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Luiz Gustavo Castro Marques: – Como tratar um paciente de Alzheimer

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       Como tratar um paciente de Alzheimer

Por: Luiz Gustavo Castro Marques – 

Depois que seu familiar é diagnosticado com doença de Alzheimer, uma doença neuro-degenerativa, você precisará fazer planos para ele.

Se ele ou ela vive sozinho, procure se certificar se ele está seguro. Agora se ele ou ela não pode viver sozinho, você terá que ter um ajudante em caso para acompanhá-lo ou o levar para morar em um lar de idosos.

Também é necessário a família fazer uma procuração para que alguém tome as decisões para ele ou ela, quando ele ou ela não poder mais.

A medida que a doença piora a pessoa passa a ter dificuldades para gerenciar seu dinheiro. É preciso verificar se ele ou ela faz isso corretamente.

Em caso do paciente ainda dirige o médico deve falar o momento dele parar.

Outra medida é tornar a casa segura. Para isso você precisa tomar as seguintes providências:

Mantenha as passagens para fora da confusão. Se você tem tapetes soltos, remova-os ou abaixe-os, coloque um corrimão e uma esteira antiderrapante na banheira ou no chuveiro, coloque cadeados anti-criança nos armários com itens perigosos (como fósforos ou medicamentos). Você também pode colocar capas para crianças no fogão.

Como posso evitar que meu membro da família se afaste? – Para evitar que ele ou ela se afaste ou se perca, você pode:

Bloqueie a porta externa. Se o seu membro da família pode destrancar a porta, coloque outro bloqueio na porta que ele ou ela não pode alcançar, tenha o seu transporte de identificação em todos os momentos, coloque um sistema em sua casa que lhe permita saber quando as pessoas entram ou saem.

Para facilitar as atividades diárias, faça visitas ao paciente, atividades que ele goste,

use palavras simples, frases curtas e uma voz calma, compre roupas e sapatos para ele fácil de colocar e tirar.

Para prevenir acidentes com bexiga ou intestino: levá-lo ao banheiro várias vezes durante o dia e não dar nada de beber antes dele dormir.

Se você notar que ele está comendo pouco, passe a dar pequenas refeições como frutas cortadas durante o dia e 3 grandes, dê-lhe bebidas ricas em proteínas.

Referente ao sono é importante não deixar que o idoso troque o dia pela noite. Então evite que ele durma durante o dia, ele deve fazer exercícios durante o dia e a noite deve ficar num quarto quieto e sem luz.

Você deve ficar atento ao comportamento dele. Qualquer mudança deve ser avisada ao médico. Pode significar uma infecção da bexiga ou do pulmão.

Lembre-se, cuidar doença de Alzheimer é um trabalho difícil, e geralmente fica mais difícil à medida que a doença piora. Não se sinta mal ou culpado por pedir ajuda como contratar um auxiliar para ajudá-lo a se banhar, vestir ou alimentar seu membro da família.

Outra maneira de obter ajuda é juntar-se a um grupo de apoio para cuidadores de pessoas com doença de Alzheimer. A Associação de Alzheimer tem muita informação para os cuidadores. Seu site é www.alz.org 

Luiz Gustavo Castro Marques – é médico geriatra CRM-MT 3696

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Para além do juramento de Hipócrates: a ética na prática médica

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Autor: Ermelino Franco Becker*

Passarei a minha vida e praticarei a minha arte pura e santamente. Em quantas casas entrar, fá-lo-ei só para a utilidade dos doentes, abstendo-me de todo o mal voluntário e de toda voluntária maleficência e de qualquer outra ação corruptora, tanto em relação a mulheres quanto a jovens.” (Juramento de Hipócrates).

O nauseante episódio do anestesista contra uma paciente vulnerável reuniu a totalidade da reprovação possível entre médicos, trabalhadores da saúde, operadores do direito e todo o resto da nação. Como pode um profissional de tão nobre carreira transgredir tão ostensivamente qualquer tipo de razoabilidade comportamental? Como é possível que tal pessoa tivesse a confiança dos colegas e da instituição para lá estar trabalhando?

Como professor e cirurgião, também me surpreende como uma pessoa com tal desvio de caráter conseguiu terminar o seu curso e receber um diploma de médico. E, mais ainda, completar um curso de residência, período em que os jovens estão expostos ao escrutínio estreito dos mestres, sendo exigidos nos limites da resistência pessoal em plantões noturnos, casos complexos, estudos extensos e, portanto, sendo testados seguidamente em seus limites emocionais e comportamentais.

É preciso lembrar que toda profissão da saúde tem essa natureza que franqueia aos médicos acesso à intimidade dos pacientes, incluídas aí a intimidade física, psicológica, familiar e até financeira. Tal exposição exige retidão de conduta absoluta por parte do médico e equipe, respeitando os princípios da bioética, quais sejam a beneficência, a não maleficência, a autonomia e a justiça. Frutos desses princípios se seguem temas práticos da formação dos alunos, como o sigilo, a omissão de socorro, o consentimento, o respeito à terminalidade e muitos outros. Ainda mais exigente é o respeito à sexualidade. Se o médico não se conduzir em discrição obstinada nesse assunto, fica inviabilizado o acesso dos pacientes aos tratamentos, pelo receio de, estando vulneráveis, serem vitimados por aqueles que seriam seus protetores.

Os mecanismos de controle de tais condutas abusivas não podem se resumir às delegacias e aos conselhos de medicina com seus processos formais e muitas vezes sujeitos a recursos que criam obstáculos. A comunidade profissional em cada ambiente de trabalho tem papel insubstituível e não pode se eximir de continuamente estar observando o profissional ao seu lado, no melhor sentido da proteção dos doentes. Tal responsabilidade precisa ser semeada em cada aluno de graduação durante o curso, esclarecendo-os sobre as razões históricas e formais do comportamento profissional. Acima de tudo, é necessário que eles compreendam seu papel social na proteção dos pacientes vulneráveis, incluindo crianças, idosos, inconscientes e até as pessoas de educação mais simples.

Desafios modernos para atingir tal formação passam pelos novos formatos das universidades, com grande número de alunos por turma, aulas a distância, e avaliações em provas objetivas, com poucas oportunidades de se acompanhar os alunos de maneira individualizada. A medicina é uma arte que se aprende de muitas fontes, mas todo aluno deveria ter um tutor ou equivalente, que lhe inspire e molde sua personalidade no sentido ético profissional, de modo a preservar o respeito que a profissão merece, sem banalizações e sem tolerância para as condutas abusivas.

*Ermelino Franco Becker é médico cirurgião oncologista, médico legista no IML de Curitiba e professor de Bioética e Ética Profissional do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP).

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