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Incidência de pedra nos rins aumenta 30% no verão

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Autor: Newton Tafuri –

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontam um aumento de 30% nos casos de pedras nos rins durante o período mais quente do ano. A incidência da doença aumenta no verão porque nesta época do ano perdemos muita água por transpiração e muitos acabam não ingerindo uma quantidade de líquidos suficiente para repor essa perda. Dessa maneira, a urina fica mais concentrada e propicia a formação de cálculos.

Além disso, no verão, geralmente ocorre aumento do consumo de produtos ricos em sódio, o que também contribui para a formação dos cálculos renais.

As pedras geralmente se formam nos rins e quando estão nesse órgão, não costumam provocar sintomas. Quando o cálculo se desloca, porém, ele alcança o ureter, canal que liga o rim a bexiga e obstrui a drenagem de urina.

Isso provoca dilatação do ureter e do rim, causando dor extremamente forte, chamada cólica renal. Além da dor, podem ocorrer também náuseas, vômitos, sangue na urina, dor ao urinar, sensação de bexiga cheia, mesmo já tendo urinado.

Para evitar a formação dos cálculos renais é recomendado beber líquidos, como água e suco natural. Certamente o ideal é consumir pelo menos 2 litros de líquidos por dia. Além disso, evitar o consumo de alimentos industrializados, enlatados, macarrão instantâneo, embutidos, sucos artificiais, que são ricos em sódio.

O problema do sal é que ele tem vários impactos. Um deles é sobre a pressão arterial. Ele faz com que haja maior retenção de água no organismo. Com isso, há risco maior de aumentar a pressão arterial. Faz também com que pacientes que já tenham doença renal avançada inchem mais, retenham mais líquido dentro do corpo.

É recomendado também não abusar dos alimentos ricos em proteína, já que elevam a quantidade de ácido úrico, favorecendo a formação das pedras nos rins. É melhor optar por alimentos mais leves, incluindo legumes e verduras.

Outro problema associado aos rins é que o calor pode aumentar o risco de infecção urinária, principalmente em mulheres. Isso acontece porque, geralmente, a anatomia feminina propicia um maior risco de infecção urinária em comparação com a dos homens.

No verão é muito frequente as mulheres usarem roupas íntimas úmidas, o que pode favorecer o surgimento de micro-organismos. Isto se soma à falta de ingestão de água que pode deixar a urina concentrada, e também a demora para ir ao banheiro.

No caso de sintomas, procure o seu médico. Cálculos renais e infecção urinária podem evoluir e trazer outras complicações. Acompanhe mais sobre urologia em @drnewtontafuri.

Dr. Newton Tafuri é urologista, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia em Mato Grosso

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Qual o meu desconto para pagar as dívidas do FIES?

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Autora: Gisela Simona –

No finalzinho de dezembro de 2021 muita gente comemorou a Medida Provisória de n. 1.090/2021 que garante a regularização de débitos vencidos e não pagos do Fundo de Financiamento Estudantil – FIES, mas existem dúvidas sobre quem verdadeiramente será beneficiado com a medida e qual o percentual de desconto de cada um.

Vale o registro que o FIES é um programa do Governo Federal destinado a concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores de universidades privadas, com avaliação positiva pelo MEC.

Assim, é importante saber que a medida beneficia alunos que aderiram ao FIES até o segundo semestre de 2017 e os benefícios significam descontos e até perdão dos juros e das multas, parcelamentos e abatimento no valor principal da dívida.

O maior desconto será para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, que estejam no Cadastro Único de Programas Sociais – CadÚnico ou que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021, com desconto de 92% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor.

Na sequência será concedido um desconto de 86,5% para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, que não estejam no CadÚnico ou que não tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021.

Também terão descontos os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, sendo esse desconto da totalidade dos encargos e 12% do valor principal, para pagamento à vista ou mediante parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 100% de juros e multas.

A Medida Provisória irá beneficiar cerca de um milhão de contratos, sendo 548 mil de inadimplentes inscritos no CadÚnico ou que tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021 e mais 524,7 mil contratos dos demais inadimplentes.

Referida medida está vigente desde sua publicação e para aderir à renegociação da dívida do Fies, o estudante terá que procurar os canais de atendimento agentes financeiros, ou seja, do banco que fez o seu respectivo financiamento.

Para saber mais sobre seus direitos nos siga nas redes sociais @giselasimonaoficial.

  • Gisela Simona é advogada, especialista em Direito do Consumidor.
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