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Maria Augusta Ribeiro: – Entenda o que é Netnografia

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              Entenda o que é Netnografia

Por: Maria Augusta Ribeiro – 

Em tempos de coleta de dados, o nosso comportamento na web também é sinônimo de dinheiro. E áreas ligadas ao marketing, varejo e mercado financeiro estão de olho em vocês através da Netnografia.

Este método de analise mercadológica que utiliza informações disponíveis publicamente em ambiente digital serve para compreender melhor as necessidades do consumidor.

Pode parecer distante de você, mas as empresas, marcas e profissionais liberais utilizam a Netnografia como ferramenta para gerar estratégias de futuro ao entender seu público alvo e assim influenciar suas escolhas na quando compra na internet.

Já observou como recebe e-mails marketing de empresas que nunca visitou? Ou mesmo, quando acessa sua rede social, já disparam um produto ou serviço relevante para você? Isso é devido a um monitoramento e análise do seu comportamento através da Netnografia.

E mesmo quando tem bots, antes de existir essas ferramentas foram alvo de pesquisas Netnograficas na busca por vantagens mercadológicas e depois foram inventadas.

Apesar de muito utilizada, a Netnografia é mais complexa do que uma mineração de dados, é a compreensão do comportamento humano e suas escolhas como visão de futuro. É um método bastante sofisticado, que utiliza pesquisas qualitativas de ultima geração.

Vale a pena observar seu comportamento e quem mais influencia seu consumo; certamente a Netnografia estará presente para estudar, analisar e compreender o porquê do nosso consumo no universo digital.

Além disso, é com a Netnografia que estabelecemos o significado e a imagem de uma marca, adequamos a comunicação de um produto ao seu território, e produzimos insights e tendências que provavelmente você e eu estaremos usando daqui a 4 anos.

Não importa de que geração você seja, certamente em ambiente digital haverá um nicho de mercado focado em você com o objetivo de incentivar seu consumo, mas também de fazer com que você encontre mais pessoas que tenham culturas, hábitos e valores parecidos com os seus, a fim de lhe integrar dentro de uma tribo, com direito a um universo feito para você.

Ah!!!! Belicosa, isso não me pega! Sou analógico como meus avós. Ok! Cara pálida, mas, se você ou seu avô tem wi-fi, saiba que estão sendo observados por alguém que pode oferecer oportunidades únicas de se atualizar, consumir e de encontrar sua turma através da Netnografia.

Imagine que somos um texto sofisticado circulando pela internet. A Netnografia é capaz de nos interpretar em ambiente digital e produzir soluções que gostaríamos de ter a partir dos nossos dados.

A Netnografia é mais do que uma pesquisa ou monitoramento. É a oportunidade que temos de aliar a ciência e análise qualitativa às nossas vidas, e fazer com que ambientes de trabalho, produtos, e até as relações humanas sejam mais a nossa cara. Pense Nisso!

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em comportamento digital e Netnografia e escreve para o Belicosa.com.br

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Estamos todos saindo da UTI?

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Autor: Jarbas da Silva Motta Junior –

Há 13 anos, passo um grande pedaço do meu dia em um ambiente que, infelizmente, passou a fazer parte da história de muitas famílias a partir do ano passado: a Unidade de Terapia Intensiva. Talvez os significados das palavras desse nome nunca fizeram tanto sentido. Unidade de profissionais que não fazem nada sozinhos, que precisam uns dos outros tanto para as ações “operacionais” como para virar um paciente de bruços ou para discutir os procedimentos cada vez mais multidisciplinares. Terapia atualizada e individualizada com uma rapidez jamais vista, graças à agilidade e ao esforço da ciência. E intensiva em todos os detalhes.

Nas últimas semanas, esses ambientes estão diferentes do que vivenciamos ao longo de quase 20 meses. Vemos as altas de pacientes sem que seus leitos sejam imediatamente ocupados por outros e novos – e em determinado momento da pandemia, literalmente, cada vez mais novos – pacientes. Em alguns dias, deixamos inclusive de ter casos ativos de Covid-19. Isso significa que, pela primeira vez, em mais de 500 dias, não havia pacientes com potencial de transmissão da doença. Para os profissionais de saúde esse é um marco que nos emociona e enche de esperança.

Ao olhar os leitos vazios, não podemos nos esquecer da trajetória até aqui. Uma realidade que nem os mais experientes profissionais estavam preparados. Foram dias em que precisamos encarar como principal desafio manter o paciente vivo para que o próprio corpo pudesse ter forças para combater o Coronavírus. E, para isso, recorremos a procedimentos complexos. Em algumas instituições, o uso da ECMO, por exemplo, chegou a ser nove vezes mais frequente do que antes da pandemia. O aparelho que funciona como coração e pulmão artificial representou novos suspiros para muitos homens e mulheres. Já as diálises, ainda no leito de UTI, cresceram quase 60%.

O médico intensivista reconhece o seu papel como divisor de águas no tratamento de um paciente. A entrada dele em ação deve ser precisa no momento em que o quadro do paciente se agrava e que pode ser irreversível sem esse suporte. E assim, também ser o momento da saída. Mas talvez essa definição nunca foi tão nebulosa quanto na Covid-19. Como doença sistêmica e imprevisível, em cada paciente ela agia de uma forma. E foi a união entre assistência e pesquisa que nos deu o suporte para seguir.

Em muitos momentos, tivemos que lutar com os braços que tínhamos. E eles eram escassos de norte a sul do Brasil. Apenas 1,6% dos médicos brasileiros registrados são intensivistas. A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) estima que o país precisaria ter, pelo menos, cinco vezes mais profissionais da área para atender toda a demanda de leitos de UTI. A matemática deixa claro o cansaço, mas as súplicas para voltar da intubação escancaram o peso que esses braços carregaram.

No início, observamos como a doença se comportava e compartilhamos conhecimento com o mundo. Agora, experimentamos os resultados desse movimento, que passa a ser coletivo. Vacinas em tempo recorde, adesão da população e a esperança de volta.

As ligações para as famílias e as longas semanas – até meses – de internamento nos aproximaram de cada um que venceu ou perdeu essa luta. Lidamos como uma tragédia social e humanitária e, apesar de acreditarem que somos heróis, sairemos dela mais humanos.

Jarbas da Silva Motta Junior, médico intensivista e coordenador da UTI do Hospital Marcelino Champagnat

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