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JUACY DA SILVA: – FELIZ DIA DAS MÃES 2020

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                         FELIZ DIA DAS MÃES 2020

Autor: JUACY DA SILVA

Meu bom dia hoje, 10 de Maio de 2020, um domingo ensolarado aqui em Cuiabá, Mato Grosso, tão convidativo para estarmos juntos comemorando esta data tão significativa na vida de cada pessoa, repito, meu bom dia vai para todas as mães, indistintamente, mães que estão com seus filhos, mães que estão trabalhando, mães que estão em quarentena, em isolamento social, em distanciamento social devido ao CORONAVÍRUS, mães que estão acamadas em leitos de um hospital lutando pela vida, mães que estão nas prisões, seja por algum delito cometido ou mesmo injustamente; mães que, como mulheres, pelo simples fato de serem mulheres sofrem violência doméstica ou de seus ex-maridos, mães idosas já avos, mães jovens, mães solteiras que tem um trabalho dobrado, mães brancas, Negras, mulatas, pardas, afrodescendentes, mães asiáticas, europeias, africanas ou de qualquer parte do mundo, mães trabalhadoras, empregadas, subempregadas ou desempregadas, mães que estão felizes ou que sofrem por alguma razão, enfim, mães que lutam pela sua própria vida e a vida de suas famílias, a voces meu bom dia, meu respeito e minha homenagem neste dia tão especial.

Afinal, mãe sempre é mãe.

É aquela que nos gerou, que nos nutriu desde o ventre materno, nos amamentou, cuidou de nós, ensinou-nos a darmos os primeiros passos, que nos levou `a escola, que nos aconselhou e ainda nos aconselha, enfim, que sempre nos confortou nas horas difíceis, seja na infância, na adolescência ou no inicio da vida adulta ou ao longo de nossas vidas. Este é o momento de pararmos para refletirmos, rodar em nossas cabeças um filme que representa nossa caminhada ao lado de nossas maes.

Também não podemos nos esquecer de nossas mães, presentes, distantes ou mesmo aquelas que já partiram desta existência, mas que permanecem em nossas lembranças e nossos corações para sempre, o tempo jamais irá apagar imagens que ficaram gravadas em nossas memórias.

Respeitar, cultuar, dignificar, reconhecer e homenagear as mães não é apenas um ato de amor filial, mas sim, uma obrigação, o reconhecimento da importância dessas mulheres que tanto tem feito por seus filhos quanto pelo progresso da humanidade, sempre com amor, justiça e solidariedade.

Que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, possa abençoar, inspirar, amparar, socorrer, confortar e iluminar a caminhada de todas as mães, hoje e sempre.

Se voce tiver o privilégio e a bênção de estar com sua mãe hoje, aproveite esta oportunidade abrace-a com amor, com carinho e com esperança, só assim estaremos realmente comemorando este DIA DAS MÃES em 2020.

JUACY DA SILVA, professor universitário, fundador, titular, aposentado UFMT, sociólogo, mestre em sociologia, colaborador de alguns veículos de comunicação. Email [email protected] [email protected]

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Estamos todos saindo da UTI?

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Autor: Jarbas da Silva Motta Junior –

Há 13 anos, passo um grande pedaço do meu dia em um ambiente que, infelizmente, passou a fazer parte da história de muitas famílias a partir do ano passado: a Unidade de Terapia Intensiva. Talvez os significados das palavras desse nome nunca fizeram tanto sentido. Unidade de profissionais que não fazem nada sozinhos, que precisam uns dos outros tanto para as ações “operacionais” como para virar um paciente de bruços ou para discutir os procedimentos cada vez mais multidisciplinares. Terapia atualizada e individualizada com uma rapidez jamais vista, graças à agilidade e ao esforço da ciência. E intensiva em todos os detalhes.

Nas últimas semanas, esses ambientes estão diferentes do que vivenciamos ao longo de quase 20 meses. Vemos as altas de pacientes sem que seus leitos sejam imediatamente ocupados por outros e novos – e em determinado momento da pandemia, literalmente, cada vez mais novos – pacientes. Em alguns dias, deixamos inclusive de ter casos ativos de Covid-19. Isso significa que, pela primeira vez, em mais de 500 dias, não havia pacientes com potencial de transmissão da doença. Para os profissionais de saúde esse é um marco que nos emociona e enche de esperança.

Ao olhar os leitos vazios, não podemos nos esquecer da trajetória até aqui. Uma realidade que nem os mais experientes profissionais estavam preparados. Foram dias em que precisamos encarar como principal desafio manter o paciente vivo para que o próprio corpo pudesse ter forças para combater o Coronavírus. E, para isso, recorremos a procedimentos complexos. Em algumas instituições, o uso da ECMO, por exemplo, chegou a ser nove vezes mais frequente do que antes da pandemia. O aparelho que funciona como coração e pulmão artificial representou novos suspiros para muitos homens e mulheres. Já as diálises, ainda no leito de UTI, cresceram quase 60%.

O médico intensivista reconhece o seu papel como divisor de águas no tratamento de um paciente. A entrada dele em ação deve ser precisa no momento em que o quadro do paciente se agrava e que pode ser irreversível sem esse suporte. E assim, também ser o momento da saída. Mas talvez essa definição nunca foi tão nebulosa quanto na Covid-19. Como doença sistêmica e imprevisível, em cada paciente ela agia de uma forma. E foi a união entre assistência e pesquisa que nos deu o suporte para seguir.

Em muitos momentos, tivemos que lutar com os braços que tínhamos. E eles eram escassos de norte a sul do Brasil. Apenas 1,6% dos médicos brasileiros registrados são intensivistas. A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) estima que o país precisaria ter, pelo menos, cinco vezes mais profissionais da área para atender toda a demanda de leitos de UTI. A matemática deixa claro o cansaço, mas as súplicas para voltar da intubação escancaram o peso que esses braços carregaram.

No início, observamos como a doença se comportava e compartilhamos conhecimento com o mundo. Agora, experimentamos os resultados desse movimento, que passa a ser coletivo. Vacinas em tempo recorde, adesão da população e a esperança de volta.

As ligações para as famílias e as longas semanas – até meses – de internamento nos aproximaram de cada um que venceu ou perdeu essa luta. Lidamos como uma tragédia social e humanitária e, apesar de acreditarem que somos heróis, sairemos dela mais humanos.

Jarbas da Silva Motta Junior, médico intensivista e coordenador da UTI do Hospital Marcelino Champagnat

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