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João Bosquo Cartola: – O Coronavírus Covid-19 e a nova Lei Trabalhista, ou vice e versa

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O Coronavírus Covid-19 e a nova Lei Trabalhista, ou vice e versa

Autor: João Bosquo Cartola

Na minha curta pra média vida de repórter, na maioria das vezes, trabalhei na editoria cultural ou entretê, mas eventualmente nas editorias geral barra cidades e nessas nas reuniões de pauta enquanto a chefia passava as sugestões de perguntas, gostava de meter um SE…

E se acontecer isso, ou aquilo???“.

A chefia voltava-se para mim e eu confirmava a pergunta com as mãos e ombros… e então ela, a chefia, é pode perguntar isso também.

Pois agora volto-me a perguntar, sozinho, e SE aquele empregado das Lojas Riachuelo (pois só a cito porque só conversei com esse empregado na Rchlo, por conta da nova Lei Trabalhista) que trabalha semana-sim, semana-não, para não precisar registrar na CTPS e recolher menos encargos empregatícios, na semana-sim apresentar alguns dos sintomas, principalmente a febre intermitente – característica do Coronavírus Covid-19, alguém acredita que ele ficará em casa e ligará para o empregador dizendo que não irá trabalhar, pois doença? Ou que ele vai trabalhar na torcida para que ninguém repare nele???

Os advogados trabalhistas, por favor, me ajude: como o trabalhador dessa nova legislação deve proceder? Quem irá pagar os dias parados? Na antiga, quando o empregado ficava encostado, mais de um determinado tempo, a Previdência era acionada, mas e agora?

Outra pergunta, que nossa vida é perguntar: quanto às diaristas? Aquelas trabalhadoras que nos visita uma vez por semana e faz a faxina, tirando a poeira dos móveis, esfregando o chão etc. Pois é. Alguém aí acredita que uma diarista brasileira tem alguma poupança para ficar uma, duas semanas sem trabalhar de quarentena? Acho que não. E isso é preocupante, até mais, pois geralmente quem contrata diaristas são pessoas já de uma certa idade, que não tem a mesma força da juventude para uma faxina, como aquela senhora de 90 anos. Será que a diarista dela, vai ligar e dizer.

Olha, hoje não vou porque estou com o coronavírus, mas eu preciso dos R$ 150“.

Quem irá responder:

Tudo bem, manda alguém aqui para pegar o dinheiro“???

A diarista irá, com certeza trabalhar e colocar a dona de 90 anos sob risco.

João Bosquo Cartola é poeta e jornalista, autor do livro “Seleta Cuiabana -Cinquenta Poemas que Falam Cuiabá“, entre outros.

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José Wenceslau de Souza Júnior: – Toda crise traz mudanças!

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                  Toda crise traz mudanças!

Autor: José Wenceslau de Souza Júnior

Em 2020, estamos vivendo um divisor de águas, pois a Covid-19 está fazendo todos se reinventarem, e consequentemente, o comércio também.

O comerciante deve preparar a loja para receber o cliente, e se atentar ao comportamento, já que ele está menos consumista, mais exigente e cuidadoso.

O cliente mudou a percepção sobre as marcas, em destaque estão as empresas que possuem boas ações, atendimento diferenciado, tanto na forma presencial, quanto on-line (WhatsApp, Chatboot, Instagram, Facebook, site e e-mail marketing).

O que consumir também entrou nas indagações do cliente, pois o supérfluo deixou o lugar para o essencial, desde a alimentação, viagens, cabeleireiro, vestuário, até móveis, eletrodomésticos e veículos.

Já para o comerciante, o desafio é se adequar às normas sanitárias e de distanciamento sem perder a qualidade no atendimento, manter o preço competitivo da loja física, em relação às lojas virtuais.

De acordo com pesquisa realizada por uma empresa especializada em inteligência de mercado, 51% dos consumidores brasileiros comprarão mais pela internet ou por aplicativos, sendo que 45% das compras realizadas nos últimos três meses foram feitas pela primeira vez, ou seja, até os mais receosos perderam o medo de utilizar o cartão de crédito no universo digital.

E o comércio, gerador de cerca de 66% da arrecadação do ICMS em Mato Grosso, e empregador de mais da metade dos trabalhadores com carteira assinada – precisa de atenção. Não me refiro apenas ao gestor do negócio, mas atenção do poder público.

Com o aumento das compras pela internet, o consumo nas lojas físicas já diminuiu, e uma readequação dos impostos deve ser feita, para evitar uma competição desigual entre lojas físicas x virtuais.

Por outro lado, há 40 anos atuando no comércio mato-grossense, já vivenciei outras crises e tenho certeza que vamos superar mais essa. O consumo retraído neste período de isolamento e recessão econômica, vai se estabilizar, talvez não na velocidade que desejamos, mas no último trimestre deste ano, os consumidores voltarão a realizar as compras – sem receios.

E mais uma vez ressalto, o comércio é importante para o desenvolvimento social, porque por trás de um CNPJ, existem muitos CPFs.

José Wenceslau de Souza Júnior, comerciante há mais de 40 anos e presidente da Fecomércio, Sesc e Senac em Mato Grosso.

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