Artigo

Foco

Publicados

em

 

Autor: Francisney Liberato –

Manter o foco é dizer não para as coisas que não lhe são favoráveis, rumo à obtenção dos bons resultados.

Muito tem se falado sobre foco. Uma palavra de pequena extensão, mas capaz de lhe garantir o sucesso. Se quisermos ser alguém resolutivo, devemos ter foco. Mas o que é foco?

Foco, portanto, é a habilidade de dizer “sim” para os seus objetivos e sonhos, e todas as questão atreladas a eles, e, ao mesmo tempo, dizer “não” para as demais demandas e atividades que surgirem em sua vida atrapalhando a meta de alcançar seu objetivo. O grande inventor Steve Jobs reafirma essa ideia: “Foco é dizer não”.

Na área de estudos, o foco é indispensável se você quiser obter os melhores resultados nas provas. Estudar nem sempre é fácil, pois existem inúmeras distrações nesta vida. Mas o resultado virá com a máxima determinação e foco.

Você deve focar nos seus estudos, independente do cenário em que tens vivido, se está legal ou não, pois, a partir do momento que você conseguir focar, em meio às situações negativas da vida, já é o começo da colheita de bons resultados.

Quando estiver estudando com foco, você deve manter a atenção no seu desempenho, esquecendo-se do seu amigo que está bem melhor do que você no momento. Por que devemos fazer isso? Para não perder a motivação. Ao olhar para o outro, é provável que haverá comparações que, por consequência, gerarão desestímulo para continuar estudando. Você pode, no máximo, observar e criar um parâmetro geral dos demais estudantes, mas jamais para se comparar, até porque cada ser humano tem uma realidade.

Mantenha o foco no seu desempenho. Monitore os seus estudos diariamente, e veja desde quando começou a estudar, o percurso já percorrido. Faça essa avaliação, pois é a melhor forma de se manter focado.

No dia da prova, mantenha-se tranquilo e focado no seu planejamento e na sua execução, uma vez que você já fez o melhor nos estudos, e, neste instante, basta colocar em ação o conhecimento adquirido. Evite dar atenção ao ambiente do local da prova, como barulho, temperatura do ar-condicionado, cadeiras barulhentas, ou com o fiscal da prova. Foque na prova, pois é o que importa.

Para que você possa obter sucesso nas provas, é indispensável ter foco nos estudos, foco no percurso e foco na execução das provas. O escritor Max Lucado nos ensina uma forma de ter foco em plenitude:

Quando sua perspectiva está em Deus, seu foco está naquele que vence qualquer tempestade que a vida pode trazer”.

Tenha foco com ajuda de Deus, pois Ele tudo pode fazer por você.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais da Contabilidade – ABRAPCON. Membro da Academia Mundial de Letras.

  • Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2” e “Como falar em público com excelência”.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Luiz Gustavo Castro Marques: - Como tratar um paciente de Alzheimer
Propaganda

Artigos

Estamos todos saindo da UTI?

Publicados

em

 

Autor: Jarbas da Silva Motta Junior –

Há 13 anos, passo um grande pedaço do meu dia em um ambiente que, infelizmente, passou a fazer parte da história de muitas famílias a partir do ano passado: a Unidade de Terapia Intensiva. Talvez os significados das palavras desse nome nunca fizeram tanto sentido. Unidade de profissionais que não fazem nada sozinhos, que precisam uns dos outros tanto para as ações “operacionais” como para virar um paciente de bruços ou para discutir os procedimentos cada vez mais multidisciplinares. Terapia atualizada e individualizada com uma rapidez jamais vista, graças à agilidade e ao esforço da ciência. E intensiva em todos os detalhes.

Nas últimas semanas, esses ambientes estão diferentes do que vivenciamos ao longo de quase 20 meses. Vemos as altas de pacientes sem que seus leitos sejam imediatamente ocupados por outros e novos – e em determinado momento da pandemia, literalmente, cada vez mais novos – pacientes. Em alguns dias, deixamos inclusive de ter casos ativos de Covid-19. Isso significa que, pela primeira vez, em mais de 500 dias, não havia pacientes com potencial de transmissão da doença. Para os profissionais de saúde esse é um marco que nos emociona e enche de esperança.

Ao olhar os leitos vazios, não podemos nos esquecer da trajetória até aqui. Uma realidade que nem os mais experientes profissionais estavam preparados. Foram dias em que precisamos encarar como principal desafio manter o paciente vivo para que o próprio corpo pudesse ter forças para combater o Coronavírus. E, para isso, recorremos a procedimentos complexos. Em algumas instituições, o uso da ECMO, por exemplo, chegou a ser nove vezes mais frequente do que antes da pandemia. O aparelho que funciona como coração e pulmão artificial representou novos suspiros para muitos homens e mulheres. Já as diálises, ainda no leito de UTI, cresceram quase 60%.

O médico intensivista reconhece o seu papel como divisor de águas no tratamento de um paciente. A entrada dele em ação deve ser precisa no momento em que o quadro do paciente se agrava e que pode ser irreversível sem esse suporte. E assim, também ser o momento da saída. Mas talvez essa definição nunca foi tão nebulosa quanto na Covid-19. Como doença sistêmica e imprevisível, em cada paciente ela agia de uma forma. E foi a união entre assistência e pesquisa que nos deu o suporte para seguir.

Em muitos momentos, tivemos que lutar com os braços que tínhamos. E eles eram escassos de norte a sul do Brasil. Apenas 1,6% dos médicos brasileiros registrados são intensivistas. A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) estima que o país precisaria ter, pelo menos, cinco vezes mais profissionais da área para atender toda a demanda de leitos de UTI. A matemática deixa claro o cansaço, mas as súplicas para voltar da intubação escancaram o peso que esses braços carregaram.

No início, observamos como a doença se comportava e compartilhamos conhecimento com o mundo. Agora, experimentamos os resultados desse movimento, que passa a ser coletivo. Vacinas em tempo recorde, adesão da população e a esperança de volta.

As ligações para as famílias e as longas semanas – até meses – de internamento nos aproximaram de cada um que venceu ou perdeu essa luta. Lidamos como uma tragédia social e humanitária e, apesar de acreditarem que somos heróis, sairemos dela mais humanos.

Jarbas da Silva Motta Junior, médico intensivista e coordenador da UTI do Hospital Marcelino Champagnat

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Francisney Liberato: - Nada a temer
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA