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JUACY DA SILVA: – CORONAVÍRUS E O MEIO AMBIENTE

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               CORONAVÍRUS E O MEIO AMBIENTE

Autor: JUACY DA SILVA

Em carta/manifesto assinado ontem, 26 de Maio de 2020, endereçada a todos os líderes dos países do G20, as 20 maiores economias do mundo, que detinha em conjunto em 2028 nada menos do que 73,55% do PIB mundial, estando projetado que este percentual chegue a 74,02 em 2024, assim se expressaram:

Pela nossa saúde, devemos recomeçar pela saúde do planeta. Isso é o que escrevem e falam, em alto em bom som, 40 milhões entre médicos e profissionais de saúde de todo o mundo, de 90 países. Em uma declaração conjunta lançada nesta terça-feira, 26-05-2020, com a hashtag #HealthyRecovery, os profissionais de saúde pediram aos líderes dos países do G20 que se engajassem concretamente na batalha contra a crise climática, por um mundo menos poluído e mais verde, com uma pegada sustentável de forma a tentar evitar futuras pandemias“.

Enquanto esses 40 milhões de médicos e outros profissionais de saúde do mundo inteiro acabam de enviar uma carta aos lideres dos países do G20, entre os quais o Brasil está presente, o ministro do meio ambiente de nosso pais, de forma cínica e oportunista, na malfadada reunião ministerial, em cujo vídeo fala em modificar decretos, normas que não dependam de aprovação do Congresso Nacional, etc, para facilitar a degradação ambiental (na surdina, enquanto a imprensa está mais voltada para as noticias do coronavírus) e possibilitar “passar a boiada”, “dar de baciada”, ou seja, sucatear ainda mais os organismos de fiscalização ambientais, demonstra a falta de compromisso com a agenda contida inclusive nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e no Protocolo de Paris, ambos tratados em que o Brasil é signatário.

Não foi por acaso que o desmatamento, legal e, principalmente, ilegal aumentou assustadoramente na Amazônia e no Centro Oeste e as queimadas voltam com toda a forca nesses dois biomas entre outubro e abril deste ano. É mais do que sabido que o Governo Bolsonaro e seus ministros tudo fazem para implantar o Estado mínimo, isto é, um Estado/poder público/governo federal omissos e conivente com práticas ambientais criminosas que destroem os ecossistemas e burlam todas os regulamentos ambientais, incluindo o sucateamento de todos os organismos de fiscalização, no que também tem sido seguido por diversas governadores e prefeitos bolsonaristas.

Nesta carta esses 40 milhões de signatários enfatizam e “pedem aos governos que priorizem os investimentos em saúde pública, em ar e água limpa, em investimentos capazes de reduzir as emissões que provocam mudanças climáticas. O objetivo é convidar os líderes mundiais a pensar em uma retomada pós-Covid-19 que coloque no centro a saúde humana, começando com o que podemos fazer para criar maior resiliência para as futuras pandemias. E, portanto, os profissionais pedem investimentos para a redução da poluição atmosférica que mata milhões de pessoas no mundo e enfraquece os nossos corpos, por exemplo, em nível pulmonar, como observado durante a emergência do coronavírus. Mas também investir em agricultura sustentável, para dar um adeus aos combustíveis fósseis em favor de fontes renováveis, por uma mobilidade com baixas emissões de carbono”.

Está muito claro em diversas estudos e discussões internacionais que a recuperação da economia, no mundo todo, terá que ser feita com um respeito maior ainda ao meio ambiente, para reduzir a poluição em suas diversas manifestações, como das águas (rios, ribeirões, córregos, baias, lagoas, lagos e o mar), poluição do ar com o aumento das emissões de gases que produzem o efeito estufa, poluição do meio urbano; tudo isso que acaba provocando um aumento das mudanças climáticas, a degradação do solo, o uso abusivo e criminoso dos agrotóxicos, o uso nefasto dos combustíveis fósseis, tanto no Sistema produtivo/fábricas e atividades rurais, e, principalmente no Sistema de transportes ou seja, a agenda econômica no pós COVID-19 deverá ser uma AGENDA baseada na ECOLOGIA INTEGRAL e no respeito ao meio ambiente.

Diversos países já apontam neste sentido, como a maioria da União Europeia que já está se comprometendo a aportar vários bilhões de euros para a substituição de suas matrizes energéticas, sistemas de transporte, muito mais baseadas e baseados em energia limpa e renovável. O Governo Macron, da França, por exemplo, vai incentivar tanto a produção quanto `a aquisição massiva de carros elétricos, como forma de reduzir o uso de combustíveis fósseis. Outros países estão incentivando, através dos respectivos tesouros, o transporte público e outras medidas neste sentido.

Nesses países quem vai bancar a maior parte, a maior fatia dos programas de recuperação econômica, inclusive com o objetivos de gerar empregos e distribuir renda será o Estado, os Governos e não apenas deixar tudo a cargo da iniciativa privada ou o “deus mercado”, a quem os liberais como Paulo Guedes e seus seguidores imaginam que conseguirá dar o salto qualitativo na implementação de sua agenda liberal.

Outro aspecto na agenda de recuperação econômica naqueles países é com a garantia dos direitos dos trabalhadores, diferente do que acontece com países que estão aproveitando a pandemia do coronavírus para retirar direitos e tornar a legislação trabalhista mais tênue, que acabará, como aconteceu no pós crise de 2008/2009 em que foi constatada uma maior concentração de renda e aumento da desigualdade do que antes da crise.

Quanto aos ganhos econômicos globais, caso os governos realmente percebam que é urgente a mudança de paradigma tanto na questão energética quanto de outros aspectos do desenvolvimento, a Carta afirma ainda que Se os governos fizessem grandes reformas nos atuais subsídios aos combustíveis fósseis, deslocando a maioria deles para a produção de energia renovável e limpa, nosso ar seria mais saudável e as emissões que afetam o clima seriam drasticamente reduzidas, alimentando uma retomada econômica que, de hoje até 2050, daria estímulos aos ganhos globais do PIB em quase 100 trilhões de dólares.

Voltando a carta dos 40 milhões de médicos e demais profissionais da saúde e estudos em diversos países tem apontado que a degradação ambiental, inclusive a falta de saneamento básico, principalmente no urbano, tem contribuído e irá contribuir sobremaneira para o surgimento e propagação de epidemias como as que ocorreram em anos recentes como o EBOLA, a SARS e outras mais, em diversos países e agora, como está acontecendo com o CORONAVÍRUS, que está estrangulando de forma profunda todos os países e seus sistemas econômicos.

Por isso que na carta também é destacada a importância dos sistemas de saúde, com o mesmo status e importância dos demais setores, para os missivistas não tem sentido a polêmica do que é mais prioritário se a saúde ou a economia, quando diz Os enormes investimentos que seus governos farão nos próximos meses em setores-chave como assistência médica, transporte, energia e agricultura devem ter a proteção e promoção da saúde incorporadas em seu núcleo

Isto pode ser constatado quando afirmam textualmente “Uma recuperação verdadeiramente saudável não permitirá que a poluição continue a deteriorar o ar que respiramos e a água que bebemos. Não permitirá que as mudanças climáticas e desmatamento continuem avançando, potencialmente desencadeando novas ameaças à saúde de populações vulneráveis“.

Além deste manifesto diversos outros organismos internacionais como FAO, OIT, CEPAL, UNICEF, FMI, Bancos Internacionais de desenvolvimento, como BID e Bando Mundial e centros universitários tem apresentado estudos e indicativos dos aspectos fundamentais que devem constar desta nova fase do desenvolvimento mundial.

Muitos afirmam que o mundo e os países não serão os mesmos no pós CORONAVÍRUS, destacando exatamente as questões da pobreza, fome, exclusão social, violência, concentração/distribuição de renda, trabalho, emprego, novas formas do trabalho, o avanço da tecnologia, a robotização, a inteligência artificial e, claro, no centro de tudo isto a questão ambiental.

O Papa Francisco, como outros líderes religiosos mundiais também tem chamado a atenção quanto `a importância de criarmos uma nova economia, um novo sistema econômico baseado na solidariedade, na equidade e que reduza tanto as desigualdades entre as nações, os países quanto também leve em consideração a redução das desigualdades políticas, sociais e econômicas dentro dos países, pois o modelo atual esta mais do que falido, além de ser extremamente injusto e predatório.

Na convocação de um Encontro que deveria ser realizado em Roma no final de março último, para discutir a chamada “nova economia” ou “a economia de Francisco”, o Papa Francisco assim se expressa: “Na ‘Carta Encíclica Laudato si'” enfatizei como hoje, mais do que nunca, tudo está intimamente conectado e a salvaguarda do ambiente não pode ser separada da justiça para com os pobres e da solução dos problemas estruturais da economia mundial. É necessário, portanto, corrigir os modelos de crescimento incapazes de garantir o respeito ao meio ambiente, o acolhimento da vida, o cuidado da família, a equidade social, a dignidade dos trabalhadores e os direitos das futuras gerações“.

Creio que esta carta/manifesto dos 40 milhões de médicos e demais profissionais da saúde se insere, perfeitamente, nas preocupações constantes dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, quando, em 2015, foram estabelecidas mais de 160 metas que deveriam servir de bússola para a definição de políticas públicas, programas e projetos nos diversas países, inclusive no Brasil, que é um dos signatários dos ODS com vistas a um novo patamar de desenvolvimento e bem estar social para a população, sem as mazelas dos atuais modelos de desenvolvimento, tendo como horizonte o ano de 2030.

Talvez este seja o momento de revivermos e colocar esses objetivos e suas metas na agenda do desenvolvimento nacional do Brasil neste momento em que já estamos nos preocupando com o pós coronavírus, sem perder de vista que pesa sobre nossas cabeças algo mais tenebroso e mais terrível que a COVID-19, que é o DESASTRE AMBIENTAL, a ser desencadeado pelas mudanças climáticas, desastre este que os criminosos e destruidores do meio ambiente e seus protetores nas estruturas públicas fingem ignorar.

Vale a pena aprofundarmos essas discussões, não podemos deixar que as elites econômicas e seus aliados nas estruturas de governo, os donos do poder definam sozinhos as bases para a recuperação do Brasil no pós coronavírus. A questão ambiental, a ECOLOGIA INTEGRAL não podem ficar ausentes desses debates e das propostas a serem implementadas proximamente.

JUACY DA SILVA, professor universitário, fundador, titular e aposentado UFMT, sociólogo, mestre em sociologia, colaborador de alguns veículos de comunicação. Email [email protected] [email protected]

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Luiz Fernando Souza: – A importância do gerenciamento para a transformação digital

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A importância do gerenciamento para a transformação digital

Autor: Luiz Fernando Souza

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é uma máxima que precisa ser aplicada à transformação digital, e vale quando falamos da gestão dos servidores. E as razões são simples: é menos sofrido, menos dolorido e mais barato manter uma rotina de trabalho focada na manutenção, preservando com inteligência dados e sistemas. E quando falamos da gestão do backup corporativo, a linha de raciocínio também segue a lógica similar da continuidade de um negócio, mas no sentido de sobrevivência, já que perder dados pode causar grandes danos. Imagine se, de um dia para o outro, uma empresa fica sem saber o que há no estoque, o que se tem para receber, pagar, quem são os clientes…? Certamente, ela correrá até o risco de ter que encerrar suas operações e, no melhor dos cenários, arcar com enormes prejuízos. Por estas razões, trabalhar a gestão do backup é garantir que, em uma eventual catástrofe ou erro humano, as informações permanecerão íntegras e seguras, permitindo que o ambiente seja restaurado e a operação restabelecida. Além disso, é possível validar processos e tempo necessários para restabelecer cada serviço do dia a dia desta corporação.

Quando uma empresa dispõe da gestão de seus servidores, ela tem a otimização do uso dos recursos computacionais. Fazendo a gestão do backup corporativo, o gestor passa a ter tranquilidade persistência dos dados, da rapidez na restauração e recuperação de desastres e de estar em compliance com Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que determina um prazo específico para guardar informações diversas. Nestes dois cenários, os lançamentos mais recentes da Binario Cloud possuem diferenciais decisórios, e agem como soluções complementares. Para a gestão dos servidores, nosso objetivo é manter o ambiente digital da sua empresa seguro, performático e otimizado, enquanto a nossa solução para a gestão do backup corporativo foca em garantir a persistência dos dados e a rapidez em eventual necessidade de restauração.

O funcionamento destas soluções em uma empresa é simples e descomplicado. Atuamos desde o design do plano de backup, passando pela construção das rotinas, indo até a validação periódica e o controle constante, tudo em conjunto com as áreas de negócios para a construção de políticas de RPO e RTO, até o setup da ferramenta e rotinas de backup. Sem esta gestão a empresa pode ficar vulnerável a perda de dados e ter sua operação comprometida caso seja necessário se recuperar de um desastre. Fora o fator reputação, que pode pesar muito na balança do mercado.

Mas, se você ainda não se convenceu da importância desses serviços, tenha em mente que o seu principal benefício com eles é mitigar erros – e erros não são admitidos nos processos de transformação digital. Os erros mais comuns em servidores referem-se quando o ambiente dá sinais, tais como: apresentação de log de erros do próprio sistema operacional que acabam não sendo tratados; consumo excessivo de memória, processador ou baixa performance; reboot inesperado; e perda de conexão. De modo geral, o resultado acaba se transformando em uma experiência comprometida para os usuários, que terão problemas com performance ou queda do serviço, que resultam em prejuízos. Em relação ao backup, geralmente, as empresas possuem rotinas automatizadas para serem realizadas. Porém, ao confiar cegamente na automação, elas deixam de realizar atividades de verificação, como os testes de restauração – como resultado, em um momento em que venha a ser necessário a restauração do backup, o mesmo pode não estar íntegro, e arquivos e dados corrompidos são sinônimos de prejuízo.

Na gestão de servidores realizada pela Binario Cloud, o trabalho é dividido em duas macro etapas: o setup, que envolve mapear os servidores, serviços, processos, indicadores de saúde, entre outros processos, e a sustentação, que consiste no monitoramento, via automação 24×7, para manter o sistema operacional atualizado, analisar os logs gerados por ele e corrigir todo elemento que não esteja em conformidade. De fato, servidores gerenciados por profissionais com base em boas práticas, reduzem o risco de perda de dados ou do ambiente. E esse serviço é realizado por um time de especialistas, que irá monitorá-lo de forma ativa, mantendo o sistema operacional atualizado, bem como corrigindo problemas apontados por logs, garantindo assim a alta disponibilidade e a saúde do seu parque de TI. Para a gestão do backup corporativo, contamos com uma equipe de profissionais que atuam com base em boas práticas para configurar suas rotinas, tendo como premissa a execução de testes periódicos de restore, que visam garantir a eficiência e o menor tempo de recuperação, caso algum problema aconteça.

Com estas soluções, sua empresa estará preparada para imprevistos que podem impactar na integridade dos dados, oferecendo ao seu TI maior segurança para as informações, garantia sob a persistência de dados, rotinas de backups configuradas com base nas melhores práticas do mercado e menor tempo para restauração dos dados. Será mensurável a economia, no que diz respeito ao baixo custo operacional e controle do investimento, além da redução de prejuízos relacionados a parada na operação e perda de informações.

Luiz Fernando Souza é CBO da Binario Cloud

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