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Francisney Liberato: – Trabalho remoto com Alta Performance

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              Trabalho remoto com Alta Performance

Autor: Francisney Liberato

É necessário expandirmos a nossa mente a um novo pensamento, e a uma nova forma de executar, o que fazemos todos os dias.

Há registros que desde a pré-história, o trabalho passou a existir na humanidade. Os indivíduos passaram a construir, e a utilizarem as suas próprias ferramentas, como a caça, o desenvolvimento da agricultura, dentre outros.

Para o melhor desempenho de um trabalho é crucial a utilização dos aspectos, físico, mental e emocional.

O ideal é que tenhamos um trabalho que nos satisfaça, que nos torne pessoas melhores e mais felizes, pois tendo essa perspectiva, o trabalho será prazeroso, e não penoso. Contudo, isso nem sempre é a realidade dos brasileiros, ainda mais com os altos índices de desempregos.

Deus deseja que os seus filhos se dediquem ao trabalho, para desempenhá-los com alta performance, ou seja, da melhor forma possível, pois o trabalho enriquece o homem em todos os seus aspectos, principalmente o financeiro, conforme cita o livro de Provérbios 10:4:

O preguiçoso fica pobre, mas quem se esforça no trabalho enriquece”.

Existe um trabalho que não requer a presença física dos seus funcionários, empregados e servidores. Estamos tratando do trabalho à distância, ou também conhecido como home office, que significa escritório em casa; teletrabalho; trabalho remoto etc. São trabalhos desempenhados pelos empregados e funcionários, fora do ambiente da empresa, ou seja, em casa, ou em qualquer outro lugar em que tenha condições de realizá-lo.

O home office surgiu nos Estados Unidos, tendo como pontapé inicial o desenvolvimento de tecnologias como a internet, intranet, infraestrutura tecnológica e a acessibilidade do celular, que possibilitou muitas pessoas a trabalharem remotamente em qualquer lugar.

É fato que o trabalho remoto é uma tendência mundial para todos os setores da economia, tanto para empresas da iniciativa privada, como também para órgãos e entidades da Administração Pública. Incluindo-se, sobretudo, as atividades fins, como também as atividades-meios, dentro de uma entidade.

É possível trabalhar em casa? São dúvidas que muitas pessoas têm, e que devem ser ponderadas antes de dar início a essa “nova’ forma de trabalho, isto é, deve-se estudar o cenário e observar alguns aspectos especiais.

Devemos conhecer bem o cenário onde desempenharemos o trabalho, se na residência ou em outro lugar. Para os que vão trabalhar em casa, é primordial ter ciência de que a sua casa, não é o mesmo lugar do trabalho e que não possui a mesma estrutura física, tecnológica, de suporte, insumos, dentre outros aspectos. Contudo, o detalhe bem interessante, como já vimos, é reconhecer que os ambientes são distintos.

Apesar dos ambientes não serem iguais, temos que reprogramar a nossa mente, para que entendamos que podemos fazer com que, se pareça com o ambiente de trabalho. Para que façamos esse ajuste mental, é indispensável que cada trabalhador, utilize da mesma rotina no ambiente de trabalho, na sua casa, em outras palavras, despertar no mesmo horário, tomar o café da manhã, tomar banho, se arrumar como fosse ir ao trabalho, mas vale a ressalva, que não precisa ter tanto rigor da vestimenta, cabelo, perfume e etc.

Ao fazer o espelhamento da rotina do trabalho na sua residência, consequentemente o seu cérebro entenderá que o ambiente é sério e que precisa de organização para dar o resultado requerido pela empresa. Separe um lugar na sua casa para tê-lo como ambiente do trabalho.

O computador, a mesa e a cadeira devem ser confortáveis para um bom desempenho de suas tarefas, entretanto, não muito confortável, pois do contrário, o corpo relaxará, e consequentemente, a sua produtividade não será cumprida.

Por estar em casa, tome nota das tentações do lar, tais como: sofá, geladeira, televisão, rádio, videogame, animais de estimação e outros objetos que atrairão você para desviar o foco do seu objetivo laboral.

Para aqueles que possuem filhos, o desafio é ainda maior, pois deve haver um acordo entre os moradores da residência, para separar e dividir os horários destinados ao trabalho, estudos, lazer, alimentação. Todos da casa devem ter essa informação e preocupação para que você consiga uma alta performance no cumprimento das metas.

Normalmente, as empresas implantam o teletrabalho, visando um aumento de produtividade por parte do colaborador; redução de custos e despesas, como: energia elétrica, materiais de insumos, água; problemas com vagas disponíveis para o estacionamento; e até problemas de relacionamentos, para aquelas pessoas que possuem dificuldade de convívio, mas que são ótimos funcionários.

O funcionário também é beneficiado pelo teletrabalho, pois, não precisar usar muitas roupas, economiza combustíveis, perfumes, maquiagem, tempo de trânsito, estresse, maior foco e concentração, flexibilidade e melhor qualidade de vida.

No aspecto dos benefícios do empregado, chamo a atenção para o fato de que cada ser humano é diferente um do outro, sendo assim, a sua forma de pensar e raciocinar, segue a mesma lógica. Dessa forma, com o trabalho remoto, o empregado desempenhará as suas atribuições no seu melhor momento, não importando se é pela manhã, tarde, noite ou de madrugada, o mais relevante, é que a produção e as metas sejam cumpridas, com qualidade.

Veja que há uma mudança da forma de trabalho e da relação entre empregados e empregadores. Deve existir um acordo entre as partes, como dizem os famosos ditados:

Uma mão lava a outra; A regra é clara. O combinando não custa caro”.

O empregador não precisa mais cobrar horários e monitorar o trabalho desempenhado pelo empregado. Por outro lado, deverá haver um maior compromisso e engajamento por parte do empregado, para que o resultado seja satisfatório.

Esteja conectado aos seus objetivos e metas. Para trabalhar a distância, jamais você deve se desligar dos seus compromissos, isto é, das suas metas diárias, semanais e mensais, pois elas estão atreladas ao seu desempenho.

Foco naquilo que interessa. Todos nós temos muitas atividades para desempenhar diariamente, desde atividades importantes, além tarefas fúteis. Coloque tudo no seu planejamento diário; planeje todas as suas atividades; priorize o que é mais importante no momento, e depois, sobrando tempo, faça as tarefas menos relevantes. Focar no seu trabalho é, deixar para algum momento, algumas atividades menos importantes. Faça uso da Matriz de Eisenhower.

Desenvolva uma rotina equilibrada de trabalho. É preferível desenvolver uma rotina, para que você se adapte mais rápido nessa nova forma de trabalhar. Ao invés, de trabalhar 12h por dia e no outro dia, não trabalhar nada, é preferível, trabalhar 6h efetivas por dia. A rotina é importante para você ter a consciência de quando começar e quando termina o trabalho. Foque nas horas líquidas de trabalho, com base na sua produtividade. Avalie constantemente os custos versus benefícios. O principal disso, é manter ou adquirir uma disciplina de expediente.

Comunicação aberta e sem bloqueios. Para fazer o trabalho remoto, como não teremos o suporte da empresa fisicamente próximas de nós, é indispensável que se utilize de uma boa comunicação, que sejam pelos meios: telefone, WhatsApp, videoconferência, e-mail, anydesk, Skype, ou outro software de comunicação. Tenha sempre uma conversa franca e objetiva com todos os colaboradores. Se houver dúvidas sobre a comunicação, a melhor solução é confirmar o que os interlocutores entenderam e aperfeiçoar os detalhes. É bom lembrar que os meios de comunicação citados, são frios, por isso, é basilar ainda mais, ter uma comunicação assertiva.

Faça pausas regulares. Recomendo a cada 50 min fazer uma pausa, de no máximo 10 min, para que você possa descansar. Ao retornar ao trabalho, esteja concentrado para que as suas horas líquidas sejam produtivas. Trabalhar sem descansar, desgasta muito o cérebro, e é bom lembrar que ninguém é uma máquina.

Aperfeiçoe o seu equilíbrio emocional. Trabalhar sozinho, requer muito equilíbrio de si mesmo, do contrário, o resultado não aparecerá. Conheça a si mesmo, as suas emoções e como lidar com elas. Nos momentos de picos de emoções é mais difícil desempenhar bem o trabalho, busque sempre o equilíbrio ou a gestão da emoção. Aplique a empatia com os demais colaboradores. A sua inteligência emocional lhe proporcionará o sucesso que tanto busca.

Motivação total. Você deve ter em mente que para realizar um trabalho com eficiência requer de você motivos, que são os pressupostos para que você aja. Qual é a sua motivação para trabalhar? É notável ter isso bem alinhado para que tenha muita motivação para trabalhar sozinho ou remotamente.

Temos que ficar cientes quanto ao isolamento, por que muitas vezes, a vida toda trabalhamos em um ambiente com muitas pessoas, e agora, você se vê isolado das pessoas. É necessário ter muito cuidado para não se isolar, ainda mais em um mundo em que as pessoas, a cada dia, pensam mais em si mesmas. Para resolver essa questão, não perca o contato virtual e físico com os seus colegas de trabalho, e constantemente, se possível, marque encontros sociais ou vá ao local de trabalho. O mais importante é não se isolar.

Tudo o que foi mencionado é para que o home office, seja realizado de forma planejada, contudo, no final de 2019 e início de 2020, centenas de países do mundo têm enfrentado um inimigo viral, denominado de Coronavírus, que tem obrigado as pessoas a trabalharem em casa e a si cuidarem.

A medida tomada, para não estagnar a economia, as empresas privadas e órgãos públicos, foi a implementação do trabalho remoto dos seus colaboradores. Muitas delas nunca tiveram políticas de trabalho remoto, e seus funcionários estão tendo a experiência de trabalharem desta forma, pela primeira vez. O Coronavírus foi declarado pela Organização Mundial de Saúde, como uma pandemia.

Os resultados do trabalho remoto são incontáveis para ambas as partes. Que nesta nova etapa da sua vida, você possa se dedicar com todas as suas forças, para trazer um resultado com excelência para o seu empregador. Jamais duvide da sua capacidade. Pode ser que, no início você tenha dificuldades de adaptação, contudo, logo passará, e você verá que valeu a pena. Faça sempre o seu melhor, conforme Colossenses 3:23-24;

E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração (…)”.

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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Voltar a crescer

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Autor: João Carlos Marchesan –

Tudo indica que 2021 não irá cumprir a expectativa de ser o ano da tão esperada retomada do crescimento. Os primeiros dados disponíveis sobre o comportamento da economia não são bons e analistas independentes estão falando em queda do PIB, não somente neste primeiro trimestre, em relação ao último trimestre do ano passado, mas, possivelmente, também do segundo trimestre face ao primeiro, o que compromete, irremediavelmente, um melhor desempenho para este ano, como um todo.

Considerando que o carregamento estatístico, de 2020, já garantia, mesmo sem crescimento real, um resultado ao redor de 3,6% a.a., isto significa que se o PIB deste ano vier abaixo do piso das projeções do mercado, que era de 3,5%, o Brasil terá mais um ano frustrado em termos de crescimento econômico. O quadro é ainda mais preocupante porque o país estará completando o sétimo ano sem crescimento acumulado, o que significa, na prática, um empobrecimento progressivo dos brasileiros.

A continuidade da pandemia, a situação fiscal, o elevado desemprego, o endividamento das famílias e das empresas…, podem ser invocados para justificar este fraco desempenho, mas, no fundo, apenas confirmam que o país não tem nenhum plano para a retomada do crescimento. Não dá, pelo sétimo ano consecutivo, após termos avançado em leis e reformas importantes como a trabalhista, a previdenciária, o marco do saneamento e tantas outras, continuar culpando a falta de mais reformas por este resultado medíocre.

Ainda que algumas destas reformas, como a administrativa e, principalmente, a tributária sejam importantes, estes últimos anos demonstraram que, embora necessárias, elas não são suficientes para garantir o crescimento. Portanto, está mais do que na hora de abandonar crenças fundamentalistas e ideologias e, de forma pragmática, passar a elaborar uma estratégia de retomada do crescimento que utilize, além das forças do mercado, o enorme poder do Estado reconfirmado, a nível mundial, pela crise de saúde pública.

Esta estratégia passa por imunizar a grande maioria da população, no menor prazo de tempo possível. Se tivermos vacinas, podemos conseguir isto até o terceiro trimestre deste ano, evitando mais uma queda real do PIB o que evitaria piorar a situação dos mais vinte milhões de desempregados e desalentados e, pelo menos, outro tanto de brasileiros que vivem à margem da sociedade, bem como o preocupante aumento da pobreza absoluta, o fechamento de fábricas e o retrocesso na educação.

A par da vacinação, o governo deveria retomar os investimentos públicos em infraestrutura, para criar empregos, até que o crescimento da economia passe a cumprir este papel. A elevada dívida pública não deve ser um impedimento absoluto para bloquear os investimentos públicos, primeiro porque estamos falando de gastos anuais da ordem de 1,0 a 1,5% do PIB, face a uma dívida de quase 90% do PIB e, segundo e mais importante, porque como diz o FMI muito mais importante do que o valor do gasto público é sua qualidade.

A imunização da população e a retomada dos gastos públicos, ainda que nos termos modestos propostos, são os únicos motores disponíveis para podermos voltar a crescer no curto prazo, inclusive em termos de renda per capita, algo que não ocorre desde meados da década passada. Entretanto, manter o crescimento, a médio e longo prazo, a taxas iguais ou superiores ao crescimento mundial, condição necessária para reduzir nosso distanciamento em relação aos países desenvolvidos e em desenvolvimento, exige outras medidas.

Nossa estratégia de desenvolvimento precisa incluir a forte redução das ineficiências sistémicas para assegurar um ambiente macroeconômico favorável ao investimento produtivo, com câmbio competitivo, inflação baixa e sob controle, financiamentos de longo prazo, e juros reais de mercado inferiores à taxa de retorno da produção de bens e serviços. Um ambiente de negócios amigável é outra pré-condição necessária, o que exige um sistema tributário bem mais simples e menos distorcido, marcos regulatórios adequados, segurança jurídica e forte redução das obrigações acessórias.

Tal ambiente implica, ainda, na disponibilidade de energia a custos adequados, no estabelecimento de uma robusta rede de comunicações de alta velocidade que interligue o país e seja acessível à grande maioria da população brasileira, e em avanços substanciais e contínuos em nossa logística. Isto irá eliminar dos custos de produção de bens e serviços nacionais o peso do custo Brasil que, atualmente, reduz fortemente a competitividade brasileira e deixa em desvantagem nossos produtos, tanto nas exportações quanto no mercado interno.

Políticas públicas de desenvolvimento devem permitir que o setor produtivo retome os investimentos tanto em máquinas e equipamentos quanto em tecnologia, essenciais para garantir ganhos de produtividade. A reconstrução da competitividade empresarial, o fortalecimento das cadeias produtivas e a reversão do processo de desindustrialização deverão contar com políticas para suportar os esforços empresariais com os programas de digitalização, com o sensoriamento inteligente e a administração dos big data resultantes, via I.A. e plataformas de integração.

Estas políticas públicas devem prever, ainda, forte apoio à P&D, e inovação do setor privado, com recursos parcialmente a fundo perdido, com a colocação de encomendas tecnológicas do setor público junto às empresas e com o uso intensivo do poder de compra do Estado para direcionar o desenvolvimento para as tecnologias emergentes e de retorno longo ou duvidoso, bem como o aumento dos recursos públicos destinados à ciência e à pesquisa básica e aplicada, principalmente nas áreas de saúde, biotecnologia, energia renovável, novos matérias, baterias de alta eficiência, microeletrônica….

Finalmente, a educação de qualidade em todos os níveis e, principalmente, a formação de uma massa crítica de recursos humanos, bem qualificados, nas novas áreas do conhecimento é essencial para suportar este esforço nacional de desenvolvimento, capaz de garantir um mínimo de segurança industrial ao país o que, junto com a segurança alimentar, energética e militar garantem a nossa soberania permitindo que o crescimento sustentado, se dê na direção da melhoria da qualidade de vida da população brasileira e com a democratização das condições de acesso às oportunidades para todos.

  • João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ
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