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II ENCONTRO NACIONAL DAS PASTORAIS DA ECOLOGIA INTEGRAL

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Autor: JUACY DA SILVA –

Com inicio no dia 26 deste mes de Setembro e encerramento no dia 03 de outubro, véspera do Dia de São Francisco de Assis, que marca o fim do TEMPO DA CRIAÇÃO, estará sendo realizado, de forma virtual, o II ENCONTRO NACIONAL DA ARTICULAÇÃO DAS PASTORAIS DA ECOLOGIA INTEGRAL DO BRASIL.

Todos os dias, entre 27 de setembro e 02 de Outubro, entre as 20.0 H e 22:0 horas, horário de Brasília, haverá uma série de discussões, exposições, troca de experiências, e reflexões quanto `a realidade atual em relação `as Pastorais da Ecologia Integral em diferentes regiões e localidades/territórios e os rumos a seguir, com o objetivo de ampliar o trabalho e possibilitar que mais Arquidioceses, Dioceses, Paróquias e Comunidades possam organizar, estruturar e dinamizar essas pastorais.

A Abertura e o encerramento estarão sendo realizados por Bispos e Padres de diversas Regionais da CNBB, Arquidioceses e Dioceses que muito tem estimulado, apoiado e incentivado o trabalho das Pastorais da Ecologia Integral, afinal, Ação Pastoral, inclusive no que concerne `a ECOLOGIA INTEGRAL, é uma forma importante e imprescindível de ser de uma Igreja em saída, missionária, samaritana e profética, voltada para contribuir no enfrentamento aos desafios de uma crise socioambiental que afeta, de forma mais aguda, os pobres.

Neste aspecto, a Igreja jamais deverá abandonar a população brasileira, principalmente os pobres, coerente com sua “opção preferencial pelos pobres”, em suas lutas na defesa de seus direitos, inclusive como estabelece o Artigo 225 da Constituição brasileira de 1988, deixando bem claro que;

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações“.

Afinal, o que consta do ordenamento constitucional de um país jamais pode ser considerado como mera intenção do Constituinte e jamais ser apenas “letra morta”, ou como se diz, “para inglês ver”. Descumprir os direitos ambientais, ignorar a justica socioambiental e intergeracional e as obras do Criador é um crime e também um “pecado ecológico”.

Durante este II Encontro Nacional das Pastorais da Ecologia Integral serão abordados e discutidos temas fundamentais para a reflexão, compreensão e a definição das ações que podemos e devemos realizar, como cristãos e, institucionalmente, como Igreja, antes que o “ponto do não retorno’, em relação `a degradação do Planeta seja atingido, inviabilizando todas as formas de vida n Casa Comum, inclusive a vida humana; um desrespeito também aos direitos a um planeta plenamente habitável e saudável das futuras gerações.

As atuais gerações tem o dever de reduzir drasticamente os níveis de poluição, degradação ambiental, de aquecimento global, jamais, deixar como herança para as futuras gerações um planeta, a CASA COMUM, totalmente destruída e mal cuidada, como atualmente está acontecendo.

Estamos vivendo um tempo muito desafiador em relação `a degradação ambiental, ao aquecimento global, `as mudanças climáticas, `as crises hídricas, `a escalada do desmatamento e queimadas em todos os biomas, planeta afora, inclusive seguidos recordes sempre presentes no Brasil, enfim, estamos vivendo em plena Emergência Climática, razão pela qual a Igreja Católica e demais igrejas cristãs/evangélicas não podem se omitir, cruzar os braços, fazendo coro com o negacionismo ecológico e a destruição da biodiversidade, afrontando as obras do Criador.

Precisamos realizar, a cada dia, com maior ênfase, uma verdadeira revolução em nossa forma de pensar, sentir e agir em relação `as questões ambientais. Precisamos mudar nosso estilo de vida que é baseado no consumismo, no desperdício, na economia do descarte, no desrespeito ao meio ambiente, que, comprovadamente, só levam e tem levado `a degradação ambiental, `as catástrofes anunciadas, `a fome, `a miséria, ao sofrimento generalizado e `a morte.

Precisamos mudar tudo isso e basear nossas atitudes, pensamentos e ações em um novo paradigma, como deseja e nos tem exortado tanto o Papa Francisco, ao enfatizar que fora da Ecologia Integral, fora de um novo Sistema econômico mais solidário e efetivamente verde e sustentável, a Economia de Francisco e Clara e sem respeitar as obras do Criador não tem saída para a humanidade, pois só existe um Planeta, a Terra, nossa Casa Comum. Não existe plano B, não existe outro planeta para onde a humanidade possa migrar, afinal, quando se fala em ECOLOGIA INTEGRAL, “tudo está interligado, nesta CASA COMUM”.

Reserve em seu calendário, em sua agenda, esses oito dias para dedicar-se um pouco a compreender melhor o que está acontecendo com o meio ambiente, com a ECOLOGIA INTEGRAL, participe, divulgue, compartilhe com seus amigos, amigas, vizinhos, vizinhas, colegas de trabalho, em sua paroquia ou comunidade!

Dentro de poucos dias estaremos DIVULGANDO amplamente, com todos os detalhes a programação deste importante II Encontro Nacional das Pastorais da Ecologia Integral. Voce tem um Encontro Marcado com esta Pastoral.

  • JUACY DA SILVA, professor universitário, fundador, titular e aposentado UFMT, sociólogo, mestre em sociologia, Articulador da Pastoral da Ecologia Integral no Centro Oeste.
  • Email [email protected] [email protected] Whats app 65 9 9272 0052
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O Brasil dos Brasileiros não é o mesmo Brasil dos governantes

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Autor: José Antonio Puppio – 

Um dia desses, saí de casa e fui até o centro de São Paulo numa sapataria que faz sapatos especiais para o meu pé, só que eu tive que ir de carona, não posso dirigir porque estou usando uma sandália que não permite que eu dirija. Durante o trajeto fiquei em silêncio, no meu canto, observando a cidade que passava pela janela do carro. Vi a Juscelino Kubitschek com as grandezas de seus prédios, passei pela Brigadeiro Luiz Antônio e reparei como a cidade pulsa no seu ir e vim dos pedestres.

Quanto mais o carro chegava perto do centro da cidade, mais contrastes eu ia observando, até que o automóvel parou no farol vermelho e da janela observei um homem, ele tinha mais ou menos 35 anos, era alto e de cor negra. Enquanto esperava o sinal abrir vi o homem se aproximar de três latões grandes de lixo, ele tirou as tampas dos latões como se procurasse por alguma coisa, até que tirou de dentro de um algo parecido com um bloco, enfiou o dedo, tirou um pedaço de algo que não consigo descrever e comeu.

Aquela cena me gerou uma certa revolta, a situação vivida por aquele homem representa o último estágio da pobreza e isso me causou indignação porque me lembrou que tudo que está no planejamento dos comandantes do nosso país consiste no enriquecimento deles. A intenção dos nossos representantes é que a pobreza seja generalizada para assim ser perpetuada.

Tenho a impressão de que eles não medem o tamanho da pobreza da população, mas sim o tamanho do bolso deles, ou seja, cada vez mais eles pedem para seus alfaiates fazerem calças com bolso mais fundo para que possam receber mais propinas.

É fácil fazer as contas. Um exemplo disso é um deputado que trabalha por dois mandatos, cerca de oito anos, e aposenta com salário integral. Hoje, um cidadão comum não consegue se aposentar com salário integral. Eu, por exemplo, trabalhei por cerca de 35 anos e ao me aposentar recebia, inicialmente, cerca de R$ 4.500.

Porém, um colega de escola que prestou concurso e foi ser promotor público, ganha cerca de R$ 128 mil reais de aposentadoria. E ele só precisou trabalhar cerca de 20 anos. Isso é inaceitável. Existem professores, engenheiros, médicos que trabalham a vida toda e ao aposentar são obrigados a continuar trabalhando porque a aposentadoria de um profissional desse é em torno de R$: 5.000 e se ele parar de trabalhar e viver de aposentadoria, talvez não consiga nem comer um sanduiche.

Mas eu pergunto: por que essa situação não muda? A resposta é simples: porque eles não querem. Existem diversas propostas de reforma na câmara e no senado, elas estão lá há 20 anos e não são votadas. Elas retorcem e distorcem as reformas, mas eles não votam, porque se eles votarem elas podem piorar. Mas ela não vai piorar a vida do cidadão, ela vai piorar o bolso deles.

Eu já dei exemplo aqui que é necessário que haja vontade política, a vontade do povo por mais importante que seja, ela não faz diferença. É urgente alguém que faça um esforço e faça algo para o bem do Brasil e da pátria. Porque ultimamente eles só pensam no bolso deles.

E enquanto os responsáveis pelo Brasil continuarem a pensar no bolso do deputado, do senador ou do Ministro do Supremo Tribunal Federal, cenas como a descrita acima, onde um homem precisa revirar o lixo em uma das principais avenidas de São Paulo, serão comuns.

Por fim, não posso deixar de mencionar que começamos a fazer algo quando gritamos para o mundo que se roubar vai preso, porém, quando um ex-presidente condenado por corrupção é solto percebemos que não temos moral, não temos judiciário, pois todos que estão no poder são ladrões. Todos são repetitivos, sem moral.

Ao ver essa cena me dei conta que tenho 70 anos, e que já vi de tudo e que assistir ao Lula ser condenado e depois liberado, dá uma sensação de impotência e que nossos governantes nunca pensam no povo sofrido e no empresário extorquido. Aqui nós temos empresários que são extorquidos, temos um povo sofrido e sem nada. Precisamos tentar mudar isso nas próximas eleições, analisando com mais critérios em quem votamos.

José Antonio Puppio é empresário e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”

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