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Francisco Manzi: – Não há espaço para protecionismo!

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                  Não há espaço para protecionismo!

Autor: Francisco Manzi

Mato Grosso tem anualmente batido recordes de produção nos seus produtos agropecuários, responsáveis por mais de 50 % do PIB estadual. Na pecuária temos anualmente reduzido áreas de pastagem, mas ao mesmo tempo em que acontece aumento do rebanho e da nossa taxa de desfrute com cada vez menor idade de abate.

Leilões de reprodutores exportando os produtos do nosso criterioso melhoramento genético. O nosso Nelore tem se destacado nos pastos, nas mesas e nas bases dos cruzamentos industriais. Para vencer esse desafio, não só os produtores de Mato Grosso, estado que possui uma das piores logísticas do pais, distante 2000 km do porto mais próximo e com mais de 25 mil km de estradas necessitando de asfaltamento, mas agenda comum na Aliança Internacional da Carne onde os 7 países que representam mais de 60% da exportações são unânimes em dizer que para que a carne chegue à mesa de todos os seres humanos é fundamental que se eliminem barreiras tarifárias e não tarifárias que não sejam amparadas pela ciência.

Na contramão da história, todos os anos a indústria frigorífica estadual cada vez que a arroba é valorizada e na atual conjuntura esse aumento é apenas nominal porque os custos subiram numa proporção ainda maior, tenta através de comunicados e artigos alegando falta de animais para abastecer a indústria, pressionar para que o governo promova aumento de alíquota de impostos para a saída do boi em pé e amealhar uma reserva de um mercado já restrito na mão de poucos. Não obstante, se utiliza como argumento, dos números totais de animais que deixaram o estado como se todos fossem ser abatidos no ano e ainda assim sem subtrair da conta os animais que entram.

Se levarmos em conta apenas os que saíram com a finalidade de abate ou seja menos de 9 mil cabeças por mês, abate de uma semana de uma indústria média, os compradores que vêm buscar aqui, esses sim, sofrem uma concorrência ainda mais acirrada. Tem que realizar o pagamento à vista e antecipado, estratégia de negociação pouco praticada pela indústria local, no peso calculado na balança da fazenda, prática sonhada de todo produtor e ainda amargam, mais 7% de ICMS e arcam com um frete muito mais caro, pois além de mais distante ainda recolhem o ICMS sobre o próprio frete.

No nosso vizinho estado do Pará, banhado pelo mar, a exportação de boi em pé é uma realidade e chegou a fazê-lo para vários países atingindo números de mais de 700 mil animais em um único ano. Será que é por isso que o preço da arroba é mais valorizado que em Mato Grosso? Temos como produzir mais e atender todos os mercados: interno, externo de carne, boi em pé e exportação de bezerros.

Em que pese a produtividade de Mato Grosso seja 25% maior que a média nacional, que é de 4 arrobas por hectare, existe não só tecnologia, mas muitas fazendas na prática estão reduzindo o dobro, o triplo e há casos de até 80 arrobas por hectare-ano. Para elevar essa média, os produtores precisam principalmente de incentivos e margem nos seus produtos e não é com mais taxação ou reserva de mercado que isso será alcançado.

Num mundo onde o livre comércio é incessantemente buscado, com acordos bilaterais e multilaterais para ganho de competitividade e garantia de que um número cada vez maior de consumidores tenha acesso, não há mais espaço para protecionismo.

FRANCISCO MANZI é médico veterinário e diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

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Cynthia Lemos: – Uma visita indesejada

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                           Uma visita indesejada

Autora: Cynthia Lemos

É minha gente, este foi o ano que se a mudança fosse uma pessoa, poderíamos dizer que todo mundo recebeu um morador novo em sua casa sem pedir, e de forma indesejada. Houve tentativa de mandá-la embora, despejá-la e até fugir, deixando a casa inteira pra ela, mas ela estava lá, como uma sombra a perseguir cada família, cada indivíduo.

Cansada e sem sucesso na tentativa de me livrar da “Mudança”, que naturalmente se mantinha ali, resolvi dialogar com aquela estranha:

– Bom, já que vai ficar aí mesmo, quem é você? Quando você vai embora? Por que de tudo isso?

Ela não respondia, só se fazia presente, agora modificando muito cada pessoa que ali estava com ela, pessoas que com o tempo passaram a mudar o foco de suas preocupações e prioridades.

-Engraçado, nunca tinha olhado com tanto carinho para essa pessoa. Minha família, Amigos, companheiro ou companheira, meu trabalho, minha vida! Engraçado que desde quando essa dona Mudança chegou e resolveu se demorar por aqui, me tornei tão vulnerável, tão invadido, que preferi ficar no meu canto, cuidar da minha casa, lutar e valorizar o meu trabalho, e preservar os meus.

Com o tempo apesar de ainda indesejada, pude compreender melhor uma das intenções da Mudança, que passou a morar comigo, e de repente fazer parte da minha rotina.

O famoso: novo normal! Não significa que eu esteja conformado, mas percebi que ela tem um prazo, o prazo de nos fazer Valorizar a Vida!

Valorizar o porquê de estarmos aqui, e cada pessoa que está conosco.

Acredito que quando ela cumprir sua missão de nos despertar para a nossa missão, para o nosso papel como indivíduos neste mundo, de sermos pessoas de valor, acredito que aí ela poderá ir embora.

Enquanto isso, sigamos aprendendo com a Mudança ocorrendo em nossas vidas, nesta Pandemia.

Cynthia Lemos é Psicóloga Empresarial e Coach na Grandy Desenvolvimento Humano. Especialista no Desenvolvimento de Líderes e Empresas tem a missão de: Expandir a Consciência e Gerar Ações Transformadoras – para pessoas e empresas que desejam evoluir em seus projetos e objetivos.

E-mail: [email protected]

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