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Paula Gomes: – Empreendedorismo Feminino – A Glamourização esconde a realidade

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Empreendedorismo Feminino – A Glamourização esconde a realidade

Autora: – Paula Gomes

Já parou para observar aquela amiga que viajou e trouxe novidades, aquela colega de trabalho que faz docinhos para vender na hora do almoço, aquela vizinha que passa todos os dias oferecendo um produto artesanal diferente, aquele grupo de adolescentes que se juntam para empreender uma ideia que surgiu na faculdade, ou aquela mãe de família que se viu obrigada a improvisar o pão caseiro para venda pois o marido devido a pandemia está desempregado.

Até ai, tudo ok! Mas quantas dessas pessoas citadas continuam a prosperar, ou inovando, tendo seus devidos lucros? Aqui em diante começa nossa conversa, pois empreender algo é: a incitava de implementar novos negócios, disposição ou capacidade de realizar projetos, serviços, negócios.

Porém existe dentro deste entendimento uma classificação que nos desperta para uma realidade “EMPREENDER POR NECESSIDADE”.

O Brasil tem a maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais e responsáveis por 34% dos empreendimentos criados no Brasil em 2018, segundo estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) feito em 49 países.

A proporção de negócios por necessidade é maior no grupo das mulheres: 44% contra 32% dos homens, de acordo com a mesma pesquisa. Na média nacional, as mulheres são “donas do negócio” em apenas 34% das empresas.

Vamos aos fatos:

Ao ler e pesquisar inúmeras histórias de sucesso no empreendedorismo Feminino, vejo em todas as falas um tom Realista. Como assim? As redes sociais só mostram a lado bonito do empreendedorismo, o lado do negocio que deu certo, ou que está dando certo, aí algumas mulheres tentam fazer o famoso Ctrl+c Ctrl+v e logo se depara com a frustração da realidade.

Muitas mulheres começam a empreender sem possuírem o mínimo de conhecimento ou estratégia de negócios, não sabem que por trás de qualquer reconhecimento tem um trabalho surreal.

Segundo Ana Fontes – Presidente do instituto do Rede mulher Empreendedora.

O suor e dedicação também vem acompanhados de erros, erros esses que deveriam ser melhor explorados, inclusive nas redes sociais e mídia, para que outras mulheres possam aprender com as falhas“.

Levanto aqui essa provocação, neste cenário atual enfrentando a pandemia a ansiedade x necessidade tem gerado uma corrente imediatista por parte de mulheres corajosas e batalhadoras. Não se vence uma guerra somente pela força, assim também ter determinadas habilidades não é garantia de sucesso.

O fato é: Esse Cenário tornou-se um campo de batalha, com soldados fortes e destemidos perambulando sem nenhuma estratégia e orientação, aí uma grande maioria morre na primeira emboscada. Essa analogia descreve a real situação, não a glamourização, o que a mulher realmente enfrenta para empreender seu negócio. A desinformação no meu ver se torna um inimigo cruel e implacável.

Então separei aqui 5 sugestões de mulheres que conseguiram empreender, que podem levar você mulher a reflexão;

1. Precisa gostar de resolver problema porque empreendedorismo é resolução de problema.

2. Tem que gostar de aprender sempre, aceitar críticas e revisitar os erros.

3. Se autoconhecer e se entender porque a motivação pessoal tem altos e baixos. Se não estiver emocionalmente bem suportada, o impacto das oscilações é ainda maior.

4. Entenda sua vocação e saiba trabalhar em rede, construir e fomentar redes, trabalhar em parceria. Isso tira a responsabilidade de você ter que saber tudo, precisa mesmo é saber a quem recorrer que sabe mais do que você naqueles assuntos.

5. Faça uma boa gestão da ansiedade.

Nós mulheres precisamos entender que não existe uma formula precisa, cada negócio tem seu produto, características e desafios, e o caminho até o sucesso te apresenta um desafio maior; não só alcançar, mas se manter no mercado. Porém aprender, estudar, adquirir propriedade sobre seu negócio fará toda a diferença, não faça o cola e copia, crie seus diferenciais, singularidade, qualidade, o encantar o cliente são passos necessários para se empreender. Empreender é desafiador e muitas vezes leva tempo até se conhecer o sucesso. Em resumo não se compare, apenas se inspire em casos e experiências reais e vá à luta.

Paula Gomes – Mãe, Empresária, Fundadora do IMEJ- Instituto Mato-grossense de Estudos Jurídicos, Escritora, Consultora de Etiqueta e Moda, Criadora de conteúdo digital e do Perfil no Instagram @resenhadamulhermoderna.

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Valdir Barranco: – MEIO AMBIENTE E O PACTO GERACIONAL

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                  MEIO AMBIENTE E O PACTO GERACIONAL

Autor: Valdir Barranco

É constitucionalmente garantido a todos, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, além de também ser imposto ao Poder Público e à coletividade justamente o dever de defender e preservar para o pacto geracional das presentes e futuras gerações. O meio ambiente é um bem de uso comum do povo e “essencial à sadia qualidade de vida”. Os incisos e parágrafos do artigo 225 da Carta Magna de 1988 trás quem compõe o meio ambiente, que seria o meio ambiente natural, o artificial, do trabalho, o patrimônio genético e o patrimônio cultural.

Em poucas linhas, o meio ambiente artificial é a base do direito à cidade, a necessidade de plano diretor, com acesso à rede de tratamento de água e esgoto, obrigatoriedade de aterro sanitário, moradia, lazer, entre outros. O meio ambiente do trabalho é parte da garantia de condições dignas de exercício de profissão, obrigatoriedade de uso de equipamento de proteção individual, ergometrias, e mais. A defesa do patrimônio genético é proteção desde fungos e bactérias até a vida humana sem alterações de suas funções. O patrimônio cultural é o direito de sabermos de onde viemos e como nossos antepassados viveram aqui, como se comportavam, por exemplo.

O que mais chama atenção nos dias de hoje é o meio ambiente natural, é a proteção da fauna e da flora em linhas gerais. Para Celso Antônio Pacheco Fiorillo, o bem ambiental compõe o piso vital mínimo para vida humana, em outras palavras, “definição jurídica de bem ambiental está adstrita não só a tutela da vida da pessoa humana, mas principalmente à tutela da vida da pessoa humana com dignidade“.

Há para o direito ambiental nessa vertente mais ampla, princípios jurídicos que devem ser considerados na interpretação das normas, entre eles, o princípio do desenvolvimento sustentável. Inicialmente utilizado, na Conferência Mundial de Meio Ambiente, realizada, em 1972, em Estocolmo e repetida nas demais conferências sobre o meio ambiente, em especial na ECO-92, a qual empregou o termo em onze de seus vinte e sete princípios.

Na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável realizada no Rio de Janeiro/BRASIL em junho de 2012 — a Rio+20 — ao publicar seu documento final intitulado “O FUTURO QUE QUEREMOS: Nossa Visão Comum, Renovação dos Compromissos Políticos, Economia Verde, Marco Institucional para o Desenvolvimento Sustentável, Marco para Ação e Implementação e Meios de Execução”, reafirmou todos os princípios da Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Para Fiorillo, esse princípio “permite-se o desenvolvimento, mas de forma sustentável, planejada, para que os recursos hoje existentes não se esgotem ou tornem-se inócuos. Dessa forma, o princípio do desenvolvimento sustentável tem por conteúdo a manutenção das bases vitais da produção e reprodução do homem e de suas atividades, garantindo igualmente uma relação satisfatória entre os homens e destes com o seu ambiente, para que as futuras gerações também tenham oportunidade de desfrutar os mesmos recursos que temos hoje à nossa disposição“.

É importante registrar que tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 732/2020 que dispõe sobre “autoriza o Poder Executivo a realizar a concessão de serviço público precedida de execução de obra pública para a operação, construção e manutenção do Parque Estadual de Águas Quentes e dá outras providências” e que tendo pedido vistas sendo apresentadas três emendas para melhor disciplinar o assunto.

Não há discordância desse pensamento e é bom ressaltar que a Constituição diz que “a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional por isso falar de proteção do meio ambiente, aqui em Mato Grosso, em especial do Pantanal é falar de um patrimônio mundial, inscrito desde 2000 na UNESCO.

O Complexo do Pantanal é conhecido como uma das maiores extensões alagadas contínuas; alimentado pela bacia do Alto Paraguai, como os rios Cuiabá, São Lourenço, Piquiri, Miranda, Aquidauana, Paraguai e Taquari; tem clima quente e úmido; uma planície com cerca de 230 mil quilômetros quadrados; com fauna composta por peixes, jacarés, capivaras, ariranhas, tuiuiús; além de uma flora como angico, ipê e aroeira.

Os noticiários trazem grandes preocupações sobre as queimadas no Pantanal, com mais de 2,3 milhões de hectares atingidos por queimadas, segundo o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, sem cálculo de fauna e flora perdidos.

Um exemplo são as onças pintadas que Vinícius Lemos diz estudos apontam que o Brasil detém cerca de 50% das onças-pintadas de todo o mundo — mais de 90% delas estão na América do Sul. No país, o maior felino das Américas está presente em diferentes biomas, como Amazônia (onde há mais quantidade da espécie), Pantanal, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica e Lilian Rampim, bióloga, afirma elas são totalmente carnívoras. Por isso, podem controlar a quantidade de presas no ambiente. Por exemplo, podem comer capivaras, veados e queixadas. Como as onças estão no topo da cadeia alimentar, elas não permitem que nenhum animal de nível inferior tenha uma explosão de reprodução.

Segundo o site BBC, seis fatores tornam os incêndios no Pantanal difíceis de serem controlados: período extremamente seco, no período chuvoso a área recebeu 40% menos volume de chuva (EMBRAPA); fogo subterrâneo, ou fogo de turfa, quando alcança matérias orgânicas no subsolo; áreas de difícil acesso, com 95% da propriedade privada, e necessidade de utilizar barcos ou aeronaves nos trechos; ventos, que mudam de direção e velocidade; falta de consciência, que Julio Sampaio, do WWF afirma o fogo que estamos vendo no Pantanal não é natural. Ele poderia ser Ele poderia ser evitado. Há medidas que poderiam ser tomadas para diminuir a severidade desses incêndios. O problema é que no Pantanal existe essa cultura do uso do fogo como ferramenta de trabalho entre fazendeiros (…); e a demora para agir e o pouco combate, as autuações no bioma (como desmatamento e queimadas ilegais) caíram 48% neste ano, em comparativo ao mesmo período de 2019“.

Concluindo que a responsabilidade é da sociedade que tem o dever de proteção e defesa, e ainda o Poder Público, no seu papel de orientar, fiscalizar e punir, com o objetivo comum de garantir soberania, cidadania e a dignidade da pessoa humana.

Valdir Barranco é biólogo, deputado estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso. Atualmente, pré-candidato a senador da República.

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