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Onofre Ribeiro: – O mundo mudando

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                       O mundo mudando

Autor: Onofre Ribeiro

Ao longo da História a garantia sempre foi a de que a humanidade evolui por ciclos. Um tempo de ordem, outro de desordem. Um de prosperidade. Outro de miséria. Um de desenvolvimento econômico e tecnológico. Outro de reconstrução. E cada ciclo engata no anterior. Ao conjunto se chama evolução!

Vamos ao agora. O Século 20 foi marcado por fatos graves. A primeira guerra entre 1914 e 1918. A segunda, de 1939 até 1945 foi um desdobramento mais duro e mais agressivo. O mundo se dividiu em duas fatias: uma liberal, outra socialista. Isso acabou em 1990. Nasceu outro mundo. Todo o imenso e caríssimo aparato tecnológico criado pra uma possível terceira guerra mundial consequente da Guerra Fria, foi transformado em produtos de uso civil.

Aqui surgem na década de 1990 o telefone celular, a internet, o crescente uso das tecnologias pra ocupar espaços de atividades até então humanas ou das máquinas. O mundo a partir de 1990 mudou completamente e deu arrancada a uma série de mudanças que nos traz aos dias de hoje.

O que temos? Um mundo altamente conectado pelas comunicações e pelas tecnologias. Os mercados dependentes de fatores altamente subjetivos que podem acontecer aqui, ali ou lá distante. Na China, por exemplo.

De repente, surge um vírus nascido sob as mais duras suspeitas de honestidade, e invade o mundo econômico, comercial, negocial, financeiro, político e humano. Pessoas urbanas, despreparada pra lidar com sustos, habituadas às facilidades da modernidade tecnológica, se assustam e entram em pânico. O pânico é natural.

O que sairá da crise do vírus? Um mundo completamente diferente do mundo que entrou. Novos padrões financeiro, comercial, políticos e mercados com novas caras. E mais: as pessoas com novos comportamentos. O vírus terá sido mero provocador de uma das mais extraordinárias mudanças jamais havidas no planeta.

Especialmente os novos comportamentos coletivos. O mundo que fecha as fronteiras ao movimento das pessoas e ordena-lhes cortarem as relações sociais por risco do vírus, não sairá da paranoia igual entrou.

Não vou prosseguir com o tema, mas escrevo completamente tomado pela sensação de que nos próximos meses e anos nos sentiremos séculos à frente do nosso tempo atual que hoje julgamento moderno.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]

www.onofreribeiro.com.br

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José Wenceslau de Souza Júnior: – Toda crise traz mudanças!

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                  Toda crise traz mudanças!

Autor: José Wenceslau de Souza Júnior

Em 2020, estamos vivendo um divisor de águas, pois a Covid-19 está fazendo todos se reinventarem, e consequentemente, o comércio também.

O comerciante deve preparar a loja para receber o cliente, e se atentar ao comportamento, já que ele está menos consumista, mais exigente e cuidadoso.

O cliente mudou a percepção sobre as marcas, em destaque estão as empresas que possuem boas ações, atendimento diferenciado, tanto na forma presencial, quanto on-line (WhatsApp, Chatboot, Instagram, Facebook, site e e-mail marketing).

O que consumir também entrou nas indagações do cliente, pois o supérfluo deixou o lugar para o essencial, desde a alimentação, viagens, cabeleireiro, vestuário, até móveis, eletrodomésticos e veículos.

Já para o comerciante, o desafio é se adequar às normas sanitárias e de distanciamento sem perder a qualidade no atendimento, manter o preço competitivo da loja física, em relação às lojas virtuais.

De acordo com pesquisa realizada por uma empresa especializada em inteligência de mercado, 51% dos consumidores brasileiros comprarão mais pela internet ou por aplicativos, sendo que 45% das compras realizadas nos últimos três meses foram feitas pela primeira vez, ou seja, até os mais receosos perderam o medo de utilizar o cartão de crédito no universo digital.

E o comércio, gerador de cerca de 66% da arrecadação do ICMS em Mato Grosso, e empregador de mais da metade dos trabalhadores com carteira assinada – precisa de atenção. Não me refiro apenas ao gestor do negócio, mas atenção do poder público.

Com o aumento das compras pela internet, o consumo nas lojas físicas já diminuiu, e uma readequação dos impostos deve ser feita, para evitar uma competição desigual entre lojas físicas x virtuais.

Por outro lado, há 40 anos atuando no comércio mato-grossense, já vivenciei outras crises e tenho certeza que vamos superar mais essa. O consumo retraído neste período de isolamento e recessão econômica, vai se estabilizar, talvez não na velocidade que desejamos, mas no último trimestre deste ano, os consumidores voltarão a realizar as compras – sem receios.

E mais uma vez ressalto, o comércio é importante para o desenvolvimento social, porque por trás de um CNPJ, existem muitos CPFs.

José Wenceslau de Souza Júnior, comerciante há mais de 40 anos e presidente da Fecomércio, Sesc e Senac em Mato Grosso.

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