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Luiz Gustavo Castro: – A fragilidade dos Idosos diante da Covid-19

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            A fragilidade dos Idosos diante da Covid-19

Autor: Luiz Gustavo Castro

Desde o início do surto de Covid-19 tanto na China quando na Itália, muitos idosos ao serem contaminados com o Coronavírus vieram a óbito em questão de dias.

Mas porque os idosos são mais vulneráveis? Após os 59 anos com o envelhecimento natural do organismo o sistema imunológico sofre alterações e demora mais para eliminar as células infectadas e transmitir os “sinais de alerta” para acionar os mecanismos de resposta imune.

Dessa forma o vírus consegue se espalhar antes que as defesas do organismo consigam agir, aumentando as chances de agravamento dos sintomas que podem levar o paciente a morte.

Outro agravante é que muitos idosos são portadores de comorbidades como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, pulmonares, renais e neurológicas ou câncer, o que aumenta ainda mais os riscos de complicações por já terem uma inflamação sistêmica.

Entre os muitos estudos o que se sabe até agora é que a hidroxicloroquina não teria eficácia na prevenção do COVID-19. Mas, medicamentos como Dexametasona e Remdesivir em pacientes hospitalizados estão mostrando bons resultados como um novo antiviral, têm benefício clínico em pacientes com COVID-19, embora as evidências para esses agentes ainda serem preliminares.

Há ainda várias vacinas que estão sendo testadas pelo mundo. E até que alguma de fato comece a ter eficácia, a recomendação é que idosos fiquem em isolamento social e evitem contato com faixas etárias que não estão fazendo isolamento e nem usando máscaras ou tomando os devidos contatos como lavar as mãos, usar álcool gel e ainda evitar contato físico.

Não sabemos quem está contaminado. Hoje há muitos infectados assintomáticos.

Por isso praticar o distanciamento social, ficando em casa o máximo possível e mantendo dois metros (dois pés) de distância dos outros quando eles têm que sair de casa. Aqueles que tiveram contato próximo com um paciente com suspeita ou confirmação de COVID-19 deve ficar em:

● Auto-quarentena em casa por 14 dias após a última exposição, com manutenção de pelo menos seis pés (dois metros) dos outros em todos os momentos.

● Evitar o contato com indivíduos com alto risco de doença grave (a menos que sejam membros da família com a mesma exposição).

● Verificações de temperatura duas vezes ao dia com monitoramento de febre, tosse ou dispnéia. Se eles desenvolverem manifestações clínicas, devem continuar em casa longe de outros membros da família e contatar seus médicos.

Lembre-se desde 30 de janeiro de 2020, a OMS declarou o surto de COVID-19 uma emergência de saúde pública de interesse internacional e, em março de 2020, começou a caracterizá-lo como uma pandemia.

O único jeito de se combater a disseminação do coronavírus é ficar em isolamento social e distanciamento físico. E se a população não se comprometer a fazer seu papel muitas pessoas vão morrer e não serão só idosos.

Luiz Gustavo Castro Marques – é médico geriatra CRM-MT 3696

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Itallo Leite: – Adaptação: presente e futuro da advocacia

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          Adaptação: presente e futuro da advocacia

Autor: Itallo Leite

Há 193 anos comemora-se o Dia do Advogado, na data em alusão à lei de criação dos primeiros cursos de Direito no Brasil, implementados em 11 de agosto de 1827, por D. Pedro I, em Recife e São Paulo.

Nesses quase 200 anos, muita coisa mudou para quem exerce a advocacia como profissão, mas nunca presenciamos uma transformação tão acelerada quanto nos últimos meses.

O ano de 2020 será um marco na história da humanidade, pelo enfrentamento da “Pandemia” do novo Coronavírus, e institui uma nova era para todos os advogados e advogadas dentro do universo digital.

A tecnologia que altera as dimensões de tempo e espaço e constitui novas relações sociais é o grande vetor de transformação pelo qual estamos passando enquanto profissionais do Direito.

É interessante ver que o “novo normal”, termo que apesar de ter apenas poucos meses de uso já é considerado clichê, obedece aos mesmos preceitos da teoria da seleção natural de Darwin, publicada em 1859: quem sobrevive não é o mais forte, é quem se adapta mais rápido.

Saímos do século 19 para um século 21 cheio de desafios. Entramos na era da Advocacia 5.0, uma revolução que busca a solução de problemas sociais com alternativas inteligentes e digitais. É a união entre a tecnologia e o humano, permitindo que descentralizemos tudo e possamos atuar de qualquer lugar.

Inteligência artificial, sistemas de gestão de escritórios e processos, plataformas de resolução de conflitos online, ferramentas de automação, decisões judiciais virtuais, banco de dados como assessores. Tudo isso pode ser assustador num primeiro momento, mas está posto e precisamos tirar o máximo de proveito.

E é justamente nestes contextos que a atuação das instituições se torna essencial para respaldar que as evoluções ocorram, mas que também haja oportunidade para que todos possam integrar a transformação.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) está atenta às mudanças que vêm ocorrendo e, por meio de suas comissões, tem buscado facilitar a adaptação dos profissionais da advocacia para esta nova realidade.

A advocacia 5.0 tem que ocorrer o mais próximo possível de sua própria proposta: de forma integral, rápida e universal, não permitindo que advogados e advogadas fiquem de fora por falta de oportunidade. A OAB-MT está buscando meios de democratizar o acesso às novas ferramentas profissionais, de acompanhar as exigências que surgem e de suprimir distâncias tecnológicas ou físicas.

Advogados e advogadas de todos os municípios precisam ter as mesmas condições de trabalho que os profissionais dos grandes centros. Assim como os mais jovens precisam se unir aos mais experientes para trocar expertises, cada um com sua visão sobre a profissão e os instrumentos do Direito.

Temos novos conceitos sendo implantados como o Legal Design, uma interligação entre o design, o Direito e a tecnologia que busca resolver problemas, simplificar os processos e facilitar a vida dos nossos clientes. É focado na empatia para gerar resultados e entregar valor para as pessoas e as empresas que atendemos.

Adaptação é o termo que define o presente e o futuro da advocacia. Temos soluções e ferramentas à disposição que nos permitem trabalhar de qualquer lugar. Precisamos construir ou adaptar a carreira a esse novo momento do mundo, que muda em alta velocidade.

Voltando mais uma vez ao século 19, uma famosa frase atribuída a Henry Ford, nascido em 1863 e pai da indústria automobilística, dizia: “se eu tivesse perguntado às pessoas o que elas queriam, teriam dito cavalos mais rápidos”.

Ford criou a linha de produção, reduziu o tempo e os custos para produzir um carro e transformou o mundo. É essa ousadia que deve nos inspirar.

Se perguntássemos a muitos profissionais do Direito, hoje, o que eles querem, muitos diriam uma Justiça mais célere. Nós, advogados e advogadas, mediadores dos processos legais, podemos e devemos transformar os desafios em oportunidades.

Que essa data comemorativa seja um novo marco para a nossa profissão, a partir da atitude de cada um que acredita que pode se adaptar, fazer melhor e colaborar para fortalecer a advocacia de Mato Grosso e tornar a Justiça mais eficiente e justa para todo o Brasil.

Parabéns, advogados e advogadas!

ITALLO LEITE – Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT)

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