e todo aquele que se mostra contra ela deve ser banido do “bando”. Os objetivos e o futuro não são questionados, porque a vitória alcançada pelo líder lhe assegura carta branca.

Como na Revolução Francesa não se hesita em mandar para a guilhotina um parceiro de caminhada por ameaçar a liderança. E assim seguimos de modo cego, insano e sem qualquer análise, um comando tal qual fizeram outros povos da antiga e moderna história.

Não há dúvidas que precisávamos mudar o rumo deste país, não há dúvidas que temos uma liderança que nos agrega, não há dúvidas que lutamos contra grandes interesses.

A dosagem do poder, os limites da razão e a sensatez no exercício do poder é que somos obrigados a exigir. Os excessos não nos fazem bem nem mesmo na dosagem de remédios. A cegueira na idolatria de líderes, nos tornam ovelhas indefesas.

Pensa Brasil!

Paulo Bellincanta é presidente do Sindifrigo

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Cracios Clinton Consul: – A intercooperação como força econômica no Brasil pós-pandemia

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A intercooperação como força econômica no Brasil pós-pandemia

Autor: Cracios Clinton Consul

O Paraná possui o cooperativismo mais organizado e desenvolvido do país, sendo exemplo para várias outras regiões. São 13 ramos ou setores que incluem cooperativas de crédito, saúde, trabalho, habitação, educação, mineração, consumo, produção, infraestrutura, turismo e lazer, transporte e setores especiais, organizadas sob o guarda-chuva da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Além desses, o estado também conta com um sistema de intercooperação pioneiro, encabeçado pela Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, todas do Paraná. Esse modelo, que já demonstrava bons resultados, teve sua força evidenciada durante a crise da Covid-19. Atualmente, a Unium figura entre as maiores produtoras de leite do Brasil, na posição. O levantamento divulgado pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), referente a 2019, aponta que a instituição produziu 1,25 bilhão de litros de leite, com 9,5% de crescimento na produção se comparada a 2018, quando foram acumulados 1,14 bilhão recolhidos junto aos seus produtores. Atualmente, são produzidos em torno de 2,2 milhões de litros/mês com uma média aproximada de 1.700 litros/produtor/dia.

Com os resultados recentes em diversos setores, mostra-se que foi uma decisão acertada e que tende a crescer no mercado. Especialmente no cenário de pós-pandemia, no qual devem ser reforçados conceitos como colaboração, crescimento sustentável e economia compartilhada. Dentro desse formato, não se trata de uma fusão ou nova cooperativa, mas sim uma marca guarda-chuva, que tem abaixo de si as marcas de produtos das três cooperativas, que deixam de utilizar suas marcas de fabricante. Mas não foi somente uma questão da gestão das marcas de dezenas de produtos, que vão desde feijão, leite, até cerveja e carnes e alimentos processados, mas inclui também um complexo modelo de gestão de negócios, produção e logística.

O modelo se baseia na liderança de cada uma das três integrantes em negócios específicos, em que a cooperativa líder já possui estrutura ou expertise mais desenvolvida, porém, mantendo suas identidades organizacionais e jurídicas. Esse formato busca otimizar as plantas industriais das cooperativas e evitar investimentos duplicados ou concorrência desnecessária entre elas. Embora a operação seja de responsabilidade daquela cooperativa que assume a liderança, as decisões são tomadas em comum acordo com as três cooperativas, por meio de comitês gestores. As participações são proporcionais em cada unidade compartilhada.

Os investimentos também passaram a ter um modelo próprio, nos quais a cooperativa entra com 60% e o cooperado com 40% com participação nos resultados garantida. Ou seja, o cooperado tem a oportunidade de agregar valor a sua produção de forma direta, por meio da unidade de negócios na qual ele investiu. Este processo, que se iniciou em 2010, resultou em um modelo que hoje envolve 5 mil famílias cooperadas; 3,4 milhões de litros de leite processados por dia; 115 mil toneladas de grãos moídos por dia; 3,2 mil suínos abatidos por dia e 1,8 mil toneladas de carne industrializada por mês.

Por fim, em meio à uma pandemia mundial, a sociedade identificou a importância da cooperação para o bem-estar da população e desenvolvimento em conjunto, valores que já faziam parte da rotina de instituições cooperativas há mais de um século e que, a partir de agora, devem manter-se na rotina de cada um de nós.

Cracios Clinton Consul, Gerente de Marketing da Unium

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