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O desafio das entregas perfeitas na Black Friday

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Autor: Marcelo Fujimoto –

Fidelizar ou destruir a reputação. O dilema vivido por todo e-commerce no Brasil encontra seu apogeu exatamente na última semana de novembro, quando o evento criado nos EUA e integrado à cultura brasileira a partir de 2010, força todos os players da cadeia a mostrarem seus predicados ou suas fraquezas. Trata-se de um termômetro que medirá as chances daqueles que seguirão crescendo ou dos que terão um futuro comprometido.

Nesse momento do apogeu da venda online, a entrega é um dos protagonistas. Respeitado o prazo e bem realizada ela gera satisfação e confiança na relação de namoro entre cliente e vendedor. Já o atraso ou a falta de cuidado e segurança com o produto, pode causar uma imagem tão negativa que transformará a relação em um encontro casual, que jamais se repetirá. Em situações mais extremas, a falha poderá cair nas mãos imperdoáveis das mídias sociais, com ataques à reputação dos comércios eletrônicos, fazendo um estrago sem precedentes.

Há 10 anos quando a Black Friday começou por aqui, muitos varejistas não souberam planejar e dimensionar seus estoques para a data e os operadores logísticos não conseguiram processar e enviar o alto volume de encomendas no tempo correto. As reclamações explodiam, tanto em marketplaces (que ainda davam os primeiros passos) como em pequenos e médios e-commerces.

Embora o impacto negativo tenha sido dolorido nestes anos iniciais, havia uma certa condescendência natural dos consumidores, em entender que se tratava de um momento de pico atípico e que falhas eram parte do jogo. A própria cultura da compra online ainda estava engatinhando e as redes sociais não tinham a força julgadora entre o bem e o mal.

O desenvolvimento desse mercado gozava de adaptações e ajustes que eram realizados, muitas vezes, com improvisos. Esse tempo acabou.

A prática da compra online já se tornou parte das rotinas dos brasileiros e os compradores estão cada vez mais exigentes. Não há espaço para amadores, para prazos irrealizáveis e erros que não sejam muito bem justificados.

Entramos em uma era em que alguns marketplaces conseguem oferecer entregas feitas em apenas algumas horas, o que torna imenso o desafio de alcaçar índices de eficiência durante a Black Friday.

Há alguns caminhos básicos para que os operadores logísticos não frustrem os e-commerces e para que os mesmos não percam clientes. A começar da antecedência em preparar e investir para esta data. Quem trabalha com responsabilidade já começou, lá em meados de agosto, tendo a Black Friday como pauta central.

Já iniciaram investimentos em ampliação da equipe, com a contratação de funcionários temporários, a revisão das frotas de caminhão e a realização de adaptações nas estruturas e instalações do Cross Docking ou dos Centros de Distribuição.

Transparência é um mantra. Jamais o e-commerce e o operador logístico devem acordar prazos irreais e oferecerem o que talvez não consigam cumprir. O preço do ‘talvez’ pode ser caro demais à reputação de ambos. Mesmo com investimentos e planejamento, o tempo de expedição e de transporte nesse período poderá ser maior que o usual. Não há espaço para vender ilusões no mercado atual.

O frete grátis continua sendo um diferencial para o consumidor. Segundo pesquisa recente divulgada pelo site Opinion Box, sobre a experiência do consumidor brasileiro no comércio online, a oferta ainda é apontada por mais da metade dos consumidores como um dos fatores que influenciam a boa experiência de compra em determinado site.

Mas é fundamental calcular o impacto desse custo no orçamento do player. A Black Friday pode gerar apostas frustradas e as decisões precisam ser muito bem estruturadas a fim de evitar prejuízos para o balanço financeiro da empresa.

De acordo com um estudo divulgado mês passado pela Méliuz, 71% dos brasileiros pretendem fazer compras na Black Friday deste ano. Em 2020 houve recorde em vendas (Ebit Nielsen), chegando a R$ 53,4 bilhões em faturamento no país, número que deverá ser quebrado em 2021.

É um mundo de gente clicando, um imenso montante de recurso sendo injetado na economia. Em um momento de extrema competitividade, quem errar a mão na entrega agora, dificilmente verá seus carrinhos cheios em 2022.

Marcelo Fujimoto, CEO e Co-founder da Mandaê

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A primeira consulta ao ginecologista

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Autora: Giovana Fortunato –

Ir ao ginecologista regularmente é um dos cuidados essenciais para a saúde de mulheres de praticamente todas as idades, pois ajuda a detectar doenças e evitar problemas futuros. Mas você sabe com que idade uma menina deve ir na primeira consulta ao ginecologista?

O ideal é que a partir dos 9 aos 12 anos a menina já tenha uma consulta com o ginecologista ou com a ginecologista da mãe. Por quê? Porque logo ela vai menstruar. Então essa consulta serve como uma orientação sobre esse período que está para chegar com sua primeira menstruação.

A partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, HIV entre outras.

A ideia de que uma menina vá começar, em algum momento de sua história, a ter vida sexual ativa é algo que assusta muitos pais. Por isso, adiam a primeira visita ao ginecologista. Porém, mesmo sem uma vida sexual ativa, a menina deve ter um acompanhamento especializado com um médico ginecologista. É normal a adolescente sentir vergonha e pedir para ir ao especialista apenas quando está prestes a ter relações sexuais, mas o ideal é que a visita aconteça após a primeira menstruação.

Vale ressaltar que é muito importante que seja um médico de confiança. Sua filha precisa se sentir segura e confortável com o ginecologista.

A primeira consulta muitas vezes é apenas uma conversa para saber um pouco mais sobre a paciente: hábitos da rotina, problemas de saúde da infância, ciclo menstrual, se há histórico de doenças como câncer de mama na família, entre outras.

O exame preventivo ginecológico no primeiro encontro com o ginecologista é bem simples e vai depender do histórico de cada menina.

Quando a menina iniciou a sua vida sexual é importante que ela vá pelo menos uma vez ao ano ao seu ginecologista para fazer um exame preventivo, para ver como está sua saúde em geral.

O principal deles é o Papanicolau, que é um rastreamento de câncer de colo, além do exame das mamas. Também é importante avaliar fazer um ultrassom transvaginal, ou ultrassom pélvico para ver como é que está o útero, o ovário. Ou seja, para fazer um check-up ginecológico.

Endometriose

Quando surge na adolescência, a endometriose é de difícil diagnóstico, pois muitos dos sintomas como as cólicas frequentes, podem ser confundidos com problemas intestinais ou serem considerados normais da fase de vida da adolescente.

Muitas meninas que tem endometriose ainda não entraram na idade reprodutiva e não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam sintomas da doença que se manifestam nessa fase como dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico. Estudos comprovam que é importante realizar uma investigação adequada, já que entre o início dos sintomas e a confirmação da doença em adolescentes pode decorrer até 12 anos, tempo suficiente para comprometer a fertilidade da paciente.

Se a sua filha está na puberdade ou menstruou recentemente, marque uma consulta com o ginecologista, especialista indicado para orientar as adolescentes nessa fase de mudanças no copo e muitas dúvidas sobre a saúde da mulher.

  • Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT, coordenadora de Residência no HUJM.
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