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Maria Augusta Ribeiro: – O que é Netnografia?

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                              O que é Netnografia?

Por: Maria Augusta Ribeiro

Saiba como compreender padrões de comportamento do consumidor online através de insights.

Qual o comportamento do consumidor ao navegar pela Internet? O que motiva uma compra online? Como estimular o uso? E como engajar mais nas redes sociais? Essas e muitas outras perguntas são a principal proposta da Netnografia.

Mas afinal o que é netnografia? É um método de pesquisa, que se baseia na investigação interpretativa para desvendar padrões analíticos de comportamento social e cultural via web, nos fazendo entender profundamente quais são os problemas dos consumidores ao acessar uma marca ou produto.

É justamente através dos símbolos e da linguagem produzidos pelos consumidores nas comunidades online que a Netnografia gera insights para as empresas e agencias em busca de empatia com o cliente ávido a consumir.

A possibilidade de transformar cenários em experiências de consumo visuais, emocionais, ou apenas por hábito é o que faz o método se aprofundar tanto nas pessoas digitalizadas.

Como se fosse um antropólogo virtual o pesquisador netnográfico pesquisa o que faz sentido para aquelas pessoas em determinado momento. Por exemplo as pessoas que gostam de café conseguem pelas redes trocar experiencias, melhorar o paladar do outro e ainda evangelizar sobre os diferentes tipos e qualidades do café.

Inventada pelo professor Robert Kozinets, especialista em mídias sociais, pesquisas de marketing e reconhecido mundialmente. Ele criou a Netnografia para compreender por que pessoas eram fãs de Star Wars e Star Trek em seu doutorado.

Netnografia tem livro? Sim e foi escrito pelo próprio Kozinets, chamado: NetnografiaRealizando Pesquisa Etnográfica Online, é amplamente utilizado. No Brasil a tradução foi feita por Tatiana Melani Tosi outra grande pesquisadora sobre o assunto.

Além de estudar o que faz sentido o estudo da Netnografia tem vantagens enormes sobre os outros métodos de inteligência de mercado, justamente porque acaba pesquisando o cotidiano dos usuários de forma menos intrusiva e mais rápido.

É através da Netnografia que identificamos a recepção da publicidade gerada por uma marca ou produto até o cliente. Assim ao se estudar as comunidades online, e principalmente as redes sociais, a Netnografia é capaz de identificar oportunidades de negócios na web.

Além da percepção de marca, a melhor contribuição da netnografia é reconhecer a capacidade de cocriação que algumas comunidades têm ao se estabelecer novos produtos para marcas digitais já consagradas.

Empresas como Amazon, Netflix, Unilever, Facebook, Johnson&Johnson e Starbucks, entre outras, utilizam a Netnografia para entender seu público e gerar conexões que façam cada vez mais sentido para quem é fiel às marcas.

É inegável que a internet mudou nossa realidade como cidadãos, consumidores e sociedade moderna. E certamente a Netnografia estará presente para estudar, analisar e compreender o que motiva nossa compra, engajamento e fidelização em universo digital cada vez mais.

Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e netnografia no Belicosa.com.br

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A primeira consulta ao ginecologista

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Autora: Giovana Fortunato –

Ir ao ginecologista regularmente é um dos cuidados essenciais para a saúde de mulheres de praticamente todas as idades, pois ajuda a detectar doenças e evitar problemas futuros. Mas você sabe com que idade uma menina deve ir na primeira consulta ao ginecologista?

O ideal é que a partir dos 9 aos 12 anos a menina já tenha uma consulta com o ginecologista ou com a ginecologista da mãe. Por quê? Porque logo ela vai menstruar. Então essa consulta serve como uma orientação sobre esse período que está para chegar com sua primeira menstruação.

A partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, HIV entre outras.

A ideia de que uma menina vá começar, em algum momento de sua história, a ter vida sexual ativa é algo que assusta muitos pais. Por isso, adiam a primeira visita ao ginecologista. Porém, mesmo sem uma vida sexual ativa, a menina deve ter um acompanhamento especializado com um médico ginecologista. É normal a adolescente sentir vergonha e pedir para ir ao especialista apenas quando está prestes a ter relações sexuais, mas o ideal é que a visita aconteça após a primeira menstruação.

Vale ressaltar que é muito importante que seja um médico de confiança. Sua filha precisa se sentir segura e confortável com o ginecologista.

A primeira consulta muitas vezes é apenas uma conversa para saber um pouco mais sobre a paciente: hábitos da rotina, problemas de saúde da infância, ciclo menstrual, se há histórico de doenças como câncer de mama na família, entre outras.

O exame preventivo ginecológico no primeiro encontro com o ginecologista é bem simples e vai depender do histórico de cada menina.

Quando a menina iniciou a sua vida sexual é importante que ela vá pelo menos uma vez ao ano ao seu ginecologista para fazer um exame preventivo, para ver como está sua saúde em geral.

O principal deles é o Papanicolau, que é um rastreamento de câncer de colo, além do exame das mamas. Também é importante avaliar fazer um ultrassom transvaginal, ou ultrassom pélvico para ver como é que está o útero, o ovário. Ou seja, para fazer um check-up ginecológico.

Endometriose

Quando surge na adolescência, a endometriose é de difícil diagnóstico, pois muitos dos sintomas como as cólicas frequentes, podem ser confundidos com problemas intestinais ou serem considerados normais da fase de vida da adolescente.

Muitas meninas que tem endometriose ainda não entraram na idade reprodutiva e não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam sintomas da doença que se manifestam nessa fase como dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico. Estudos comprovam que é importante realizar uma investigação adequada, já que entre o início dos sintomas e a confirmação da doença em adolescentes pode decorrer até 12 anos, tempo suficiente para comprometer a fertilidade da paciente.

Se a sua filha está na puberdade ou menstruou recentemente, marque uma consulta com o ginecologista, especialista indicado para orientar as adolescentes nessa fase de mudanças no copo e muitas dúvidas sobre a saúde da mulher.

  • Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT, coordenadora de Residência no HUJM.
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