OPINIÃO

Frankes Marcio Siqueira: – PROFESSOR, O TRANSFORMADOR DE VIDAS

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        PROFESSOR, O TRANSFORMADOR DE VIDAS

Autor: Frankes Marcio Siqueira

Vivemos um momento singular em nossa história, porque pela primeira vez em nossa geração a forma de ensinar passou por mudanças bruscas e profundas. Quero de forma sintética fazer uma breve reflexão sobre a importância da docência em nossas vidas.

Sou professor por formação e de vocação, contrariando o que o ministro da educação, Milton Ribeiro, afirmou dias atrás que “somos professores por falta de opção”. Escolhi a profissão por acreditar que o ensino é capaz de transformar vidas e por praticamente vinte e seis anos ininterruptos tenho ministrado aula para crianças, jovens e adultos, do ensino fundamental a pós-graduação. E nesses anos trabalhando tanto no ensino público como no ensino privado posso assegurar a importância da minha profissão na vida de milhares de pessoas. Aprendi que o sucesso para o professor não é ter seu nome estampado nas colunas sociais ou nos outdoors, sucesso é ver a transformação na vida daqueles que foram seus alunos.

Professor precisa ser eterno na vida dos seus educandos e quando fazemos com amor, dedicação e persistência isso acontece. Porque o professor tem a capacidade de cativar, orientar e inspirar aqueles que estão a sua frente. O professor é lembrado não por suas fórmulas ensinadas, suas regras gramaticais exaustivamente expostas, não por sua capacidade de falar e recitar indicadores ou poesia, o professor é lembrado pelos valores que ensina, pela capacidade de construção de sonhos nas mentes e nos corações das pessoas.

Mas para ser professor é necessário ter vontade de aprender, pois ensinar é aprender em dobro. O aprendizado para o professor nunca termina e a aprendizagem é uma constante em sua vida. A reciclagem das nossas leituras e o aprofundamento do nosso conhecimento precisam ser uma constante, pois concorremos hoje com a tecnologia digital, que muitas vezes rivaliza com os nossos métodos de ensino. O verdadeiro professor tem a capacidade de se reinventar a cada aula independente das condições que lhes são impostas pelo sistema.

A pandemia evidenciou a força que nós professores demonstramos, porque tivemos que nos reinventar, pois fomos obrigados rapidamente a adaptar nossas casas em um ambiente escolar e agora em frente das câmeras precisamos nos desdobrar a fim de ministrar as nossas aulas , pois em um país onde educação não é considerada atividade essencial, será a educação com inovação o motor para alavancar nosso tão esperado avanço social.

O Mestre da educação é o ponto de apoio, o suporte, os degraus de todos que pretendem ter um futuro digno e próspero nas mais diferentes profissões. Bem sabemos que “o tempo apaga o giz”, no entanto os valores e o ensino de um professor reforçam o conhecimento, com a capacidade de mudar a sociedade e construirmos um país mais justo e socialmente igualitário. Então , neste dia especial, mais do que parabéns aos meus colegas professores quero agradecer aos docentes por construir sonhos e pela capacidade de mudança no destino das pessoas.

FRANKES MARCIO BATISTA SIQUEIRA. Professor doutor em Cultura contemporânea

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Onofre Ribeiro: – O mundo muda rapidamente

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                         O mundo muda rapidamente

Autor: Onofre Ribeiro

Na semana que passou o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que diz muito respeito ao Brasil. Pode ser vista até mesmo como uma grande ameaça nos campos ambiental e social. O Parlamento é uma instituição legislativa da União Europeia. Não tem poder de imposição das suas decisões sobre os países membros da União, mas serve de balizamento e os princípios são acatados de uma forma ou de outra.

O Parlamento aprovou na última quinta-feira resolução completamente contra os desmatamentos, contra o abuso no uso dos recursos naturais da Terra, e o combate à violação dos direitos humanos.

Onde entramos nessa questão? A União Europeia não ratificou o acordo comercial com o Mercosul. Debitou ao Brasil a negação. A base são os desmatamentos na Amazônia. De outro lado, já faz muitos anos que a França, a Alemanha e a Inglaterra pressionam o Brasil por desmatamentos na Amazônia. Em 2019 entraram na pauta os incêndios.

O Brasil tem respondido de maneira reativa. Em 2020 militarizou a fronteira do Brasil com todos os países vizinhos tentando evitar a entrada de armas e drogas destinadas ao comércio internacional. Mas quanto à questão dos incêndios e dos desmatamentos respondeu de maneira reativa com a tese de que a Amazônia é brasileira. Problema do Brasil, portanto. É uma resposta política de soberania sobre o território. Mas não é uma resposta que assegure a garantia ambiental que a União Europeia questiona.

Em 2020 entrou nas queimadas o Pantanal que é Patrimônio Natural da Humanidade. Logo, é uma região muito vigiada pelo mundo. O problema do Pantanal está ligado a uma enorme sucessão de equívocos. Erraram o governo federal, errou o governo estadual, errou a Assembléia Legislativa e errou a visão ideológico da Universidade Federal e das ongs que se envolveram com a região.

Agora encerramos com a visão do que pode acontecer com o Brasil e com Mato Grosso depois da resolução do Parlamento Europeu. Poderosas barreiras comerciais europeias e com o risco de se espalharem nos mercados internacionais contra o Brasil. No caso de Mato Grosso podem atingir as exportações de grãos e carnes. Somando o problema do Pantanal não é exagero temer restrições às exportações estaduais. E nem falei aqui sobre as desigualdades sociais também aprovadas na mesma resolução.

Lamento, a pouca compreensão desses riscos nos setores públicos estaduais e no federal. Politizar esses temas pode ser suicídio no curto prazo!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]
www.onofreribeiro.com.br

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