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Oportunidades

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Autor: Francisney Liberato –

Pela segunda vez, o Senhor Deus disse a Jonas. Jonas 3:1

A história de Jonas é muito intrigante e rica em informações que podem ser aplicadas em nossa vida.

Deus tinha determinado que Jonas fosse para a cidade de Nínive, mas ele desobedeceu e foi para a cidade de Társis, sendo assim, o profeta teve as suas consequências.

Naquele momento, Deus poderia ter acabado com a vida de Jonas, mas não fez isso. Ainda bem que Deus não é igual ao ser humano, vingativo e que não tem misericórdia.

A consequência foi aplicada ao profeta. Deus concede o livre-arbítrio, contudo, não nos livra das consequências. Deus até poderia nos livrar das consequências, entretanto, os corolários servem como aprendizado.

No fundo do poço, ou seja, dentro da barriga do peixe gigante, Jonas se arrependeu, e assim, o peixe o vomita na praia.

No capítulo 3:1-3 do livro de Jonas, é relatada uma nova chance dada ao profeta:

Pela segunda vez, o Senhor Deus disse a Jonas: Apronte-se, vá à grande cidade de Nínive e anuncie ao povo de lá a mensagem que eu vou dar a você. Jonas se aprontou e foi a Nínive, como o Senhor Deus havia ordenado”.

Dizem que não podemos, jamais, desperdiçar as oportunidades da vida. Deus concedeu ao profeta uma nova chance e desta vez ele a agarrou com todas as suas forças.

Assim somos nós. Desobedecemos ao chamado de Deus, porque achamos que sabemos demais, mas, em meio às consequências, passamos pelo processo do aprendizado. Quem dera fôssemos como sábios, que não precisam de resultados negativos para aprender.

O Deus da segunda chance. Como é bom saber que temos um Deus que nos perdoa e nos concede uma nova oportunidade para corrigir as nossas falhas!

Na música “O Deus da segunda chance”, explica-se essa oportunidade:

Eu sei que Deus é o Deus da segunda chance para mim, eu sei. Sei que posso começar a vida mais uma vez, e Ele ainda me dá forças pra vencer. Eu sei que Deus é o Deus da segunda chance pra você também. Seu perdão trará uma nova vida, você vai ver, Sempre há uma nova chance pra viver”.

Não espere uma terceira chance para obedecer a Deus, pois pode ser tarde demais.

Que possamos agarrar as oportunidades concedidas por Deus para cada um de nós, e que nós possamos evitar as escolhas erradas, a fim de não sofrer as consequências. O profeta aproveitou a oportunidade e cumpriu a promessa de Deus na cidade de Nínive. Que possamos ouvir a voz de Deus enquanto existe tempo e oportunidade.

Francisney Liberato é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Membro da Academia Mundial de Letras.

Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2” e “Como falar em público com excelência”.

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O Brasil dos Brasileiros não é o mesmo Brasil dos governantes

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Autor: José Antonio Puppio – 

Um dia desses, saí de casa e fui até o centro de São Paulo numa sapataria que faz sapatos especiais para o meu pé, só que eu tive que ir de carona, não posso dirigir porque estou usando uma sandália que não permite que eu dirija. Durante o trajeto fiquei em silêncio, no meu canto, observando a cidade que passava pela janela do carro. Vi a Juscelino Kubitschek com as grandezas de seus prédios, passei pela Brigadeiro Luiz Antônio e reparei como a cidade pulsa no seu ir e vim dos pedestres.

Quanto mais o carro chegava perto do centro da cidade, mais contrastes eu ia observando, até que o automóvel parou no farol vermelho e da janela observei um homem, ele tinha mais ou menos 35 anos, era alto e de cor negra. Enquanto esperava o sinal abrir vi o homem se aproximar de três latões grandes de lixo, ele tirou as tampas dos latões como se procurasse por alguma coisa, até que tirou de dentro de um algo parecido com um bloco, enfiou o dedo, tirou um pedaço de algo que não consigo descrever e comeu.

Aquela cena me gerou uma certa revolta, a situação vivida por aquele homem representa o último estágio da pobreza e isso me causou indignação porque me lembrou que tudo que está no planejamento dos comandantes do nosso país consiste no enriquecimento deles. A intenção dos nossos representantes é que a pobreza seja generalizada para assim ser perpetuada.

Tenho a impressão de que eles não medem o tamanho da pobreza da população, mas sim o tamanho do bolso deles, ou seja, cada vez mais eles pedem para seus alfaiates fazerem calças com bolso mais fundo para que possam receber mais propinas.

É fácil fazer as contas. Um exemplo disso é um deputado que trabalha por dois mandatos, cerca de oito anos, e aposenta com salário integral. Hoje, um cidadão comum não consegue se aposentar com salário integral. Eu, por exemplo, trabalhei por cerca de 35 anos e ao me aposentar recebia, inicialmente, cerca de R$ 4.500.

Porém, um colega de escola que prestou concurso e foi ser promotor público, ganha cerca de R$ 128 mil reais de aposentadoria. E ele só precisou trabalhar cerca de 20 anos. Isso é inaceitável. Existem professores, engenheiros, médicos que trabalham a vida toda e ao aposentar são obrigados a continuar trabalhando porque a aposentadoria de um profissional desse é em torno de R$: 5.000 e se ele parar de trabalhar e viver de aposentadoria, talvez não consiga nem comer um sanduiche.

Mas eu pergunto: por que essa situação não muda? A resposta é simples: porque eles não querem. Existem diversas propostas de reforma na câmara e no senado, elas estão lá há 20 anos e não são votadas. Elas retorcem e distorcem as reformas, mas eles não votam, porque se eles votarem elas podem piorar. Mas ela não vai piorar a vida do cidadão, ela vai piorar o bolso deles.

Eu já dei exemplo aqui que é necessário que haja vontade política, a vontade do povo por mais importante que seja, ela não faz diferença. É urgente alguém que faça um esforço e faça algo para o bem do Brasil e da pátria. Porque ultimamente eles só pensam no bolso deles.

E enquanto os responsáveis pelo Brasil continuarem a pensar no bolso do deputado, do senador ou do Ministro do Supremo Tribunal Federal, cenas como a descrita acima, onde um homem precisa revirar o lixo em uma das principais avenidas de São Paulo, serão comuns.

Por fim, não posso deixar de mencionar que começamos a fazer algo quando gritamos para o mundo que se roubar vai preso, porém, quando um ex-presidente condenado por corrupção é solto percebemos que não temos moral, não temos judiciário, pois todos que estão no poder são ladrões. Todos são repetitivos, sem moral.

Ao ver essa cena me dei conta que tenho 70 anos, e que já vi de tudo e que assistir ao Lula ser condenado e depois liberado, dá uma sensação de impotência e que nossos governantes nunca pensam no povo sofrido e no empresário extorquido. Aqui nós temos empresários que são extorquidos, temos um povo sofrido e sem nada. Precisamos tentar mudar isso nas próximas eleições, analisando com mais critérios em quem votamos.

José Antonio Puppio é empresário e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”

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