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Maria Augusta Ribeiro: – Reputação digital: O que as pessoas estão falando de você nas redes

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Reputação digital: O que as pessoas estão falando de você nas redes

Autora: Maria Augusta Ribeiro

Porque ter uma boa imagem no digital é tão importante quanto em ambiente físico.

Somos todos conectados, seja no ambiente físico seja no digital; ter uma boa reputação interfere nas nossas relações familiares, círculo de amigos, e principalmente no trabalho.

E com tanta informação flutuando por aí, você já parou para se perguntar como anda a sua e-reputação? Ah, ok, você é uma daquelas pessoas que dizem não se importar com o que dizem sobre você. Tem certeza?

Não adianta pensar que, se você não faz parte das redes sociais, as pessoas não vão procurar por você nas redes. Recentemente um amigo super “old fashion” me disse que ele não estava em nenhuma rede social, e por isso acreditava que não estava na Internet.

Com uma busca sem esforços o Google indicou inclusive o endereço onde mora, estarrecido e sem acreditar nas possibilidades via web, me questionou, como aquilo era possível? Muito papo e boas risadas foram o suficiente para convencê-lo que, uma vez que você existe no físico, a chances de estar no digital são de quase 100%.

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Por isso é legal você ter uma boa higiene com sua reputação digital, pois é através dela que empresas que desejam contratar você, fazer negócios ou engajar sua marca, vão encontrar informação sobre você ao vasculhar suas redes.

E alto lá para quem acha que isso é invasão de privacidade! Lembre-se que quando criou sua conta no Instagram, Facebook, Linkedin, Twitter, Netflix, Spotfy e afins, você autorizou a vinculação dos seus dados.

A reputação digital diz muito se você é uma boa ou má pessoa no físico. Opiniões contraditórias, discurso de raiva e atitudes preconceituosas são um termômetro para avaliar sua e-reputação.

É através dela que somos orientados sobre as pessoas em relação à profissão, negócios ou imagem. Uma reputação construída à base de fake news ou Photoshop é desbancada em segundos, porque o ser humano deseja que o físico seja o digital e vice-versa.

Renome, fama e estima são qualidades estabelecidas pela reputação, seja ela no físico ou no virtual. E elas dependem de posicionamento e de como você se comporta. Lembre-se reputação vai além do físico sempre!

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Maria Augusta Ribeiro. É especialista em Netnografia e Comportamento de consumo digital no Belicosa.com.br

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Mais crianças com miopia: uma triste realidade do século XXI

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Autor: Pedro Duraes*

Não é de hoje que a comunidade médica vem se preocupando cada vez mais com a visão das crianças. Bem antes de 2020 já era comum que víssemos os pequenos continuamente focados na tela de celulares e tablets em momentos em que deveriam estar gastando a energia em brincadeiras ao ar livre. Porém, com a necessidade de manter as crianças em casa por dois anos – muitas delas com condições de comorbidade e, assim, mais suscetíveis à Covid-19 – essa questão aumentou consideravelmente, principalmente com as aulas online.

Nós, seres humanos, somos resultado da evolução. E a evolução consiste em mudarmos, ao longo de muito tempo, alguns aspectos físicos, biológicos e fisiológicos, de forma a adaptá-los a novas necessidades. Com a rápida ascensão da internet e das tecnologias digitais neste início de século, ainda não tivemos tempo para evoluir os olhos a ponto de garantir a saúde ocular das gerações atuais frente à exposição de telas e luzes brancas com que temos que lidar continuamente. O que acontece, então? Acontece que as pessoas estão desenvolvendo mais problemas visuais, cada vez mais cedo, e nossas crianças também.

Um estudo feito com crianças chinesas e publicado pelo periódico JAMA Ophthalmology no início deste ano revelou os primeiros dados analíticos em larga escala sobre o fato de a pandemia ter aumentado – e ainda estar aumentando – os casos de miopia entre a população infantil. Segundo os números publicados, entre os anos de 2015 e 2019 a incidência de miopia em crianças de seis anos era de 5,7%. Em 2020, esse número saltou para 21,5, sendo que o aumento também foi percebido nos menores de sete e oito anos. Em todos os casos, o estudo indica que esse resultado se relaciona diretamente com o fato de as crianças se forçarem a olhar algo muito de perto – situação que se observa quando elas usam smatphones, tablets e fazem aulas online.

Até agora falei de crianças em idade escolar. Mas, e quando se trata de crianças ainda menores de dois anos? Bom, aqui é importante dizer que, nesse período da vida, as crianças têm um tecido ocular maleável e que se deforma com facilidade, favorecendo o surgimento da miopia.

A miopia tem fatores genéticos e ambientais – filhos de pai ou mãe míopes têm mais chances de desenvolver o distúrbio visual – e é caracterizada por um globo ocular mais “longo”, o que provoca a formação da imagem antes que a luz chegue até a retina, causando dificuldades em ver de longe. Porém, se considerarmos a realidade das crianças do século XXI, a causa desse aumento está mais ligada ao uso de telas do que à hereditariedade. É verdade que, antigamente, não havia um cuidado preventivo como há hoje, com os responsáveis levando seus filhos para começarem cedo nas consultas com oftalmologistas – se há mais cuidados e exames, também há mais diagnósticos e mais crianças usando óculos. Por outro lado, o estilo de vida que levamos atualmente favorece, sim, o surgimento de problemas oculares e não deixa de ser alarmante indicar lentes de grau alto a crianças tão pequenas por razões que são, sim, possíveis de serem evitadas ou contornadas.

Tudo bem que elas são a geração Z, que já nasceram imersas em tecnologia e no mundo digital, mas os cuidados com os excessos transcendem as gerações e, assim como o próprio ser humano, também precisam evoluir conforme as necessidades do momento. E a necessidade, neste momento, é: evite que seus filhos passem tempo demais em telas. As crianças são o nosso futuro e precisamos que elas enxerguem longe.

*Pedro Duraes é oftalmologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa

Fonte: 

https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/fullarticle/2774808

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